A CONSCIÊNCIA NÃO JAZ SOB ALGEMA NA MASSA CRANIANA

Jul 12th, 2016 | By | Category: Artigos

conscO pesquisador materialista afirma que a consciência humana (ou o espírito) é resultante exclusivo das funções cerebrais e está confinada no crânio. Para ele, quando o corpo morre a consciência (ou o espírito) desaparece. A rigor, não existem proposições científicas que apoiem a sobrevivência da alma após a morte, e muito menos a comunicação dos mortos.

Contudo, diante do acúmulo de fatos, a exemplo da sensibilidade extrafísica de Chico Xavier, que não foram explicados pelas leis da natureza ou foram analisados algumas vezes como fraude, um grupo de cientistas metafísicos resolveu interrogar a ciência – e não os médiuns. A conclusão desses cientistas está contida no livro Irreducible Mind. A obra parte da lógica de que fenômenos como a mediunidade, a telepatia e experiências de quase-morte são indícios de que o velho modelo teórico vigente nos meios academistas é incompleto. [1]

Para o psiquiatra da Universidade da Virgínia (EUA) Edward Kelly, a ciência vem ignorando um princípio científico básico, o da “falseabilidade ou refutabilidade”, ou seja, todo cientista sério deveria estar sempre procurando um vácuo na sua tese – e não o contrário. Para Kelly, a mediunidade pode ser um desses vácuos, por isso é plausível desvendar o mistério da consciência, que instiga filósofos e cientistas há milênios. [2]

Os pesquisadores clássicos acreditam que parte do problema está em considerar mente e cérebro uma coisa só. Porém, Edward Kelly propõe que o cérebro seja encarado como um aparelho de TV. A consciência seriam seus programas. Um defeito na TV (cérebro) pode alterar a qualidade da imagem, mas não o conteúdo dos programas (consciência). Ou seja, sem a TV, não podemos enxergar nosso seriado favorito, mas o seriado existe mesmo assim. Só não pode ser assistido. Funcionaria de um jeito parecido com a consciência: dependemos do cérebro para percebê-la, mas ela não está, segundo a proposta, encarcerada dentro do aparelho (cérebro). [3]

Essa realidade garantiria sobrevida da consciência além do corpo, abrindo a possibilidade de explicar a ideia de que a consciência segue vagando por aí após a morte e pode se comunicar com outras consciências, vivas, encarnadas ou não. [4] Kelly propõe que os cientistas tradicionais questionem suas convicções e prestem mais atenção em fenômenos hoje ignorados, como a mediunidade.

Por quanto tempo filósofos, cientistas e religiosos têm ponderado o que acontece após a morte? Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Embora corpos individuais estejam destinados à autodestruição, o sentimento vivo, a consciência, o “quem sou eu?” – É uma fonte de baixa voltagem de energia operando no cérebro. Mas essa energia não desaparece com a morte. Um dos mais seguros axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ela pode ser criada mas não destruída”. [5]

Não existiríamos sem a consciência. Aliás, nada poderia existir sem consciência. Pesquisadores recordam que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal. Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente. A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente. [6]

Articulam alguns acadêmicos que a consciência é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu “titular” que o responsável foi ele. Assim sendo, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu que habita e controla o corpo é apenas o resultado da atividade cerebral que nos ilude. Então não há nenhum “espírito” na máquina cerebral.

Será mesmo? É óbvio que as muitas deduções dos múltiplos experimentos da neurociência reducionista são ardis da ficção. “A mente tem a dinâmica de um mosaico de luzes que se projetam pela consciência, que se contrai ou expande diante do que nos emociona.” [7] Desse Universo abstrato “emanam as correntes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa, ou atendendo às sugestões das zonas interiores.” [8]

Há estudos consistentes que comprovam a total impossibilidade de se medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si, o que, aliás, já derruba todas as precipitadas teses materialistas. A consciência e a inteligência não são um curto-circuito nem o subproduto casual do intercâmbio de quaisquer neurônios. Enquanto a ciência demorar-se abraçada à matéria e não alcançar a dimensão do que não pode palpar, ver e ouvir, ficará ainda extremamente distante de tanger as imediações da verdade que investiga.

O atributo essencial do ser humano é sem dúvida a inteligência, mas a causa da inteligência não reside no cérebro humano, mas sim no ser espiritual que sobrevive ao corpo físico e pode se comunicar com o homem encarnado. Graças ao Espiritismo, no seu aspecto filosófico e experimental, está sendo possível construir a sólida ponte sobre o abismo que separa matéria e espírito. Os mortos podem ser ouvidos. Todo brado de coroados “nobeis” de ciência alça a sua voz para nos expressar a morte da matéria.

Já é tempo de nos instruir ante os ensinos da ciência pós-mecanicista dos séculos passados e de nos livrarmos da camisa de força que o materialismo do século XIX infligiu aos nossos julgamentos filosóficos. Neurocientistas, “químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.”. [9]

 Jorge Hessen  Brasília/DF

Referências bibliográficas:

[1]            Disponível em   http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/afinal-e-possivel-ouvir-os-mortos   acessado em 10/07/2016

[2]            Idem

[3]            Idem

[4]            Idem

[5]            Disponível em http://interligadonoticias.blogspot.com.br/2016/05/cientista-faz-revelacao-fantastica.html?m=1  acessado em 10/07/2016

[6]            Idem

[7]            Facure Nubor Orlando. Operações Mentais e como o Cérebro Aprende, disponível no Site      www.geocities.com/Nubor_Facure acesso em                   22/03/2013

[8]            Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espirito André Luiz, RJ: Ed.. FEB,     1997, cap. 4

[9]            Xavier, Francisco Cândido. Nos domínios da mediunidade, Ditado pelo Espírito André Luiz,    “prefácio” do Espírito Emmanuel, Rio de                    Janeiro: Ed FEB, 1999.

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4 Comments to “A CONSCIÊNCIA NÃO JAZ SOB ALGEMA NA MASSA CRANIANA”

  1. GERALDO MAGELA MIRANDA diz:

    Aí está, Jorge.
    A questão mais intrigante pra mim nisso tudo é a razão da vida.
    Haveria algum sentido existir, morrer e acabar simplesmente? Não me parece algo lógico diante de todo esse complexo da existência.
    Geraldo Magela Miranda

    • Adriano de Oliveira Freire diz:

      Liberdade de expressão

      Não existe liberdade de expressão, sem respeito e consideração, que são indispensáveis para os comentários, da vida de qualquer um, (suas crenças, seu modo de viver). Como exemplo: a torcida, fanática do Grêmio e a do Internacional, vão entrar em disputa por defenderem seus times, esta liberdade causa um mal estar, uma complicação aos admiradores do time, aqueles que só vão ao estádio, para ver o jogo de seu time, para se divertirem, acabam sofrendo uma tragédia, um abalo em suas vidas, criando uma revolta em todos torcedores e admiradores.

      O livre arbítrio só tem valor quando ele é repensado, quando se pode evitar as causas de sofrimentos, injustiças, para si e os indivíduos. Sem evitá-la, a pessoa torna-se egoísta. O Livre Arbítrio só vai ter sentido quando a idéia puder ser evitada.

      Para conquistarmos um novo espaço, avançarmos espiritualmente, darmos um novo sentido para a vida, nós temos que conter nossas vontades, nossas idéias, temos que repensar nas nossas atitudes. Vivemos numa sociedade, democrática.

      Falando da alma do ser humano, vemos que durante a vida do indivíduo, manteve-a na mentira na trapaça, numa má índole.

      Quando este ser humano morre, sua alma encaminha-se para o céu podre, não podendo demonstrar os sinais, pela sua deformação, demonstrando uma identidade falsa, nebulosa, confusa sem organização. Afetando e prejudicando, dando uma falsa contribuição para tudo que abala o planeta, mudanças climáticas, a poluição, a agressão do meio ambiente.

      A alma é interpretada pelo livre arbítrio do ser humano; esta liberdade que permite ao individuo à escolher a forma de viver . E essa liberdade acaba, criando uma falta de percepção, de interpretação, de escolhas, é acabam perdendo o limite do sentido da vida, gerando duvidas, para uma nova mudança. A tecnologia é importante, para quem sabe usala, e não para a quelas pessoas que tiram proveito, da sua facilidade de aceso, com o mundo. O que estou querendo dizer e que as opções que facilita a vida é para algumas pessoas, ou seja a cadeira de roda é para quem não caminha e não para o preguiçoso. Isso é que nem um atalho, pode-se encontrar uma armadilha no seu caminho, por querer chegar mais rápido no seu destino. Isso poderia ser evitado se percebesse que a sua preguiça pode se tornar uma tragédia.

      Suponhamos que a alma tem um papel ilimitado, por ser uma energia que faz parte do universo, durante a vida de um ser humano. Apos a sua morte a alma, tem a função de interpretar, repercutir encaminhar o dom do livre arbítrio. Tendo um livre arbítrio poluido, ele se perde.

      O ilimitado não tem limite, logo é eterno, e imortal. Então a imortalidade não tem ordem nem organização, isso quer dizer que a injustiça não tem ordem. Se procuramos a justiça, estamos procurando seu limite, sua ordem é organização.

      O Limite da vida e a morte, por isso somos mortais. O sentido da palavra Livre Arbítrio leva o ser humano a se organizar, gerando a justiça. Mortais injustos, por falta de organização, desordem, satisfazendo-se com todas essas injurias. Criando e induzindo simples mortais para alimentar suas injustiças, tudo através do ilimitado não tem limite nós temos que avaliar a vida, a injustiça faz parte dela. O mais importante e amenimizá-la, minimizar suas causas e consequências. Aprender a corrigir e evitar novas injustiças. Quando não podemos evitar a injustiça, devemos amenizar suas causas. Somente amenizando suas causas de sofrimento estaremos buscando a felicidade.

      A palavra ilimitada e eterna, porque não tem limite. Então, concluo, que o limite para encher um recipiente, não pode ultrapassar da sua borda, já o ilimitado abrange seus limites, ultrapassa o limite de encher um recipiente. O limite da justiça são as normas, o ilimitado ultrapassa essas normas. Para uma pessoa que tem limite, ela sabe ate onde devem ir, as que ultrapassam o limite criam o ilimitado.

      As trapaças dos políticos e uma injustiça gravíssima que atinge toda população. No meu ver quando essas coisas organizadas, por algum motivo se tornam desorganizadas, o imoral não as organiza, procura tirar proveito delas para o seu pro pio beneficio, contagiando toda sua volta.

      Os valores das essências dos seres humanos, estão se perdendo pelo prejuízo das trapaças, que acaba iludindo o povo, e a única defesa do povo é mentir (criando o ilimitado ou seja a injustiça). Podemos minimizar os prejuízos que abalam o planeta. Diminuindo as trapaças, vamos estar, minimizando as mentiras, começando a criar uma nova realidade para a vida humana. A realidade é a interpretação da verdade, mas hoje em dia, as realidades de muitos estão sendo afetada pela interpretação do beneficio do poder, interferindo nos valores.
      A falta da razão não tem palavras. Eloquente è a posse, que estende seu domínio atravéz de toda a história manifesta. A terra inteira dá testemunho da glória do homem. Na guerra e na paz, na arena e no matadouro, da morte lenta do elefante, que as hordas primitivas dos homens abatiam graças ao primeiro planejamento, até à esploração sistemática do mundo animal atualmente, as criaturas irracionais sempre tiveram que fazer a experiência da razão. (BAADE; BONIN apud ADORNO; HORKHEIMER 1985, p. 229)
      Os relâmpagos, os vulcões os furacões que devastam nossas florestas, são cargas negativas que abalam o planeta terra, e ainda temos as negatividades transmitidas pelo ser humano.
      Sabemos que é necessário para o desenvolvimento do indivíduo, criarmos móveis, mesas, camas, cadeiras, que afeta o desenvolvimento do planeta terra.
      Estas ganâncias, estas comodidades não vão mudar, o ser humano precisa delas. Temos que analisar, perceber que as mentiras as trapaças que são ditas pelos poderes, comunistas, fascistas, religiosos, qualquer tipo de poder, estão criando uma arrogância, um distúrbio na humanidade, que eleva o caos do planeta.
      Se formos incapazes de minimizar, de mudar este patamar, que acelera e acumula a destruição do planeta. Por esses motivos sou a favor da pena de morte.

      Temos que dar um novo sentido para o LIVRE ARBÍTRIO, este tera sentido, se levar em consideração a RESILIÊNCIA. E A SIM RESSUSCITAR DEUS
      As pesoas se enganam porque não tem calma. O engano se torana um erro, porque o engano poderia ser evitado. QUEM DESCOBRIU O BRASIl, PEDRO VAZ DE CAMINHA, ERRADO, O CORRETO É PEDRO ALVAREZ CABRAL.
      Por uma pessoa ser atrapalhada, não que dizer que ela não pode evitar o engano. Mas é uma nescecidade humana se arriscar, mesmo sem saber o correto, muitos estão sendo induzidos a se arriscar, confundindo-os.

  2. Estimado Jorge
    Excelente reflexão.Aprecio muito essa abordagem trazendo-nos informações atuais a respeito da visão cientifica em torno das coisas do espírito.Abraços , sempre fraternais!

  3. Irmãos W diz:

    Grande
    Jorge Hessen!!!

    A humanidade desconhece… Que como espíritos imortais… Somos criadores de nossos próprios destinos… Se em reencarnações passadas… Buscamos aprender e crescer… Vamos somando os tesouros das experiencias…Crescendo em inteligencia e amor…

    Quando o nosso espírito reencarna num corpo físico… Ele necessita de um cérebro bem elaborado para dar vazão a sua inteligencia se possuiu em outras vidas… Uma mente malformação congênita… O seu espírito não conseguirá manifestar….Para exteriorizar as sua faculdades….

    Valeu

    Fiquem com Deus

    Irmãos W

    ————————————————————————————————————————–

    O estudo do eu, isto é, do funcionamento da sensibilidade, da inteligência e da vontade, faz que se perceba a atividade da alma, no momento em que essa atividade se exerce, porém nada nos diz sobre o lugar onde se passam tais fenômenos, que não parecem guardar entre si outra relação, afora a da continuidade. Entretanto, os recentes progressos da psicologia fisiológica demonstraram que íntima dependência existe entre a vida psíquica e as condições orgânicas de suas manifestações. A todo estado da alma corresponde uma modificação molecular da substância cerebral e reciprocamente. Mas, param aí as observações e a ciência se revela incapaz de explicar por que a matéria que substitui a que é destruída pela usura vital conserva as impressões anteriores do espírito.

    Gabriel Delanne – A Alma e Imortal

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