ÁLCOOL VERSUS GARRINCHA, RAUL SEIXAS, MAYSA MONJARDIM, WHITNEY HOUSTON, EDGAR ALLAN POE

Mai 19th, 2014 | By | Category: Artigos

bebado

O alcoolismo, embora um dos mais graves problemas sociais, tem sido tema reiteradamente utilizado nas piadas de inquietos comediantes. Lamentavelmente se faz muita “gracinha” com assunto extremamente sério. Diversas piadas sobre dipsomaníacos são anunciadas em jornais, rádios, TV e Internet. Muitas alcunhas burlescas e de mau gosto foram boladas, tais como pinguço, manguaça, chapado, cachaceiro, pudim-de-cana, bebum e papudim, entre outras.
Os tratamentos para o alcoolismo são bastante variados porque existem múltiplas perspectivas para essa condição. Aqueles que sofrem com um alcoolismo de fundo patológico são recomendados a se tratar de modos diferentes dos que se aproximam desta condição como uma escolha social. Mormente a terapia é complexa, multiprofissional e de longa duração, dependendo da persistência do paciente e sua rede social de apoio para o processo de cura. (1)
Por efeito das inusitadas terapêuticas dos bêbedos das ruas de Amsterdã, capital da Holanda, alguns alcoólatras [moradores de rua] (2) estão recolhendo lixo das ruas para receberem latas de cerveja como pagamento pelo serviço. É isso mesmo! O salário dos garis alcoolistas é convertido em muitas latas de cerveja! Segundo os coordenadores, o objetivo do plano é proporcionar “melhor qualidade de vida” aos alcoólatras, estimulando-lhes a contribuir com a sociedade. (3)
Os idealizadores do singular esquema encaram o alcoolismo como uma “realidade imutável”, e resolveram enfrentá-lo com o único artifício que pode “acariciar” os beneficiados pelo projeto; ou seja, beber cerveja. Sob a tese da impossibilidade de afastar os alcoólatras da bebida, oferecem-lhes cervejinhas diárias, à guisa de salário, embora convictos de que os garis-alcoólatras não se tornam pessoas melhores; todavia a cidade fica limpa. Na jornada de trabalho os garis-alcoólatras chegam ao serviço às 9h e catam lixo até as 15h, fazem pausas para tomar inofensivas “cervejinhas”, fumar e almoçar. Tudo de “graça” (infelizmente ignoram o altíssimo preço que estão pagando).
O álcool é a droga “lícita” mais consumida no mundo contemporâneo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Imaginem se a ideia holandesa vira moda no Brasil. Seria trágico, afinal de contas o nosso país suplanta a média mundial de consumo de alcoólicos. Os dados são da OMS, publicados em 2012. Segundo a Organização, a bebida pode não apenas gerar dependência, mas pode também levar ao desenvolvimento de outras 200 (duzentas) doenças. Entre os 194 países avaliados, a OMS chegou à conclusão de que o consumo médio mundial para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros por ano. No caso do Brasil, os dados apontam que o consumo médio é de 8,7 litros por pessoa por ano.
O alcoolismo é um problema crônico e não preserva ninguém. As vítimas dessa infernal moléstia podem ser celebridades ou anônimos. Alguns famosos conseguiram combater a doença com tratamento, e hoje estão recuperados. Porém, outros não lograram êxito e acabaram com a carreira e a reputação. Tornaram-se verdadeiros farrapos humanos. A bebida arruína; despedaçou a vida de jogadores de futebol como Garrincha e Sócrates; de cantores como Maysa Monjardim, Whitney Houston, Amy Winehouse, Britney Spears, Raul Seixas, Ozzy Osbourne, atores como Macaulay Culkin, Lindsay Lohan, Keanu Reeves, Mel Gibson; Escritores como Nelson Rodrigues, Alexandre Dumas; Mario Quintana, Edgar Allan Poe.
São inúmeras e graves as doenças provocadas pelo álcool. Das 200 (duzentas) doenças, normalmente é o fígado o primeiro órgão a lamentar-se; porém outros podem ser igualmente afetados, com maior ou menor gravidade. Vejamos: fígado gordo, hepatite, fibrose hepática, cirrose, gastrite, pancreatite, anemia, trombose, atrofia cerebral.
O álcool também aumenta o risco de cancro do cólon, que é a terceira causa principal de morte por cancro. Mesmo quando não mata, desfigura e afeta a qualidade de vida. Os tratamentos incluem a remoção de parte do cólon e o uso, temporário ou permanente, de uma bolsa de plástico para recolher os dejetos intestinais (fezes). O que se vê nos hospitais durante a autópsia do cadáver de um alcoólatra crônico é algo horripilante. O panorama interno do cadáver pode ser comparado ao de uma cidade completamente destruída por um bombardeio atômico.
Há dois mil anos, Paulo escreveu para os cristãos de Efésio: “e não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito.” (4) Como podemos entender o vício? Cremos ser toda dependência química ou psíquica geradora de solicitudes insustentáveis, capazes de levar o dependente a repetir, incessantemente, a ação que sacia, temporariamente, essa “aflição.” (5) Geralmente decorre de uma ação repetitiva, que nem sempre proporciona prazer imediato, mas, que ao longo do tempo torna-se objeto de necessidade exacerbada, inconveniente e prejudicial ao indivíduo.
Para o dependente do álcool, a deterioração física, mental e social é evidente. Basta observar a figura ictérica, inchada, sem controle dos esfíncteres, perambulando pelas ruas, vítima de tremores, de delírios e alucinações, capaz de beber desodorante, álcool etílico, combustível, perfume e até urina [porque sabe que, através dela, parte do álcool ingerido será eliminada].
Desde 2003 os Cientistas já afirmavam ter descoberto um gene importante para a explicação dos inúmeros efeitos do álcool no cérebro, e esperavam poder produzir “um medicamento que desligasse alguns dos efeitos de prazer ligados à ingestão do álcool, e talvez tentar combater o alcoolismo com remédio.” (6) Uma droga alucinógena, popular na década de 60, pode ajudar cientistas a encontrar um tratamento para o alcoolismo. A hipótese é de um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia. “De acordo com os cientistas, pesquisas feitas com ratos, utilizando ibogaína, mostraram que a substância foi capaz de bloquear o desejo de consumir álcool por meio do estímulo a uma proteína cerebral.” (7)
Estudos feitos recentemente sobre o uso do topiramato em voluntários alcoólatras, revelaram que essa droga, comumente usada no tratamento da epilepsia, melhora a saúde geral e reduz o desejo de beber – “embora seus efeitos colaterais preocupem o especialista britânico em psiquiatria do vício, Jonathan Chick, do Royal Edinburgh Hospital, afirmam que os resultados são positivos, especialmente os dados que mostram melhoria na saúde.” (8)
O evangelista Lucas, preocupado com o vício da bebida, escreveu: “Ele [João Batista] será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte.”(9) (grifei) Nas hostes espíritas há incautos “líderes” que costumam justificar suas tragadinhas na vil taça com infundados argumentos, como “todo mundo bebe”; “uns poucos goles não fazem mal”; “só bebo em ocasiões sociais”; (…) “beber moderadamente é até bom para a saúde”. Não recomendamos tais tapeações!
Seria plausível a cura de um alcoólatra? Allan Kardec indagou à Espiritualidade se o homem poderia, pelos seus próprios esforços, vencer suas inclinações más [assento aqui os viciados]. Os Espíritos, de maneira objetiva, responderam afirmativamente, explicando que o que falta nos homens [sobretudo nos viciados] é a força de vontade. (10)
Em suma, exoremos ao Senhor da VIDA para que tenha misericórdia dos escravos do álcool.

Jorge Hessen

Notas e Referências bibliográficas:

(1)            Disponível em http://www.psicosite.com.br/tra/drg/alcoolismo.htm acesso 13/05/2014

(2)            O Programa  não é indicado para alcoólatras que ainda moram em casa e têm emprego

(3)            Disponível em  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140106_amsterda_lixeiros_cerveja_fl.shtml acesso 13/05/2014

(4)            Efésios, 5:18.

(5)            Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada.

(6)            A pesquisa foi publicada na revista científica Cell , Cf. http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/12/031212_alcoholfn.shtml

(7)            Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/01/050119_alcoolismobg.shtml

(8)            Cf. revistas científicas Archives of Internal Medicine e Proceedings of the National Academy of Sciences disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080610_alcoolismo_tratamentos_mv.shtml

(9)            Lucas 1:15 e 7:33

(10)          Kardec , Allan. O Livro dos Espíritos, questão 909, Rio de Janeiro: Ed FEB 198

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7 Comments to “ÁLCOOL VERSUS GARRINCHA, RAUL SEIXAS, MAYSA MONJARDIM, WHITNEY HOUSTON, EDGAR ALLAN POE”

  1. GERALDO MAGELA MIRANDA diz:

    Isso sem falar nas companhias espirituais que o viciado atrai, não?
    Abraço.
    Geraldo Magela Miranda

  2. Ione diz:

    Como sempre, o Jorge Hessen é verdadeiro e seus textos são de grande importância para todos que desejam conhecimento à luz da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus. Muito grata amigo e que Deus te ilumine cada vez mais
    Ione

  3. Quero muito essa reportagem pois estou estudando sobre a dependência do álcool no ser humano.

  4. clauudionor sena diz:

    Desejo que chegue o dia em que alcool seja vendido em locais separados nos supermercados, e as propagandas sejam proibidas em qualquer veículo, e as embalagens não tenham nomes e só possam ser compradas por pessoas adultas e que assinem um termo de resposabilidade criminal sem fiança por qualquer ato praticado por abuso do mesmo

  5. Muito triste o vício, seja ele de qualquer espécie.
    Muito obrigada pelo artigo rico em informações.
    Com relação a influência espiritual, como citou Geraldo Magela Miranda, acima, eu indico aqui um excelente video:
    http://youtu.be/oyuDnGvjLu8

    Abraços fraternos,
    Gabriela

  6. É uma verdadeira obra prima o texto acima, pois amorosamente nos leva a refletir sobre os males do álcool. Espero que um dia todos nos libertemos desta e de outras drogas por nossa própria vontade, dando valor ao corpo bendito que Deus nos concedeu.

  7. Wilson diz:

    O texto apresentado é muito bom e edificante, existe uma Doutrina chamada Racionalismo Cristão que também estuda muito essas questões, vou deixar um texto deles.

    O astral inferior está repleto de espíritos que adquiriram vícios, quando encarnados, e na situação em que se encontram, dispõem de um só meio de satisfazê-los: é o de se encostar aos seres encarnados, também viciados, para junto deles, em ação vampiresca, se saciarem, associando-se intimamente os seus corpos físicos e os seus sentidos.

    Assim, o que foi jogador inveterado põe-se junto à mesa do jogo, encostado àquele por quem nutre maior simpatia, passa a intuí-lo, para que faça os lances que lhe aprazem, e “ruge”, enraivecido, quando as intuições não forem captadas como deseja. Outros espíritos, igualmente viciados no jogo, passam a influenciar outros jogadores encarnados, e a peleja astral em torno deles segue renhida, estimulada por impropérios e imprecações. As figuras dos espíritos do astral inferior costumam ser de repelente aspecto, vítimas dos pensamentos que acalentam, engendrados na lama pestilenta do vício.
    Idêntico fenômeno se opera com os espíritos do astral inferior que, quando encarnados, foram alcoólatras ou se sentem ressequidos e com um desejo incontrolável de ingerir bebidas fortes e embriagantes, a que se acostumaram, e, para satisfazer esse desejo, se apegam aos ébrios do plano físico e de tal forma conseguem justapor o seu corpo astral ao corpo físico do encarnado, que passam a sentir, como se encarnados estivessem, o sabor do álcool e o efeito atuante da bebida ingerida. Deste modo se satisfazem e continuam alimentando o vício.
    Assim também acontece com os que fumam ou se entregam a qualquer outro vício. Há vícios maiores e menores, mas são sempre vícios. Os espíritos viciados do astral inferior estão sempre próximos dos encarnados, à procura daqueles que possuam vícios iguais aos seus. Os que não têm vícios não lhes interessam, ficando, assim, livres dessa péssima assistência. Por aqui se vê quanto os seres encarnados, possuidores de vícios, estão expostos a um duplo malefício: o de ordem material e o de ordem moral, ficando sujeitos não só à ação perniciosa e destruidora da saúde e da resistência física, como a receberem as contaminações de duas origens de obsessores, seja pela acumulação de fluidos deletérios, seja pela ressonância de vibrações inferiores.
    O viciado é, pois, um pólo de atração das forças inferiores; ele as alimenta, as mantém em torno de si, recebe as suas intuições e acaba modificando o seu modo pessoal de ser para tornar-se um reflexo delas, em suas manifestações.
    O vício é um dos promotores do suicídio lento, por contribuir, direta ou indiretamente, para o encurtamento da vida, uns atingindo frontalmente a estrutura orgânica do indivíduo, outros corroendo a alma e produzindo manchas no perispírito, que só no curso de outras vidas irão desaparecer.
    O viciado, de um modo geral, não escapa ao estágio no astral inferior, após a desencarnação, por estar o seu corpo astral impregnado de efeitos do vício e só no astral inferior existir formas vibratórias suficientemente baixas para absorver tais efeitos, o que se dá num tempo mais ou menos longo, conforme a natureza do vício, a sua intensidade e os males que produziu.
    O vício é, pois, um hábito pernicioso que leva o espírito a sofrer os danos morais e físicos dele decorrentes, com os quais muito retarda a sua evolução. A permanência de forças astrais inferiores junto à pessoa do encarnado predispõe-na a adquirir manias, a contrariar os bons princípios, a indispor-se com terceiros, a perder a capacidade de ação própria de pensar e agir com independência, a tornar-se intolerante e enfadonha, deixando escapar as melhores oportunidades da vida. Numerosas infelicidades que poderiam ser evitadas, ocorrem na vida, em conseqüência da ação funesta do astral inferior. Logo, é profundamente condenável todo e qualquer costume que proporcione contato com esses espíritos infelizes da baixa camada atmosférica, que não são visíveis aos olhos da carne, mas que são tão reais como os demais seres encarnados.
    O vício alquebra o vigor espiritual, pela razão de sintonizar-se com correntes contrárias, impedindo, assim, que tal vigor se manifeste com a sua maior potencialidade. Quem não estiver ao lado do bem, está, infalivelmente, ao lado do mal, porque não há ponto intermediário neutro para a pessoa se colocar no torvelinho da vida; como o vício não está do lado do bem, por motivos óbvios, está do lado do mal, e, conseqüentemente, também está do mesmo lado quem estiver submetido a ele.
    Combater o vício é, pois, um dever cristão, que precisa ser reconhecido e aplicado, sem condescendência. Ele se infiltra, traiçoeiramente, nas criaturas desprevenidas que não se dão ao hábito de raciocinar sobre seus riscos e inconvenientes, apoderando-se delas, é estas passam a defendê-lo, depois, para justificar o seu avassalamento.
    Olhando o aspecto econômico da questão, atua o vício como fator de desperdício. Ao tomar-se, para exemplo, o vício do fumo, constata-se que o dinheiro gasto numa existência humana com esse vício, levando-se em conta as fórmulas normais de capitalização e admitindo-se que, diariamente, fosse depositada, em organização bancária, a importância dispendida com ele e seus acessórios, daria em média por pessoa fumante, o necessário para adquirir uma propriedade, ou seja, uma residência para os seus herdeiros. É um valor econômico apreciável que cada viciado no fumo queima, diariamente, em prejuízo da família e, sobretudo, da saúde.
    Depois de desencarnado, pode o indivíduo saber — e saberá na certa — exatamente quanto desperdiçou durante a vida terrena com o vício que manteve, já que todos os atos, por menores, por mais insignificantes que sejam, ficam indelevelmente registrados. Verá então quais os benefícios que deixou de prestar aos seres seus afins ou colaterais dependentes, pelo desperdício causado pelo vício. Os ricos, que são mantenedores de vícios, hão de ver que não estiveram à altura de fazer bom uso da riqueza, e poderão preparar-se para uma nova existência de pobreza, quando melhor verificarão quais as aplicações que devem ser dadas às riquezas.
    O indivíduo que gasta os seus recursos com o vício não tem o direito de reclamar que ganha pouco e que o dinheiro não chega.
    Uma vez que na senda da evolução cada um deve esforçar-se por não ter apego às coisas terrenas, de modo algum há de andar jungido ao vício, que é o mais lamentável de todos os apegos.
    As pessoas fúteis têm uma inclinação acentuada pelo vício, e quando não se deixam arrastar pela atração do ópio, da cocaína, da maconha, entregam-se à do fumo, muitas vezes por parecer-lhes um hábito elegante. De elegantes desse tipo está repleto o astral inferior.
    Estas advertências objetivam alertar o espírito dos bem intencionados para que meditem sobre o caso, e se disponham a preparar dias melhores para o futuro, nos quais não devem constar registros de práticas viciosas. Para entrar no caminho da espiritualidade, uma das condições é a de poder sentir repugnância pelo vício, desprezá-lo, mantendo-o à distância. A aversão pelo vício é uma questão de princípio, de formação moral, de compreensão espiritual.
    Todos os acontecimentos na vida têm a sua origem e são dependentes da lei de causa-e-efeito. Os vícios são o efeito, e a causa é a falta de conhecimento da vida espiritual.
    Os vícios terão de desaparecer com a evolução dos seres; eles atestam, enquanto prevalecem, condições deficientes no estado evolutivo. É indispensável que a criatura reconheça essa inferioridade, antes de poder desejar a sua extinção. A campanha contra o vício não poderá esmorecer. Aqueles que estiverem seguros de que o vício constitui um erro de conduta na Terra, devem opor-se à sua sobrevivência, sempre que a oportunidade se apresente. A toda criatura assiste o dever de combater os males, e o vício é um deles.

    Não se pense, egoisticamente, que o mal que não nos atinge não nos deverá preocupar. Todos somos membros da grande família humana, e é preciso zelar pela sua integridade.

    Cuidar da saúde e eliminar possíveis vícios são deveres do espírito. Ao vir ao planeta Terra, todos os espíritos o fazem com o intuito de avançar em sua trajetória evolutiva. Uma saúde debilitada, por falta de cuidados, e os vícios a que se entregam, por falta de esclarecimentos, são fatores que prejudicam, e muito, o bom aproveitamento da encarnação. Assim, nenhum esforço deve ser poupado para que se tenha um corpo saudável e não seja um viciado.

    Cuidados com a alimentação, exercícios regulares, higiene, disciplina no viver são indispensáveis para manter saudável o corpo físico.

    Os vícios são induzidos pela ação de espíritos do astral inferior que se aproximam do viciado para, eles mesmos, satisfazerem seus desejos. Por exemplo, muitas vezes o desejo de fumar é uma intuição do astral inferior que induz a pessoa a fumar. Nesse ato de fumar, a pessoa se liga fortemente com espíritos inferiores e recebe deles os fluidos deletérios que sempre os acompanham, afetando a saúde do viciado.

    Racionalismo Cristão.

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