“Alzheimer” – delongado e gradual processo de desencarnação

Dez 21st, 2017 | By | Category: Artigos

alzheimerAntigamente a doença de Alzheimer era vulgarmente conhecida como “caduquice” e tratada como um estado de demência progressiva. Caracterizada pela perda contínua das aptidões do indivíduo, como extermínio da memória, dificuldade na linguagem e no pensamento, ela afeta progressivamente as funções corticais do indivíduo, ocorrendo atrofia do cérebro e, por isso mesmo, as funções cognitivas e motoras são deterioradas irreversivelmente.

Embora ainda não tenha cura, o uso de medicamentos como Rivastigmina, Galantamina ou Donepezila, junto com terapia ocupacional (estímulos), podem auxiliar no controle dos sintomas e retardar a sua progressão, melhorando a qualidade de vida do paciente.

A “Alzheimer” é mais comum em idosos. No estágio inicial (leve) podem surgir sintomas como: dificuldade para lembrar os acontecimentos mais recentes (a lembrança de situações antigas permanece normal), dificuldade para achar o caminho de casa, não saber o dia da semana, repetir as mesmas perguntas. Na fase moderada, a pessoa apresenta incapacidade de fazer a higiene pessoal, anda sujo, tem dificuldade para ler e escrever, alterações do sono, troca do dia pela noite.

Na etapa avançada o doente não consegue memorizar nenhuma informação atual e nem antiga, não reconhece os familiares, os amigos e locais conhecidos, nem as coisas do ambiente (agnosia), perdem a coordenação para os mais simples movimentos úteis, como vestir uma roupa (apraxia).

Allan Kardec não fez referência à enfermidade, todavia cremos que o Espírito do enfermo permanece em estado parcial de “desdobramento”, pela impossibilidade de utilizar-se do cérebro que está em definhamento. São pessoas comprometidas com graves crimes morais de existências passadas. Certamente a rigidez de caráter (intolerância), a culpa, os processos obsessivos de subjugação, a depressão, o ódio e a mágoa realimentados a longo prazo podem ser matrizes admissíveis para a ocorrência do mal de Alzheimer.

Naturalmente, o empenho da família em moléstias desse tipo é de elevada importância, tanto em relação à melhoria da qualidade de vida do paciente quanto do ponto de vista das demandas espirituais, pois seguramente o grupo familiar está coligado às “contas do destino criadas pelo mesmo”, por isso o imperativo da reparação.

O tratamento espiritual é de essencial importância, inclusive para a família, pois os parentes sofrem muito com o gradual alheamento do ser querido, que passa por um processo lento, espesso, dolorido de perda de intercâmbio cognitivo com os familiares e amigos. É como um delongado e gradual “processo de desencarnação”.

As presumíveis causas espirituais, como processos obsessivos e atitudes de intransigência moral, entre outras conforme mencionamos acima, recomendam a necessidade de ininterrupta diligência de esclarecimento espiritual, com leitura diária de páginas evangélico-doutrinárias e frequência, se possível semanal, à casa espírita para tratamento com passes e águas fluidificadas.

Nessas penosas conjunturas os familiares e ou cuidadores têm a chance de desenvolver suas potencialidades espirituais como a resignação, a tolerância, a aceitação, a vigilância irrestrita ao enfermo, a renúncia, a submissão, o amor, que inequivocamente são tesouros morais adquiridos pelos que se dedicarem aos portadores da doença de Alzheimer.

Jorge Hessen

Jorgehessen@gmail.com

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3 Comments to ““Alzheimer” – delongado e gradual processo de desencarnação”

  1. GERALDO MAGELA MIRANDA diz:

    Penoso o processo, hein!!…
    É estranha essa mudança de comportamento vista por parte de quem viveu uma vida ao lado daquele que agora já nem o reconhece.
    Um amigo está passando por isso neste momento. O pai, com seus mais de 90, tá dando um trabalhão.
    Haja resignação e elevação dos familiares para compreender as causas disso.
    Geraldo Magela Miranda

  2. PEDRO ILHO diz:

    Isso aí e resultado do mal uso do cérebro, em existência atual ou em existência anterior, agora vem com essa deficiência para reparar o erro, é o resgate do passado que o elemento tem que resgatar, é impossível que uma pessoa que tem suas contas com Deus em dias tenha que passar por um drama dessa natureza, e aí inclua-se como cúmplice as pessoas que estão à sua volta, porque ninguém passa por uma situação tão terrível dessa de graça, é para isso que Deus é Justo.

  3. irmãos W diz:

    Olá
    Caros amigos…
    Deus não pune a ninguém… Mais… A semeadura e opcional… Mais a colheita e obrigatória…. Vamos colher o que plantamos… Pois o bem ou mal vai trazer consequências.. Pois isto que temos o livre arbítrio… CRISTO NOS ENSINA… QUE DEVEMOS SEGUIR OS SEUS 2 MANDAMENTOS QUE NOS DEIXOU… SIGAMOS…

    WANDERLEI

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