DESVARÍOS DE UM ILUSTRE E INSURGENTE FÍSICO

Out 7th, 2014 | By | Category: Artigos

stephenStephen Hawking, um dos mais influentes físicos teóricos desde Einstein, confinado a uma cadeira de rodas por conta de uma Doença Neuronal Motora (MND), tem asseverado insistentemente que não há a necessidade de invocar Deus para explicar a existência do Universo. Garante que “não existe nenhum paraíso e ou vida após a morte.”1 Sob o deslumbramento de sua inócua inteligência, continuamente negando a vida espiritual, Hawking já admitiu que tentou o suicídio na década de 1980, quando a doença neurológica comprometeu suas capacidades de respirar e falar.
Ateu e materialista, Hawking infelizmente desconhece que o suicida, além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas consequências de seu gesto impensado de revolta diante das leis da vida, ainda renascerá com todas as sequelas físicas daí resultantes, e terá que arrostar, novamente, a mesma situação provacional que a sua flácida fé e distanciamento de Deus não lhe permitiram o êxito existencial. Provavelmente as atuais restrições físicas do afamado e insurrecto cientista sejam decorrência de alguns suicídios cometidos em vidas anteriores.
Nós, espíritas, sabemos que o suicídio é a mais desastrada maneira de fugir das provas ou expiações pelas quais deve passar o homem. É uma porta falsa em que o indivíduo, julgando libertar-se de seus males, precipita-se em situação muito pior. Arrojado violentamente para o além-túmulo, em plena vitalidade física, revive, intermitentemente, por muito tempo, os acicates de consciência e sensações dos derradeiros instantes, além de ficar submerso em regiões de penumbras, onde seus tormentos serão importantes para o sacrossanto aprendizado, flexibilizando-o e credenciando-o a respeitar a vida com mais empenho.
Sob o guante de enfermidade que poderia representar um benévolo convite da vida para reflexões espirituais, o rebelado cientista britânico permanece sob o jugo de ingênua birra contra as Leis do Criador. Stephen tem apresentado argumentos incoerentes, defendendo o direito de um paciente terminal optar pela morte assistida (eutanásia). Expõe o insurgente Hawking que “se alguém tem uma doença terminal e está sofrendo tem o direito de escolher colocar fim a sua vida.”.2
Ignora o revoltado físico britânico que o médico que pratica a eutanásia não honra o Juramento de Hipócrates, o “Pai da Medicina”, que viveu na Grécia, 460 a.C., e era tido como descendente de Esculápio, o deus da medicina. Seu compromisso de honra é considerado a lei moral maior da arte e da ciência de curar. Sua íntegra, muito pouco conhecida, contém a proibição tácita da eutanásia. Vejamos.
“Juro por Apolo, médico, por Asclépios, Hiligéia e Panacéia e tomo por testemunha todos os deuses e todas as deusas fazer cumprir conforme o meu poder e a minha razão o juramento cujo texto é este: Aplicarei os regimes, para o bem dos doentes, segundo o meu saber e a minha razão, nunca para prejudicar ou fazer mal a quem quer que seja. A ninguém darei, para agradar, remédio mortal [eutanásia], nem conselho que o induza à destruição.”
Não cabe ao homem, em circunstância alguma, ou sob qualquer pretexto, o direito de escolher e deliberar sobre a vida ou a morte de seu próximo, e a eutanásia, essa falsa piedade, atrapalha a terapêutica divina nos processos redentores da reabilitação. Os discípulos de Allan Kardec sabem que a agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser, em verdade, um grande benefício para o doente. Pois nem sempre conhecemos as reflexões que o Espírito pode fazer nas convulsões da dor física e os tormentos que lhe podem ser poupados graças a um relâmpago de arrependimento.
Deste modo, entendamos e respeitemos a dor como instrutora das almas e, sem vacilações ou indagações descabidas, amparemos quantos lhe experimentam a presença constrangedora e educativa, lembrando sempre que a nós compete, tão-somente, o dever de servir, porquanto a Justiça, em última instância, pertence a Deus, que distribui conosco o alívio e a aflição, a enfermidade, a vida e a morte, no momento oportuno.

Jorge Hessen

Referências:
[1] Disponível em http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/stephen-hawking-%E2%80%9Cvida-apos-a-morte-e-um-conto-de-fadas%E2%80%9D acessado em 04/10/2014
[1] Disponível em http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/stephen-hawking-admite-em-entrevista-que-tentou-suicidio%2c09f60cf493447410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html acessado em 01/10/2014

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4 Comments to “DESVARÍOS DE UM ILUSTRE E INSURGENTE FÍSICO”

  1. GERALDO MAGELA MIRANDA diz:

    Por parte de um cético, que não enxerga e não aceita a ideia de continuidade do espírito após a morte física, é bastante compreensível que também não veja razão para a continuidade de uma vida “desgraçada” e cheia de limitações como a sua própria, que o levou a pensar em dar cabo de si mesmo. Por conta disso, irá também defender a ideia e o direito de eutanásia, por considerar imprópria continuar a existir sob essas limitações.

    Equívocos, todos nós cometemos, em maior ou menor grau. Uma besteira ou outra, sem tanta importância, ou erros graves em que incorremos pela nossa falta de visão, já que temos tantos filtros ou mesmo verdadeira cegueira para enxergar a realidade.

    O cientista busca a realidade respaldado no materialismo das coisas, e de uma concretude tal que possa ser provada por explicações matemáticas. O mundo dele se resume nisso, e apesar de sua inteligência privilegiada para perscrutar o universo material e matemático da física, não pode conceber essa abstração espiritual, sequência da vida depois da morte, reencarnação e tampouco as limitações físicas de seu corpo para enfrentar as agruras da vida. Não vê nisso uma provação decorrente de seu passado, embora como você disse, possa estar nessa vida incorrendo no mesmo equívoco cometido no passado.

    Einstein parece ter caminhado mais além disso, pois buscava uma explicação da Criação, além da explicação puramente matemática dos fenômenos que observava.

    Mas o cientista de um modo geral não busca amparo no imponderável, mas naquilo cuja existência possa experimentar e provar com fórmulas mirabolantes, incompreensíveis e inalcançáveis para os leigos. O resto torna-se sem sentido para ele. O materialismo é tudo.

    Acabei de fazer essa pergunta para cético, neste fim de semana: qual o sentido de tudo o que vemos existir no mundo? Não é razoável pensar que haja um propósito, uma razão para tudo isso? Nesse caso, necessariamente deve haver um Criador, uma força suprema. Mas a resposta é invariavelmente um “ué, as coisas são assim porque são, não existe Deus para criar, elas simplesmente estão aí”.
    Geraldo Magela Miranda

  2. Irmãos W diz:

    Olá

    Caro Jorge Hessen…

    Este cientista que vc cita…. E uma das mentes mais brilhantes atualmente…. Mais a grande provação de um materialista e não ver Deus em nada!!! E como ele tivesse uma venda nos olhos!!! Nem a dor e o sofrimento que passa!!! Consegue aclarar o seu espírito!!! E impressionante!!!

    Fica com Deus
    Wanderlei

  3. SERGIO DE JESUS ROSSI diz:

    Caro Jorge,

    Recebi um texto seu em francês, que serviu para testar os meus parcos e antigos conhecimentos dessa língua, que, na verdade, me agrada muito.
    Agora veio em espanhol, que é mais fácil de ler.
    Não sou nenhum poliglota, tenho “medo” só em pensar em que língua será o próximo . . .

    Brincadeira !

    Para quem admira a Ciência e gosta de ler literalmente tudo, de qualquer assunto relevante, naturalmente já conhecia muito do Stephen Hawking, tendo lido um de seus livros, O Universo Numa Casca de Noz.
    Já sabia também de sua opção pelo ateísmo pleno, total e, pior, praticante; daqueles que não se conformam com quem pensa diferente, e sentem comiseração pelos “infelizes” que acreditam em algo além dos sentidos humanos.
    Trata-se de uma postura incoerente especialmente para ele, que é um ser humano excepcional, que tem superado suas deficiências físicas com brilhantismo, mantém um cérebro privilegiado e ativo, e já trouxe imensas contribuições para a humanidade.
    Em entrevistas, ele mostra-se atualizado com tudo, bem humorado, receptivo.
    Custa a crer que ele seja capaz de realizar tanto, mesmo acreditando que de nada servirá, já que retornará ao pó, de onde saiu, e sua mente extraordinária desaparecerá no nada.
    Não consigo ver sentido nessa combinação esdrúxula de busca incessante do saber e niilismo.
    Gostaria que ele respondesse à pergunta: o que busca com seus estudos e conhecimento ? Nada ?
    Esse posicionamento materialista torna este homem brilhante absolutamente impermeável a qualquer argumentação que transcenda os limites da ciência positivista.
    A conseqüência inevitável é a aceitação de praticamente tudo que apresente alguma “solução” quando a vida se revela menos que perfeita segundo os seus critérios imediatistas.
    Desse modo, tornam-se palatáveis e mesmo desejáveis, atitudes como aborto, eutanásia e o que viria depois, praticas condenáveis como o eugenismo.
    Nesse estágio de raciocínio, não adiantará contrapor qualquer idéia que defenda a continuidade além da existência terrena; isso simplesmente não teria espaço para ele.
    É muito triste, mas não devemos lamentar; sabemos que, à revelia de suas convicções, ele terá o tempo suficiente, infinito se necessário, para admitir a verdade.

    Grande abraço fraterno,

    Sérgio de Jesus Rossi

  4. PEDRO ILHO diz:

    A MAIOR DECEPÇÃO DO SUICIDA É QUANDO ELE DESCOBRE QUE NÃO CONSEGUIU SE MATAR, E MUITO PELO CONTRÁRIO, SÓ PIOROU SUA SITUAÇÃO. (Chico Xavier)

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