ENVELHECER É A POESIA DE VIVER

Jul 3rd, 2015 | By | Category: Artigos

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Conforme envelhecemos, o cérebro se reorganiza e passa a agir e pensar de maneira diferente. Essa reestruturação nos torna mais inteligentes, calmos e felizes.  “Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o sábio, é a estação de colheita”, diz o Talmude.

 Tornar-se velho é processo natural que pode ser atraente ou desfavorável. Sentimos constrangimento ao perceber a capacidade física diminuindo, no entanto a capacidade intelectual pode aumentar, assim como a experiência de vida.

 Na velhice pode ocorrer relativa perda de memória, mas o aprendizado e raciocínio social melhoram, ou seja, na velhice há mais capacidade de navegar através das complexidades da vida na sociedade. Quando a libido, por exemplo, vai se esvanecendo o encanto de viver vai se alargando, não obstante a saúde física possa gerar queixas naqueles que não souberam ou não se prepararam para envelhecer.

 Especialistas estão percebendo que a atitude mental tem um papel importante na decrepitude. Por isso, há pessoas que dizem se sentir mais jovens do que realmente são. A perspectiva juvenil as torna mais ativas e mais longevas. Entretanto, por que existem pessoas desanimadas aos vinte anos, quando outros se sentem ativos aos oitenta? Em que tempo se deve colocar o limite entre a mocidade e a velhice? Feliz do velho que viveu a vida bem vivida e vive agora o esplendor da velhice com o espírito jovem, cheio de vida.

 Se vivemos na disciplina do trabalho, com a ginástica na academia do pensamento digno, manteremos sempre saudáveis os músculos da juventude espiritual, a que se constrói, por fonte de inexaurível renovação, aperfeiçoando o presente e edificando o amanhã.

 Não podemos execrar a velhice, quando vemos que o tempo nos traz a riqueza da experiência. Não há limite preciso entre juventude e velhice, quando conseguimos dominar o corpo físico e conservá-lo viril através dos anos. Assim sendo, não envelhecemos. Pelo contrário, o tempo aprimora e aguça, dando-nos a juventude que se repete, cada vez mais bela e segura, em cada nova encarnação.

É completamente incoerente considerar a velhice como algo horrível, mortificante, degradante. Ora, por que avaliamos o transcurso do tempo declínio e não mudança? Lembremos que Jesus só se entregou à sua missão na idade madura, e Kardec só iniciou a codificação do espiritismo aos cinquenta anos de idade. Chico Xavier não se entregou a decrepitude e mesmo quando transportado nos ombros amigos serviu a todos os necessitados que por ele buscaram consolo até o final de seus dias aqui na Terra.

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2 Comments to “ENVELHECER É A POESIA DE VIVER”

  1. GERALDO MAGELA MIRANDA diz:

    Bem Jorge, de volta de mais um período de viagem de férias, que além do descanso nos traz outros pensamentos para o devido e inexorável envelhecimento.
    Envelhecimento que por muitos é símbolo da decrepitude, em função de nosso pensamento tacanho sobre a vida.
    Também vejo o envelhecimento como tempo de colheita daquilo que pensamos e pensamos ao longo de nossa estada ao longo de mais uma encarnação. Por conseguinte, tem de haver um propósito renovador e educador da alma para novas vivências.
    Felizes os que cultivam esse aprendizado e o levam consigo quando perece o corpo material.
    Grande abraço.
    Geraldo Magela Miranda

  2. CARMELIA PACHECO diz:

    Eu tenho 71 anos de idade não me sinto velha, como dizem popularmente a idade que tenho está apenas no papel que para mim não tem nenhuma importância, mesmo com algumas limitações trabalho, e me sinto jovem, não deixo nunca que a matéria domine meus sentimentos, meu espírito continua sendo de jovem até o ultimo dia aqui na terra, como ele não envelhece lá aqui também não, a cada dia só aumenta o compromisso de ser melhor, a vivencia deixa mais serenos e em condições de ver a vida por um prisma onde a alegria de viver é muito boa e me sinto feliz assim

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