Angústia, consciência e reencarnação

Out 27th, 2017 | By | Category: Artigos

0000000000011111O vocábulo angústia advém do latim angustia e significa estreiteza, espaço reduzido, carência, falta. Medo vago ou indeterminado, sem objeto real ou atual. É um temor intempestivo e invasor que nos sufoca (angere, em latim, significa apertar, estrangular) ou nos submerge.

Na filosofia existencialista, a palavra “angústia” tomou sentido de “inquietação metafísica” em meio aos tormentos pessoais do homem. No conceito sartreano, “é na angústia que o homem toma consciência de sua liberdade (…) na angústia que a liberdade está em seu ser colocando-se a si mesmo em questão”.[1]

Os materialistas sem norte acreditam que o ser humano é um ser imperfeito, aberto e inacabado. Segundo Heidegger, “a angústia é uma característica fundamental da existência humana. Quando o homem desperta para a consciência da vida, percebe que ela não tem sentido ou uma finalidade”. [2]

Afastando-nos desse materialismo decrépito, compreendemos que pelo princípio da reencarnação as raízes intensas da angústia frequentemente encontram-se entrelaçadas no curso de vidas passadas, construídas na culpa do Espírito, que reconhece o erro e receia ser descoberto. Portanto, é um estado mórbido que deve ser combatido na sua causalidade.

Por essa razão, a origem da angústia depressiva tem seu suporte no perispírito, e a rigor não tem raízes de causa na estrutura carnal. O corpo físico tão-somente reflete o estado da mente. O conflito do enfermo remonta a causas passadas, possivelmente remotas, com reverberação no presente através do psicossoma.

Certificamos que as mortes prematuras traumáticas (acidentes, suicídios, homicídios) naqueles que possuem grande reserva de fluido vital, impõem fortes impressões e impactos vibratórios na complexa estrutura psicossomática, formando no espírito um clichê mental possante no momento da morte.

Na reencarnação seguinte desse espírito, o amortecimento biológico do corpo carnal pode não ser suficiente para neutralizar os traumas registrados, em formas de flashes, dos derradeiros momentos da vida anterior. Essa distonia vibratória tende a reaparecer, guardando identidade cronológica entre as reencarnações. Os flashes impressionam os neurônios sensitivos do SNC (sistema nervoso central) e estes desencadeiam os angustiantes sintomas psíquicos via neurotransmissores cerebrais.

Obviamente o uso dos fármacos pode estabelecer a harmonia química cerebral, melhorando o humor de tais espíritos; no entanto, cuidam simplesmente do efeito, pois os medicamentos não curam a angústia depressiva em suas intrínsecas causas; apenas restabelecem o trânsito físico das mensagens neuroniais, melhorando o funcionamento neuroquímico do SNC.

Se os médicos muitas vezes são malsucedidos, tratando da maior parte das doenças fisiopsíquicas, é que tratam apenas do corpo biológico, sem acercarem-se dos traumatismos que os doentes apresentam na alma edificados em vidas anteriores.

Jesus nos enviou como legado um dos maiores tratados de psicologia da História: a Codificação Espírita, cujos preceitos traz à memória humana a certeza de que apesar das chibatas visivelmente destruidoras da angústia, o homem precisa conservar-se de pé, denodadamente, marchando firme ao encontro dos supremos objetivos da vida, enfrentando os obstáculos como um instrumental necessário que Deus envia a todos nós.

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Referência bibliográficas:

[1]SARTRE, J. P. O Ser e o Nada: Ensaio de ontologia fenomenológica, trad. Paulo Perdigão Petrópolis: Vozes, 2002.

[2] CHAUÍ, Marilena. Heidegger, vida e obra.  In: Prefácio.  Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

Tags: , , ,

3 Comments to “Angústia, consciência e reencarnação”

  1. GERALDO MAGELA MIRANDA diz:

    É, Jorge, não é fácil muitas vezes lidar com a angústia.
    Muita gente não sustenta a firmeza e a perseverança para enfrentar esses tais distúrbios da mente.
    GERALDO MAGELA MIRANDA

  2. Wanderlei diz:

    Olá

    Caros amigos…

    Uma das chaves para o entendimento na mente humana… E as suas distonias… SE CHAMA…REENCARNAÇÃO..

    Todo o bem ou mal praticado… Numa reencarnação… Vai nos engrandecer… O nosso perispírito… Ou vai provocar a destruição dele… Que somente com a reencarnação no corpo físico… Vai provocar a cura…

    Como fomos criados por Deus… Possuímos a semente divina dentro de nosso espírito… Ninguém consegue fugir de nossa consciência profunda… Pois a nossa consciência e o nosso juiz… Mesmo não lembrando dos fatos de outras vidas… Eles vão aparecer com toda a força… Conforme bem lembrado… Neste artigo….

    Sendo assim… Como nos ensinou Cristo… Uma formula ou um remédio… Que vai nos ajudar a passar estas fases…E O AMOR….

    Quando Cristo disse… Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.

    Não são meros preceitos… E UMA LEI… Pois se vivermos imersos… Numa sintonia de sentimentos bons… Seremos imunizados… Destes estados da doença de nosso espírito… Quando surgirem em nossa reencarnação atual….

    Sigamos plantando o bem… Pois o bem vai nos curar os males de outras vidas… E o mal… Vai nos destruir o nosso espírito… E UMA LEI UNIVERSAL…

    FIQUEM COM DEUS
    WANDERLEI

  3. PEDRO ILHO diz:

    Então chega-se a conclusão que a angustia é o reflexo de vidas passadas, principalmente uma vida que não terminou bem, uma vida que terminou antes do tempo determinado, os fluidos vitais não são absorvidos e permanecem no perispírito, e pela lei da física não podem dois corpos ocuparem o mesmo espaço. Pelo o que entendi, quem desencarnou normalmente com o tempo exato determinado pelo Criador, está livre deste problema, Certo Jorge?. Ou estou enganado.

Deixe um comentário