Cuidemos do nosso habitat planetário

Ago 11th, 2020 | By | Category: Artigos

43 anos pae

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília – DF

Inobstante não tenha sido esta a primeira vez na história, certamente não será a derradeira, em que a vida da população jaz ameaçada por devastadora pandemia. Há uma estreita analogia entre ação humana no orbe e o advento de patologias pandêmicas, considerando a desrespeitosa indiferença pelo habitat (meio ambiente).

O formato de perseguir riqueza e poder sem se importar com as consequências, levou o planeta “à beira do abismo”. É urgente revigorarmos o orbe no campo da responsabilidade individual, desacelerando o bestial consumismo, onde se tem priorizado mais o ter (transitório) do que o ser (permanente). É mister ajuizarmos que o planeta é compartilhado e cada um tem que fazer a sua parte para mantê-lo em boas condições de habitabilidade.

Cada governante deve adotar políticas para o bem comum. Os empresários podem coadunar a busca natural pelo lucro com a justiça social. Dá para pensar em distribuir esses ganhos entre os que movem a organização, que são as pessoas. É preciso buscar um acordo, uma boa convivência planetária. Um conglomerado de líderes e governantes nacionais que se reúnam pelo bem do planeta, deixando de priorizar somente o lucro e o poder para o reinado do materialismo.

O planeta está seriamente enfermo, jaz em avançado e abatido estágio de imoralidades, por isso é necessária a intervenção da Providência Divina para que a ruína moral não avassale mais intensamente a harmonia do todo reinante perante a beleza natural.

O ecossistema, como um todo, tem trabalhado com hercúleo esforço para se desatrelar do guante deletério daqueles que abusam dos recursos naturais. Os laboratórios donde deveriam nascer os recursos para o bem estar e saúde da população têm sido núcleos calamitosos de manejos técnicos para desenvolvimento de mortíferas substâncias biológicas em nome da guerra.

Allan Kardec, nos trouxe oportunas reflexões, através dos espíritos, sobre as relações entre os seres vivos e o habitat e o quanto um depende do outro. O homem começa a perceber, hoje, em face dos alardes sobre o avanço da degradação do planeta, que não há como haver uma produção ilimitada deles na biosfera, que é finita e limitada.

Em uma sociedade de consumo, como a nossa, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário. Cada um de nós é responsável por tudo isso que está aí. O meio ambiente somos nós, o meio que nos cerca e as relações que estabelecemos com ele. A boa convivência planetária transcende ao gueto da fauna, flora e preservação. É muito mais que isso.

Na verdade, quando o planeta adoece, nosso projeto evolutivo fica comprometido. Não é possível esperar a chegada do mundo de regeneração indiferentes à tanta degradação. Pelos mecanismos da reencarnação, se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água potável, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável, sem os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa, deveremos agir agora, sem perda de tempo.

Cremos que após a atual pandemia, advirão outros paradigmas comportamentais da humanidade, considerando que as novas gerações que estão chegando têm o firme compromisso de estabilizar o equilíbrio na dinâmica da vida planetária, considerando o momento de regeneração.

2 Comments to “Cuidemos do nosso habitat planetário”

  1. Afonso Moreira Jr. diz:

    Jorge boa tarde. Deus o abençoe. Como sempre lúcido e atento aos temas do momento. Abraço do Afonso Moreira Jr. seu irmão paulistano. Deus abençoe a todos.

  2. Sandra diz:

    Tudo o que vem a nós chega com o endereço certo de encontrar não apenas quem degrada o Meio Ambiente, polui a atmosfera, incendeia florestas,barbariza com a população indígena, mas também aquela maioria que continua considerando animais como coisas, objetos de consumo e descarte, os sencientes de todas as espécies exploradas pela mão humana homicida e cruel. Somos nós os que os matamos, não com as próprias mãos,claro, mas financiamos sua morte, seu medo, sua angústia e sua agonia, pagando para que assalariados façam o trabalho de sujar-se com o sangue dos inocentes que vão ser a nossa comida de cada dia, porque para isso nasceram e sempre foi e sempre será assim, é a desculpa esfarrapada. Cadáveres não deveriam ser comidos, mas são. Por isso, não surpreende essa pandemia e outras que possam vir, cobrando as prestações da conta alta que devemos à vida, achando que não somos responsáveis pela vida do boi, da galinha e do porco, porque estão estrebuchando longe dos olhos e do coração. Somos sim. Religiosos têm mais culpa no cartório porque, espera-se, compreendem um pouco mais sobre vida já que a defendem com vigor e eloquência em suas exortações brilhantes. Cuidemos do nosso habitat planetário mas, principalmente, protejamos as vidas que moram nele, nossos irmãos, pelos quais somos responsáveis a fim de que evoluam, tanto quanto nós. Ao invés de ajudá-los em seu progresso espiritual, compactuamos com sua morte antes do tempo, porque seu tempo de viver e de aprender seria mais longo se não fossem mortos. Somos cúmplices. Todo o medo, angústia, pavor e desespero são a energia negativa impregnada na carne que comemos rotulada de saudável mas é a morte deles em nós gritando por justiça, gerando em nós as doenças que não queremos, mas as merecemos. Que Deus se apiede dos indiferentes, dos acomodados, dos insensíveis e dos preguiçosos que se preocuparam com o solo da Terra, com a poluição dos aquíferos e com a atmosfera que respiram, pisando sobre os cadáveres dos animais que não enxergaram mas se fartaram à beça deles junto com o sagrado pão de cada dia. Que se possam redimir e regenerar, se houver ainda tempo.

Deixe um comentário