“CURANDEIROS ENDEUSADOS”, CIRURGIÕES DO ALÉM – SOB OS NARCÓTICOS INSENSATOS DO COMÉRCIO

Set 17th, 2013 | By | Category: Artigos

curaas

Após leitura de intrigante reportagem da Revista VEJA, deliberamos reproduzir e contextualizar alguns trechos da matéria publicada. Intitulada “A face humana do mais endeusado médium brasileiro” (1), a revista destacou a capacidade do famigerado médium de atrair gente do mundo inteiro para um município próximo do Distrito Federal. Afirma a reportagem que o “santificado médium” vive o cotidiano sob o manto da contradição entre o “espírito e a carne”, a “cura e a doença”, o “desprendimento e a vaidade”, os gestos de “generosidade, os arroubos de cólera” e os negócios terrenos (2) [é milionário], os amores [tem onze filhos com dez mulheres diferentes]. A cada dois anos o “curandeiro-endeusado do cerrado” troca a frota de carros da família. O dele é um Mohave Kia, avaliado em 170 000 reais.”. (3)

Sabemos que a mediunidade não guarda relação com o desenvolvimento moral; seu funcionamento independe das qualidades morais, assim como o coração pulsa independentemente dos sentimentos bons ou maus que a pessoa alimente. O fato é que os médiuns de tais “cirurgiões do além” sempre seduzem grande número de fregueses, estabelecendo, não raro, com a mediunidade, um negócio rendoso, uma polpuda fonte de captação de dólares e reais. Para comprovar, consideremos o fato aqui comentado. Chequemos o seguinte: o PIB – Produto Interno Bruto – do município onde o “médium-feiticeiro do cerrado” comercializa disfarçada e generosamente a “cirurgia transcendental” é de 15 milhões de reais ao ano. No mesmo período, a instituição dirigida por tal “deus da mediunidade de cura” “ tem faturamento de, no mínimo, 7,2 milhões de reais, levando-se em conta exclusivamente o comércio de passiflora, preparado à base de maracujá, produzido ali mesmo, vendido a 50 reais o frasco e receitado a uma média de 3.000 visitantes semanais.”. (4)

Por sérias razões, não apreciamos e sequer indicamos esse tipo de mediunidade, embora, excepcionalmente, acatemos os efeitos mediúnicos atingidos por alguns poucos médiuns humildes e honestos. Infelizmente alguns “deuses dos bisturis”, que promovem cirurgias com auxílio de supostos médicos do além, conseguem robustecer suas contas bancárias. Há algumas décadas Chico Xavier advertiu: “Creio que isto deva ser fruto da educação da pessoa simplória, acreditar que, pagando bem, irá conseguir curas espirituais. O verdadeiro Espiritismo não pode cobrar, nem mesmo os remédios que receita aos doentes. Também sou contra essa estória de meter instrumentos cortantes no corpo dos outros, sem ser clínico. O médico estudou bastante anatomia, patologia e, por isso, está habilitado a fazer uma cirurgia. Por que eu, sendo médium, vou agora pegar uma faca e abrir o corpo de um cristão sem ser considerado um criminoso?”. (5)

O médium de Pedro Leopoldo disse que foi operado pelos médicos terrenos cinco vezes, e vários médiuns lhe ofereceram seus serviços. “O Espírito Emmanuel lhe repreendeu: Você deveria ter vergonha até em pensar em receber esse tipo de cura, porque todos os outros doentes vertem sangue, usam éter, tomam determinados remédios para melhorar. Como você pretende se curar numa cadeira de balanço?”. (6)

Do exposto, indagamos o seguinte: como ajuizarmos atualmente esses “curandeiros e cirurgiões do além”? Chico Xavier, quando estava para se submeter a uma cirurgia, em 1968, de um tumor na próstata, Zé Arigó [que não era espírita], mandou lhe avisar que estava pronto para realizar a operação. Chico respondeu: “como é que eu ficaria diante de tanto sofredor que me procura e que vai a caminho do bisturi, como o boi vai para o matadouro? E eu, sabendo disso, vou querer facilidades? Eu tenho é que operar [com médicos encarnados] como os outros, sofrendo com eles! (7) Por isso, o Espírito André Luiz advertiu para “aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo proteção e responsabilidade exclusivos dos médicos desencarnados”. (8)

É deplorável que os médiuns evoquem “Espíritos” para que lhes atendam como “cirurgiões do além” a fim de retalhar e perfurar corpos em nome de “operações espirituais”, que lhes prescrevam placebos. É lamentável essa tendência de subestimar a contribuição da medicina humana, entregando nossas enfermidades aos Espíritos “curandeiros do além” (preferencialmente com nome germânico ou hindu) para que “curem” doenças. Precisamos “aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação de valores alusivos à convicção religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé”. (9)

Não desconhecemos a plausível intervenção dos desencarnados nos processos terapêuticos na Terra, mas não se pode dar proeminência a esse tipo de trabalho, na suposição de curas ou na pérfida ideia de robustecimento do Espiritismo por esses meios. É urgente não abrirmos mão da precaução! Ainda mesmo que o excesso em tudo seja prejudicial. Contudo, Kardec endossa nossa atitude dizendo que “vale mais pecar por excesso de prudência do que por excesso de confiança”. (10)

Acreditamos que as “terapias alternativas”, “curandeirismos” e a fascinação na prática mediúnica, são fatores que têm desestabilizado o plano [da união] entre os espíritas e da unidade doutrinária. (11) É pouco significante que um “cirurgião do além-túmulo” faça desaparecer anomalias inibidoras ou deformantes do corpo, até porque o perispírito conservará a patologia, que vai se projetar para reencarnações futuras, exceto que nos ajustemos com a lei da justiça, cobrindo com amor a “multidão de pecados” que carregamos. Jamais olvidemos que a cirurgia transcendente pode até mesmo refrear temporariamente as doenças físicas, mas o amor, trabalhando nos tecidos sutis da alma, cura, purifica e redime para a eternidade.

Segundo Divaldo Franco, “é uma temeridade transformar o centro espírita em pequeno hospital para atendimento de todas as mazelas; isso é uma loucura, é um desvio da finalidade da prática do Espiritismo. Podemos, sim, fazer uma atividade de atendimento a doentes que são portadores de problemas na área da saúde espiritual. Poderemos aplicar-lhes passes, doar-lhes a água fluidificada, se for o caso; mas a função principal do Centro Espírita é iluminar a consciência daqueles que o buscam.”. (12)

Ressalta o tribuno baiano que certa vez o Espírito do “Dr. Fritz” quis operar Chico Xavier, em 1965, através do médium não espírita Zé Arigó: – “Eu te ponho bom desse olho. Faço-te a cirurgia agora! Pronunciou Arigó, e Chico Xavier respondeu-lhe: – “Não, isso é um karma. Eu sei que o senhor pode consertar o meu olho. Mas como o karma continuará, vai aparecer-me outra doença. Como eu já estou acostumado com essa, eu a prefiro. Por que eu iria querer uma doença nova?”. (13)

Os Espíritos não estão a disposição para promover curas de patologias que não raro representam providências corretivas para nosso crescimento espiritual no buril expiatório.

Nesse sentido, os dirigentes de núcleos espíritas deveriam promover bases de estudos e reflexões sobre as propostas filosóficas, científicas e religiosas do Espiritismo, em vez de encetarem trabalhos espirituais para os inócuos “curanderismos”.

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

(1)    Disponível em http://vejabrasil.abril.com.br/brasilia/materia/joao-do-ceu-e-da-terra-508 acesso em 14/09/2013
(2)    Suas economias vêm do garimpo. Ele é dono de fazendas na região, é proprietário de apartamentos em Brasília, Goiânia, Anápolis e Abadiânia.
(3)    Disponível em http://vejabrasil.abril.com.br/brasilia/materia/joao-do-ceu-e-da-terra-508 acesso em 14/09/2013
(4)    Idem
(5)    Entrevista, concedida aos jornalistas goianos Batista Custódio — Diário da Manhã — e Consuelo Nasser — Revista Presença —publicado no jornal “Goiás Espírita” — órgão de divulgação da Federação Espírita do Estado de Goiás — edição 284, de janeiro/fevereiro de 1988
(6)    Idem
(7)    Idem
(8)    Vieira, Waldo. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Cap.35. RJ: Editora FEB, 1977-5ª edição
(9)    Idem
(10)    Kardec, Allan. Viagem Espírita-1862, Brasília, Ed. Edicel, 2002, pág. 33
(11)    Franco. Divaldo. Publicado no jornal Alavanca – abril/maio-2000
(12)Entrevista com Divaldo Franco publicado no jornal “A Gazeta do Iguaçu” em julho de 1997
(13)Idem

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38 Comments to ““CURANDEIROS ENDEUSADOS”, CIRURGIÕES DO ALÉM – SOB OS NARCÓTICOS INSENSATOS DO COMÉRCIO”

  1. Wlamir diz:

    Parabens pela matéria Jorge Hessen, concordo plenamente.

  2. Hélio Carneiro diz:

    Excelente artigo. Existem muitos charlatões explorando o povo com promessas miraculosas (a dor as vezes passa por alta sugestão, , mas a doença fica) Estão fazendo fortunas, mas não é só essas cirurgias dos famosos mediuns. Muitos lideres de igrejas estão enganando o povo e fazendo fortunas, tais como: Waldomiro; Davi Miranda; RR Soares, Malafati (que comercializa o spray de espantar demônio) e o bilionário dono da igreja universal Edi Macedo (um dos homens mais ricos do Brasil).
    Fraternalmente
    Hélio Carneiro

  3. Acacia diz:

    Parabéns pelo maravilhoso texto. Bastante elucidativo, nos leva à reflexão pelo esclarecimento lógico tão característico da doutrina espírita, que tem por conduta reformar o intimo do ser, contribuindo para o nosso aprimoramento moral. Certamente traz luz à um campo que está por demais desvirtuado dos princípios do ensinamento do Cristo.

  4. Allan Lemos diz:

    Agradecido pelo artigo que nobilita e estimula a busca incessante ao conhecimento doutrinário espírita.

  5. Marcelo diz:

    Veja de outra forma esta questão:
    A oportunidade mediunica para ajuda ao individuo nos explicada pelo codificador como mediunidade de cura, quando praticada sem interesses materiais é uma porta para auxilio aos nossos irmãos permitida por Deus, quem sabe a oportunidade para terem contato com o espiritismo sendo esclarecido quanto ao bem viver a mudança de atitudes, ou seja, a própria reforma intima, se antes eram as mesas girantes hoje são as curas que servem para despertar o individuo para a realidade da vida do espirito e que não estamos no mundo a passeio.

  6. SIMPLICIO DA FONSECA diz:

    Importante esclarecimentos sobre a mediunidade, que é um dom independente da religião ou moral, seu uso como mostra a Doutrina Espírita (Livro dos Médiuns) e o uso arbitrário por aqueles que almejam apenas conseguir lucros com seu uso. .Infelizmente, um campo de grande utilidade como a mediunidade está sendo desvirtuado dos seus princípios fundamentais ensinados pelo Cristo, que é dar de graça aquilo que de graça recebestes do céu. Obrigado pelas maravilhosas explicações contidas no texto. Muita luz e paz!!! .

    • Não podemos perder o foco do convite dos Espíritos na Mensagem Espirita: Reforma Moral. Todas as mediunidades praticadas com dignidade e sem outro interesse mesquinhos pode auxiliar nesse desiderato.
      Mas não há como desconsiderar que Kardec não enfatizou e sequer abordou com insistência a específica “mediunidade de cura”. O mestre de Lyon tinha outras prioridades para o Espiritismo….

  7. Ari de Sousa Lima diz:

    Sim, Jorge, o artigo nobilita/enaltece a Doutrina Espírita, o verdadeiro Espiritismo [repito] em particular a Mediunidade e o Médium, nos enviando, estimulando ao estudo e prática doutrinaria dentro dos postulados de Kardec (Obras Básicas e complementares a estas).

  8. Olá
    Caro amigo…

    Obrigado por este grande artigo….

    Wanderlei

  9. Voltando ao assunto…

    A mercantilização dos bens espirituais….

    Tão presente no momento atual…

    Serve muito a desmercer…

    A Deus e a Espiritualidade…

    Acredito que o mundo espírita tem que se conscientizar… E estudar mais Kardec e os ensinamentos de Cristo…

    Para poder peneirar… O que seja divino e o que seja mudano…

    Sendo assim…

    Lutemos para conservar as fontes puras da Doutrina Espírita….

    Obrigado!!! Caro amigo Jorge Hessen…

    Por um artigo de vasta envergadura…

    Sigamos em frente

    Cristo segue a frente…

    Irmãos W
    http://www.autoresespiritasclassicos.com

  10. Walmor Zimerman (Saul) diz:

    A mediunidade de cura, é evidente que existe. Porém, quando começa a entrar interesses finaceiros, temos impressão que as entidades sérias se afastam do médium e ele entregue a própria “sorte” deverá ser “amparado” por entidades malévolas e até acredito que ele começará as mistificações… Mas, enfim, cada um responderá pelos seus perante perante as Leis Divinas, com certreza com amargos arrependimentos pelos “talentos” doados por Deus e que foram malbaratados…

  11. Sérgio Luiz de Ávila diz:

    Parabéns Jorge. Ótimo trabalho contento sábias colocações sobre um tema que exige reflexão e muita cautela.

  12. katia ferraz diz:

    Acredito que todo tipo de mediunidade trabalhada com Jesus, em favor do próximo, sem interesse material é justa e bem vinda. Os médiuns de cura existem, estão la na codificação descritos por Kardec em suas pesquisas. Porém, fazer dos centros espíritas hospitais do corpo para curas imediatas é uma tolice e sem propósito. Nunca sabemos a hora em que expira uma prova/expiação e em determinados momentos os tratamentos físicos espirituais acabam mesmo curando enfermidades. Mas como Jesus mesmo disse, nada vem sem o devido merecimento e promessas de curas é coisa que centro espírita nenhum deve fazer. As mazelas que trazemos em nossos corpos são mazelas de origem espiritual plasmadas em nossos perispíritos e que se refletem em nosso corpo. Curando nosso espírito, curando nosso perispírito, talvez dê tempo de curar o nosso corpo. Sabemos também que as “curas” não precisam de cortes, porque sempre é no perispírito que os médicos espirituais trabalham. E eles existem. E estão presentes desde que não haja qualquer tipo de cobrança por parte dos encarnados para o que eles dão de graça. Outra característica é que estes mesmos médicos nunca dizem que abandonemos os tratamentos dos médicos do mundo físico,porque do corpo físico quem cuida é o medico da Terra. Fazer dos centros espíritas, e esse médium não é espírita porque se fosse, não estaria fazendo o que faz e da maneira que faz, hospitais de curas imediatas é fugir do objetivo maior, embora as curas possam servir para despertamento de algumas pessoas. O Espiritismo não depende de curar pessoas para ser artigo de fé. O Espiritismo cura o espírito e esse por si só é o motivo de uma fé profundamente enraizada na alma. Mas tem pessoas que só acreditam vendo…E por isso sofrem engodos.

  13. Arnaldo A. Rocha diz:

    Meu bom amigo Jorge,

    É oportuno que esclarecimentos desse jaez nos sejam disponibilizados para que saibamos o que esteja ocorrendo ao nosso derredor em se falando do comércio da mediunidade, tão antigo e tão atual ao mesmo tempo. São histórias que se repetem, tendo como sempre um desfecho infeliz.
    Feliz é aquele que a despeito da sua dificuldade,
    Busca socorro no Augusto e Divino Médico Jesus,
    Não se entregando aos mercadores da mediunidade
    Que o incauto para o despenhadeiro de dor conduz.
    Forte abraço!
    Arnaldo de A. Rocha

  14. Roberto d Avila diz:

    Sou um médium, que opera, sou perseguido, não tenho interesse econômico nenhum, dai de graça o que de graça recebereis é o que faço, manter a mente limpa, com o pensamento no Cristo Jesus, e servir sempre de veiculo para a seara do Mestre.

  15. Concordo com o Sr. Marcelo!
    E, confesso que escrevi um artigo sobre algo que ocorrera comigo, de título:
    “Dr. Fritz e o Acautelado”, já divulgado em meus blogs e na Revista Eletrônica O
    Consolador, do amigo Astolfo Olegário.
    O artigo do Hessen é ótimo, já comentei isto com o autor que, por sinal, é amigo
    do coração e também da nossa inteligência, pois nos fornece rico material para
    exemplificar e robustecer suas ideias, com fatos perenes e muito convincentes.
    Mas como dizia, concordo com o Sr. Marcelo. É muito provável que os médiuns
    curadores estejam a atrair para o Espiritismo os que não lhe podem chegar por
    outros meios. E, por que não convencê-los, mesmo por tais meios?
    As reuniões com o Dr. Fritz, médium Maurício, aqui em Uberaba, chegam a reunir
    por sessão, nas quartas feiras, cerca de cem pessoas que o procuram e muitas,
    como eu mesmo, o procurei e estou curado de um grave trauma sofrido na patela
    do joelho direito.
    Confesso que o seu trabalho é inteiramente voltado para Jesus, os que duvidarem
    que façam por si mesmos suas visitas e avaliações.
    No mais um grande abraço a todos, e, sobretudo ao Hessen, este grande divulgador
    da verdade e do bem.
    fernando rosemberg patrocinio

  16. Eduardo Augusto Lourenço diz:

    Peço aos amigos que não generalizem as questões da mediunidade de cura, entendemos que o Espiritismo e sua função é de educar as consciências. Mas, existem nobres companheiros amparando e servindo muitos irmãos, através da mediunidade de cura, renunciando e auxiliando o próximo, como muitos também exploram e enganam cobrando e praticando ilegalmente a medicina.
    Citarei um trecho de Kardec em sua Revista “Os médiuns curadores tendem a se multiplicar, assim como os Espíritos anunciaram, e isto tendo em vista propagar o Espiritismo pela impressão que essa nova ordem de fenômenos não pode deixar de produzir sobre as massas, porque não há ninguém que não pense em sua saúde, mesmo os mais incrédulos. Quando, pois, se verá obter com o concurso dos Espíritos o que a ciência não pode dar, seria preciso muito convir que há uma força fora de nosso mundo; a ciência será assim conduzida a sair da via exclusivamente material onde permanece até este dia”. (Revista Espírita Ano 7/Janeiro de 1864 – autor – Allan Kardec).
    A mediunidade curadora, segundo Léon Denis, em seu livro Depois da Morte, Capítulo XXII: – Os Médiuns – é quando “alguns médiuns servem também de intermediários aos Espíritos para transmitirem aos doentes e valetudinários eflúvios magnéticos que aliviam e, algumas vezes, curam esses infelizes. É uma das mais belas e úteis formas da mediunidade”. Kardec, em sua Revista Espírita informa que a cura das dores físicas e dos sofrimentos morais, ocorre conforme o estado da alma e as aptidões do organismo do médium curador. Ele pode curar se Deus o permitir, tanto as dores físicas, quanto os sofrimentos morais, ou ambos.
    Os médiuns curadores, na verdadeira concepção de sua missão, são aqueles que pelo um proposito maior anulam seu personalismo, apagando pouco a pouco de forma consciente seus vícios morais e físicos, para que sejam cada vez mais, bons instrumentos para a espiritualidade superior, a serviço do bem e da caridade. Estes amigos espirituais se utilizam da fé viva do médium intermediário e a boa vontade aliada a prece sincera de ajudar.
    O bom conhecedor de sua mediunidade de cura entende que se deve tratar do corpo, mas também deve se tratar da alma, incentivando qualquer portador que traz em si suas doenças psíquicas ou físicas, o apoio de sua melhora íntima, que é a mudança de seus pensamentos, sentimentos e comportamentos nocivos. Disso então, decorre que o paciente precisa ser tratado, ao mesmo tempo, do corpo e da alma.
    Sabemos que existem doentes em todas as partes e em todas as classes sociais, de forma que o médium de cura deve ir aonde o socorro for necessário.
    Tratando fatores morais e físicos do doente, reunindo-as em um só tratamento; pois o desenvolvimento moral do homem tem por objetivo principal conduzir a humanidade à felicidade, fazendo-a adquirir conhecimentos mais completos, desembaraçando-a das imperfeições de toda a natureza, que retardam a sua marcha ascensional, vemos na Revista Espírita de Allan Kardec.
    Kardec comenta que: “A mediunidade curadora vem mostrar à Medicina e aos médicos que existem na natureza recursos e forças que ignoravam e com os quais podem beneficiar a ciência e os doentes. A mediunidade curadora depende da assistência dos Espíritos. Estes podem paralisar os seus efeitos, quando retiram o seu concurso”. (Revista Espírita – outubro de 1867 – Allan Kardec).

    • Não vamos perder o foco da Mensagem Espirita: Reforma Moral esse o escopo mais primordial.
      Todas as mediunidades, inclusive a da tal “cura” praticadas com dignidade e sem outro interesse mesquinhos pode auxiliar nesse desiderato.
      Se Kardec algumas vezes abordou o tema , o fez sem maior ênfase. Infelizmente a tal mediunidade de “cura” tem sido a “coqueluche” de muitos centros espíritas. O Espiritismo indica outras urgências e prioridades. Leiamos com mais atenção o artigos, sem melindres e suscetibilidades ideológicas. Vamos discutir os temas com as fontes citadas que vale muito mais do que a opinião do articulista. (ah! as fontes são Chico Xavier e Divaldo Franco).
      O tribuno baiano enfatiza com certa veemência , na entrevista publicada no jornal “A Gazeta do Iguaçu” em julho de 1997 que: “é uma temeridade transformar o centro espírita em pequeno hospital para atendimento de todas as mazelas , isso é uma loucura. É um desvio da finalidade da prática do Espiritismo. Podemos, sim, fazer uma atividade de atendimento a doentes que são portadores de problemas na área da saúde espiritual. Poderemos aplicar-lhes passes, doar-lhes a água fluidificada, se for o caso, mas a função principal do Centro Espírita é iluminar a consciência daqueles que o buscam.”

      Encetemos esforços na busca sensata das prioridades e permitamos a mensagem espirita despertar e iluminar consciências humanas. Obviamente isso não ocorrerá se avistarmos somente “curas” físicas que mais não são do que efeitos das patologias do espirito, portanto , miremos as causas das doenças e saiba,s administra-las, antes de tudo…
      Quantos aos doentes não espiritas , bem , façamos o convite ao Evangelho antes de ofertar-lhes os milagrosos placebos místicos.

  17. Luiz Alberto F. Cruz diz:

    Bela reportagem Sr. Jorge Hessen.
    Estamos vivendo momentos de ouro e é de suma responsabilidade nossa que plantas daninhas não venham macular a seara do Mestre Jesus, que muitos não percam a oportunidade de removê-las e de expor seus sentimentos divinos.
    A doutrina espirita não precisa que defesa todos sabemos, pois a planta que Deus não plantou sera removida e queimada no fogo. Mas é bom sempre que possível exercitarmos a reforma intima em prol daquele que ainda não tem olhos de ver e ouvido de ouvir, os do espírito.

  18. Estou de pleno acordo com os amigos:

    REFORMA MORAL É PRIORIDADE.

    O que, aliás, fundamenta-se na obra central do Pentateuco Kardequiano,
    que, dentre tantas máximas cristãs de aprimoramento moral, parece tudo
    sintetizar na mais alta delas quando explicita claramente:

    “ESPÍRITAS: AMAI-VOS, EIS O PRIMEIRO ENSINAMENTO; INSTRUÍ-VOS,
    EIS O SEGUNDO”.

    Preconizando, pois, que o Amor, sobretudo em nosso mundo, é mais
    importante, ou, tão importante, como o conhecimento; o Amor e as tantas
    constelações outras derivantes desta Máxima Divina.

    rosemberg

  19. Ricardo Rosa diz:

    Caro Jorge,
    Não li a reportagem e causou-me espanto que, declarando-se espírita, alguém possa fazer da cura ou do atendimento um meio de vida. Tinha enorme admiração pelo conhecido João de Deus, mas, depois do que voce me diz e mostra….
    Por muito menos Jesus fez um estardalhaço no pátio do Templo de Jerusalém, derrubando as bancas e reclamando que “Faziam da casa do Pai uma casa de negócios”.
    Do cristianismo ficou para nós um ensino básico para o exercício da mediunidade: “dai de graça o que de graça recebestes”.
    Daí que, para mim, fica uma pergunta: Todos os que procuram o médium são curados?
    Ao que sabemos, o Mestre Jesus não contrariava as decisões do Pai. Assim sendo, creio que, em que pese as inúmeras curas relatadas, muitos dos que o procuraram não foram curados, estou certo? Por que?
    Há uma coisa que quase ninguém liga para ela: “O merecimento”.
    Poderia ser curado alguém sem mérito para tanto? Mesmo depois de desembolsar uma fortuna? É o barulho no fundo do gazofilácio que produz a cura?
    Abraço fraterno
    Ricardo

  20. Francisco diz:

    Muito obrigado Jorge Henssen. Li e reflecti atentamente o teor do seu texto que considero muito esclarecedor, concordo plenamente com o que nos ensina. Penso que deve continuar a, esclarecer-nos e alertar os nosso irmãos menos atentos ou esclarecidos pela doutrina, dos perigos actuais e futuros das práticas dos charlatães.
    Abraço
    fraterno.Francisco.

  21. Eliorlete

    Obrigada por enviar-me artigos maravilhosos e esclarecedores. Já estive em Abadiânia e conheci
    o dito médium. Fiquei cheia de dúvidas e só então tive a oportunidade de esclarece-las. Obrigada
    por nos alertar com seus artigos. Espero continuar a recebe-los.
    Que JESUS nos abençoe!

  22. Francisco G. de Castro diz:

    As revistas são em grandes maiorias sensacionalistas, motivo pelo qual hora falam bem, hora falam mal.
    Elas existem para provocar polêmica, a fim de poder subsistir com apoio financeiro da propaganda e dos leitores.
    Seria justo que a citada revista colocasse na mesma edição uma outra reportagem na qual a outra parte interessada tivesse a oportunidade de mostrar o seu tipo de trabalho, podendo então o leitor ter condições de formar uma opinião.
    Agora precisamos nos colocar como leitores e formular os nossos conceitos sem querer interfirir nos pensamento e no trabalho de quem querem que seja que tem o livre arbítrio para decidir o que o que acha que entende o que faz.
    Nosso mestre pronunciou numa ocasião as sábias palavras: ‘Quem estiver isento de qualquer erro, que atire a primeira pedra’.
    Sócrates que viveu quase 400 anos AC sempre dizia que nada sabia, porem quando dialogava com os sofistas que eram considerados os doutores em Filosofia da época, a eles demonstrava que também nada sabiam.
    Na espiritualidade o ser libertado do corpo carnal fica livre dos domínios do tempo e do espaço.
    Assim sendo se ele não aproveitou a oportunidade de viver de maneira a poder evoluir, os dramas de sua consciência serão eternos, até o momento que lhe será por merecimento oferecido mais uma oportunidade de reencarnar.
    Não sabemos o que se passa no íntimo das pessoas, que aqui são focadas: o médium e os que o procuram.
    Tanto eles como cada um de nós, prestará conta a sua própria consciência de acordo com seu merecimento.
    De uma maneira ou de outra muitos que ali aportam encontram soluções para os seus problemas e tenho por convicção não cabe a nós julgar o procurado e os que os procuram.
    Podemos considerar o local uma Egrégora ( local onde ocorrem várias pessoas de fé a procura da cura através de um milagre).
    As pessoas que comparecem ao local, após a consulta pagam pelo remédio, por terem condições de pagar e por não existir razão de ser ao contrário.
    Desde que declarem, “não ter condições de pagar” são desobrigadas de fazê-lo.
    Muitos poderão perguntar: como pode o mesmo remédio fazer valer para vários tipos de doença?
    Temos que considerar que o remédio não é para a doença orgânica do corpo e sim para o perispírito o agente que mantém o equilíbrio orgânico de nosso corpo, usando a mente.
    Grande parte das terríveis doenças é oriunda da ALMA ou como queiram do ESPÍRITO.
    Nosso grande Mestre dizia a seus discípulo e ao povo entre outras palavras, que era o agente pelo qual através da fé e do merecimento,as pessoas poderiam alcançar a cura de seus males.
    Cerca de 800 pessoas são atendidas diariamente, das quais, 65% são estrangeiras que comparecem para soluções relativas a curas das mais diversas doenças, depois de na sua grande maioria procurarem os mais diversos mecanismos para a cura dos seus males.
    .
    Agradecendo a oportunidade podemos perguntar e nós , o que sabemos?

  23. Ivaldo Cavalcanti diz:

    Prezado Jorge Hessen,

    È muito esclarecedor o seu texto, mas o fenômeno da mediunidade curadora através do uso dos fluidos, espirituais, da natureza, e dos doadores humanos é um fato inconteste!
    Embora a cura seja diretamente proporcional ao merecimento do paciente, não podemos nos negar a ajudar o próximo, com o argumento da indiferença, de que ele ainda não é merecedor da respectiva ajuda.
    Agora, usar do fenômeno da mediunidade com fins financeiros para benefício próprio e de seus familiares é mercantilização da fé.
    Quem assim o fizer, irá amargar duramente as consequências, do grave equívoco cometido.
    Desejando-lhe muita Saúde e Paz, envio-lhe um fraternal abraço,
    Ivaldo Cavalcanti

    .

  24. Faço das sábias palavras da Kátia Ferraz (vide comentário supracitado) as minhas. Nada a acrescentar.

    Luz e Paz!

    Mílton Campos

  25. Rommel diz:

    Em 1987 estive lá vendo tudo isso, na época estava mal e estava investigando fenomenos espiritas e estudando a doutrina e procurando a cura…Fui em várias localidades e só encontrei charlatanismo muitas vezes usando o nome ESPIRITA, denegrindo essa filosofia. Lá eu sentei ao lado do operador e vi que esse desconfiava de mim, não me largava e sempre estava ao lado….

    No entanto vi que corria perigo de vida ao me tomarem como reporter investigador por que tirei algumas fotos e fiz perguntas demais…Não cobravam nada, mas mais ou menos 200 pessoas eram atendidas ao dia a eles receitado agua fluida e um cha que nada mais era que agua com alguns galhos de planta do cerrado e um pouco de baunilha, fiz a conta 50,00 a garrafa tanto da agua como a do chá x 200 trabalhando de segunda a sexta façam a conta…No entanto os demais trabalhadores da casa nada recebiam. que eu saiba…Importantes politicos do DF iam lá assim como no Vale do Amanhecer. O prefeito estava feliz devido ao numero de turistas…Só havia uma pensão que nem tinha porta nos quartos e nem guarda roupa. Assim havia umas tres.
    Quando fui advertido do perigo que passava por um parente dessa gente, que me deu inclusive $$ pois meu estava no fim e era feriado e me aconselhou a se mandar dali,,Assim o fiz rapido mas um bando veio e tentou me impedir de sair mas eu ja estava no onibus e falei que voltaria depois do feriado…Só fiquei tranquilo quando cheguei a SP…nunca mais botei os pés ali…Noutros locais onde faziam as ditas cirugias pelo DR Fritz, vi que esse nem sabia o alemão, ai quando eu saudava o suposto espirito em alemão , ja desconfiavam de mim..Vi muitos charlatães supostos curadores no hinterland brasileiro e Paraguai. Mas hoje basta ligar a TV para ver charlatães em igrejas pentecostais curando tudo, só nunca vi curarem cancer,

    Hoje muitos dos antigos charlatães que vendiam folhinhas verdes da sorte e anunciavam em revistas exotéricas, seus dons de nos dar o numero da sorte fundaram suas igrejas e faturam alto…..Então esse mencionado do DF não é único e nem será o ultimo…Mas cada um encontra o que procura e o desespero em busca da cura leva para qualquer lugar. Só que não vi curarem ninguém até hoje, nem pastor nem xamã, ou mediun qualquer…
    Ia conhecer Chico mas me disseram que ele estava doente e não atendia mais ninguém dai não fui….
    Até hoje militando no espiritismo tentando a TCI nunca obtive uma mensagem qualquer que fosse a mim endereçada e lancei um desafio na net.Recebi pedradas e insultos desses se dizendo famosos médiuns, videntes, curandeiros….
    As vezes ouço as palestras um tanto polemicas de Waldo Vieira acusando toda essa gente e vejo que ele não deixa de ter razão….
    A verdade as vezes é dolorida e não a queremos aceitar……

  26. Margarida Azevedo diz:

    Caro Jorge
    Excelente artigo, lúcido e oportuno.
    Obrigado e um abraço
    Margarida

  27. ACRISIO BRAZ DE QUEIROZ diz:

    Lamentável uma reportagem como esta, me lembrei até de uma investida que a revista O CRUZEIRO deu contra o pobre do Chico Xavier, Trabalhei com este medium a muitos anos atrás nunca vi ninguem pagando por sirugias, tem sim uma venda de remédio lá tem uma livraria espirita e espiritualista , a despesa da casa é imensa devido uma enfermaria onde fica os sirugiados , vi sirugias incrível lá , vi ns curas , quando trabalhei lá tinha a comida de graça para os auxiliares voluntários, tinha dia que tinha até cinco médicos terreno lá fazendo pergunta aos colegas do além, quando ele recebeu esta missão a mais de quarenta anos ele era um jovem já tinha uma fazenda e um garimpo de esmeralda na mesma, porém faz muitos anos que trabalhei lá pode ser que tenha mudado, eu para julgar algo uso fazer uma investigação para não cometer injustiça

  28. Fernanda França diz:

    Amigo Jorge!
    Parabéns pelo seu artigo! É necessário esclarecer , para que as pessoas entendam , que Espiritismo é o entendimento de uma mudança interna .
    Abraço fraterno
    Fernanda

  29. Geraldo Magela diz:

    Esses curandeirismos, Jorge, não estão mais ou menos dentro do paradigma que discutíamos a respeito dos talismãs? Ou seja, busca-se a proteção por atalhos, nesse caso pela cura milagrosa dos médiuns. Isso surpreende e fascina a maioria, eu creio. Afinal, quem é que vai imaginar que o períspirito continua doente, se o que importa é o corpo material?
    Me espanta é a quantidade de grana que isso movimenta. Realmente é muito dinheiro!

    Grande abraço.
    Geraldo Magela Miranda

  30. Paulo Martins diz:

    Cabe aí uma pergunta, que eu considero importante: Será que uma pessoa que busca um centro espírita sério, em que um médium incorporado por uma entidade de elevada moral, que faz uma cirurgia espiritual baseada no merecimento de cada um, se já “pagou” o débito que tinha através de bons atos, não poderia ter abreviada a sua dor? Mera questão de merecimento, eu sei que o sofrimento de cada um é baseado nas provas que tem que passar, e muitos fazem além daquilo a que vieram predestinados, não mereceriam então a cura das suas dores?

    Que seja feita a vontade de Deus!

  31. Welse Gonçalves diz:

    Boa tarde, amigo!

    Realmente concordo com o artigo que acabei de ler, fico pensando sobre o mesmo, quando me recordo que minha mãe fez uma cirurgia espiritual, a distância e foi curada do coração. Ela não teve custo algum e viveu bem até os 101, porém hoje quem sofre sou eu que fiquei triste a chorar. Agora o que acho absurdo é cobrarem por uma cirurgia, que realmente não fizeram. No caso de minha mãe, ela era tão boa, que a espiritualidade concedeu a sua cura material, até mesmo a espiritual diminuindo assim o seu karma. Achei o seu artigo sensacional, devemos ter muito cuidado com as “curas”, principalmente sem o nosso merecimento. Obrigada pelo esclarecimento, foi de grande valia. Deus seja sempre consigo e Jesus lhe abênçõe por nos mostrar o caminho certo!

  32. Alfredo diz:

    Creio que nosso amigo Chico, tão sábiamente definiu mediunidade, ele dizia:
    “MEDIUNIDADE SÓ PRESTA PARA UMA COISA; AJUDAR O PRÓXIMO”

  33. Gerlon diz:

    Jorge,
    vou fazer o contraponto e me colocar na posição de advogado do diabo, ou melhor de (joão-de) deus. Os médicos da minha cidade cobram R$250,00 para quem pode e para quem não pode, e também não dão nenhuma garantia de cura. Às vezes a consulta deles é mais curta que as desse médium. E também receberam de graça a medicina, pois estudaram nas faculdades públicas. Teve o esforço deles, mas o médium também doa seu esforço. E os médicos também exibem suas belas mansões, carrões, viagens, etc., a despeito da miséria dos seus pacientes. Em suma, não me agrada a postura do médium, mas também não me espanta. Acho que o problema é menos pontual do que se pode pensar: o egoísmo está generalizado.
    Grande abraço,
    Gerlon.

  34. gilberto diz:

    importante tema para reflexão!

  35. Maravilhado com o texto-premonitório,merecia ser divulgado em todos os sites e blogs da internet.
    Dia desses vi um vídeo com Pedro Bial sendo entrevistado pelo Pondé,onde o jornalista faz uma confusão absurda sobre Allan Kardec e João de Deus.
    Mas eu gostaria de salientar que quando ficamos doentes a gente quer mais é sarar,e não depurarmos espiritualmente,rs.

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