Ideologia partidária X Doutrina dos Espíritos (Revista O Consolador)

Ago 16th, 2014 | By | Category: Artigos

Publicado na revista Eletrônica “O Consolador”

Link      http://www.oconsolador.com.br/ano8/376/especial.html

JORGE HESSEN

O legado da tolerância doutrinária não se deve manifestar na forma de omissão diante das enxertias conceituais e ideias anômalas que alguns companheiros intentam impor nas instituições doutrinárias em nome da militância política. Principalmente nas proximidades das disputas para eleições político-partidárias, em que surgem aqui e acolá discussões sobre se o espírita deve ou não candidatar-se a algum cargo eletivo.

Em verdade, a Doutrina dos Espíritos não estimula o engajamento para funções nas estruturas político-partidárias. E não ajusta sua tribuna a serviço da propaganda partidária de quaisquer candidatos. A tarefa urgente do espírita é a transformação de comportamento individual, a luta pelo ideal do bem, em nome do Evangelho. Agindo assim, os espíritas não estão alheios às questões políticas; engana-se quem pensa o contrário. Os espíritas incorruptíveis, fiéis à família, à sociedade e aos compromissos morais, são, integralmente, cidadãos ativos, que exercem o direito e/ou obrigação (depende do ponto de vista) de votar; porém, sem vínculos com as absurdas contendas ideológico-partidárias.

Se algum confrade estiver vinculado a qualquer partido político, se deseja concorrer como candidato a cargo eletivo, obviamente tem total liberdade de fazê-lo, mas que atue bem longe dos ambientes espíritas, de modo que não camufle, dentro da Instituição Espírita, disfarçada intenção, visando conquistar votos dos frequentadores. O excesso de cautela nesse caso é recomendável; não é questão de preconceitos; é até uma questão de lógica, pois, em se discutindo assuntos da política humana, é inadmissível trazer, para as hostes espíritas, o partidarismo, a ideologia (de “direita”, “esquerda”, “centro”, “ambas” etc. etc. etc.). Conquanto, como cidadão, cada espírita tenha o direito e o livre-arbítrio para militar no universo fragmentado das ideologias político-partidárias, não tem o direito de confundir as coisas. Não esqueçamos que o Espiritismo não é um fragmento da política mundana, nem tampouco se envolve com grupos políticos sectários, que utilizam meios contraditórios com os fins de poder.

Como vimos, por razões óbvias, repetimos, é imperioso distinguir o interesse de valor inócuo da política humana da excelsa política de Jesus – a “Verdadeira luz que alumia a todo homem”(1). Quando trabalhamos pela erradicação da miséria e da exclusão social, estamos adotando a política “d’Aquele que é desde o princípio”(2). A política do verdadeiro espírita é a favor do ser humano e de seu crescimento espiritual. O espírita consciente não se submete nem se omite diante do poder político, e nem tampouco assume o lugar de “oposição” ou de “situação”. Até porque “o discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido. O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora”(3).

Bezerra e Eurípedes
O primeiro capítulo do Estatuto da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas estabelece a seguinte PROIBIÇÃO (isso mesmo, PROIBIÇÃO!): “AS QUESTÕES POLÍTICAS, DE CONTROVÉRSIA RELIGIOSA E DE ECONOMIA SOCIAL NELA [S.P.E.E.] SÃO INTERDITAS”. Portanto, e por imparcial razão, é inaceitável alguém utilizar a tribuna espírita para propaganda político-partidária. Da mesma forma, é situação deprimente um espírita utilizar palanques eleitoreiros a fim de implorar votos, valendo-se demagogicamente de sofismas e simulacros de “modéstia”, “pobreza”, “humildade”, “altruísmo”, “tolerância”, exaltando suas inigualáveis “virtudes” e colossais obras de “caridade”. Aconselhamos a tais imponderados “espíritas”, mendicantes de votos, que se afastem do Espiritismo e optem por outro credo, a fim de que seja assegurado ao movimento espírita a não contaminação dessa infecciosa política reles e mesquinha de interesses pessoais.

Alguns defensores da politização nas casas espíritas evocam Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo a fim de justificarem seus arrazoados. A carreira política de Bezerra de Menezes iniciou-se em 1861, quando foi eleito vereador municipal pelo Partido Liberal. Foi reeleito para o período 1864-1868 e elegeu-se Deputado Geral em 1867. Novamente foi eleito vereador em 1873. Ocupou o cargo de presidente da Câmara, que atualmente corresponde ao de prefeito do Rio de Janeiro, de julho de 1878 a janeiro de 1881. Nessa época, a intensificação da luta abolicionista teve a adesão de Bezerra, que usou de extrema prudência no trato do assunto. Entretanto, no dia 16 de agosto de 1886, o público de duas mil pessoas que lotava a sala de honra da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, ouviu, silencioso e atônito, o famoso médico e político anunciar sua conversão ao Espiritismo. A partir daí, não se envolveu com o partidarismo político.

Quanto a Eurípedes Barsanulfo, foi respeitável representante político de sua comunidade, sem dúvida. Tornou-se secretário da Irmandade de São Vicente de Paula, tendo participado ativamente da fundação do jornal “Gazeta de Sacramento” e do “Liceu Sacramentano”. Logo viu-se guindado à posição natural de líder, por sua segura orientação quanto aos verdadeiros valores da vida. Através de informações prestadas por um dos seus tios, tomou conhecimento da existência dos fenômenos espíritas e das obras da Codificação Espírita. Diante dos fatos, voltou completamente suas atividades para a nova Doutrina, pesquisando por todos os meios e maneiras, até desfazer totalmente suas dúvidas. A partir daí, o partidarismo político deixou de ser parte integrante dos anseios do jovem mineiro.

Não temos necessidade de representantes políticos
Por fortes razões, é necessário que façamos profunda distinção entre Espiritismo e política partidária. Somos “políticos” desde que nascemos e vivemos em sociedade; sim, e daí? A Doutrina Espírita não poderá, jamais, ser veículo de especulação das ambições particulares nesse campo. Se o mundo gira em função de políticas econômicas, administrativas e sociais, não há como tolerar militância política dentro das hostes espíritas. Não se sustentam as teses simplistas de que só com a nossa participação efetiva nos processos políticos ao nosso alcance ajudaremos a melhorar o mundo. Isso é parvoíce ideológica.

Não há como confundir a política terrena de interesses menores com a política do “Filho do Altíssimo”(4). Cada situação na sua dimensão correta. Política partidária, aos políticos pertence, enquanto que prática espírita é atividade para espíritas cristãos. O argumento de que os parlamentares se servem, com o pretexto de “defender” os postulados da Doutrina, ou aliciar prestígio social para as hostes espíritas, ou, ainda, ser uma “luz” entre os legisladores, é argumento ardiloso, desonesto. “NÃO TEMOS NECESSIDADE ABSOLUTA DE REPRESENTANTES OFICIAIS DO ESPIRITISMO EM SETOR ALGUM DA POLÍTICA HUMANA”(5).

Os legítimos estudiosos espiritistas acercam-se da compreensão de viver naturalmente impregnados de bom senso e humildade. Entendem que “a missão da doutrina é consolar e instruir, em Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. Trocá-la por um lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos ensinos, porque todas as organizações humanas são passageiras em face da necessidade de renovação de todas as fórmulas do homem na lei do progresso universal”(6).

Mais uma vez, afiançamos que não se sustentam as teses inúteis de que só com a nossa participação efetiva nos processos políticos ao nosso alcance ajudaremos a “melhorar” o Brasil. Não esqueçamos que o “Rei dos Séculos”(7) cogitou muito a melhora da criatura em si. Não nos consta que o “Filho de Deus”(8) tivesse aberto qualquer processo político-partidário contra ou a favor do poder constituído à época. Portanto, a nossa conduta apolítica (apartidária) não deve ser encarada como conformismo; pelo contrário, essa atitude é sinonímia de paciência operosa, que trabalha sempre para melhorar as situações e cooperar com aqueles que recebem a responsabilidade da administração de nossos interesses públicos.

É acertado lembrar que, nos imperceptíveis consentimentos, vamos descaracterizando o programa da Terceira Revelação. A título de tolerância, diversas vezes fechamos os olhos para a politização nas casas espíritas; entretanto a experiência demonstra que, às vezes, é presumível até fechar um olho, porém nunca os dois. Considerando que nosso mundo é a morada da opinião, é natural que apresentemos para os companheiros militantes políticos desacordos sobre esse tema. Inadmissível, porém, tendo em vista a própria orientação da Doutrina Espírita, é o clima de injunções que se coloca, não raro, envolvendo os que confundem intensidade com agressividade, ou defesa da verdade com inflexibilidade.

Estamos investidos de compromisso mais imediato, em vez de mergulhar no mundo da política saturada por equívocos deploráveis. Por isso, não devemos buscar uma posição de destaque, para nós mesmos, nas administrações transitórias da Terra. Se formos convocados pelas circunstâncias, devemos aceitá-la, não por honra da Doutrina que professamos, mas como experiência complexa, onde todo sucesso é sempre muito difícil. “O espiritista sincero deve compreender que a iluminação de uma consciência é como se fora a iluminação de um mundo, salientando-se que a tarefa do Evangelho, junto das almas encarnadas na Terra, é a mais importante de todas, visto constituir uma realização definitiva e real. A missão da doutrina é consolar e instruir, em Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. Trocá-la por um lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos ensinos, porque todas as organizações humanas são passageiras em face da necessidade de renovação de todas as fórmulas do homem na lei do progresso universal.”(9)

Conclusão
Fosse uma sociedade educada para a tolerância recíproca, para o respeito à autoridade, para o trabalho persistente, sem conflitos entre servidores e governo, empresários e trabalhadores, em que as pessoas se unissem para compreender a necessidade dos valores espirituais na vida de cada um ou de cada grupo social, seríamos um país venturoso e pacífico. Muitos podemos admirar a política enquanto ciência, enquanto princípios, enquanto filosofia, mas definitivamente não precisamos nos envolver em partidarismos políticos. Pensamos ser justos em lutar por nossa ação voluntária na Sociedade, seja na ação profissional, seja na ação de cidadania, sem trocar nossa dignidade por politicagens ou conveniências pessoais.

Referências bibliográficas:
1 João 1:9
2 1 João 2:13
3 Xavier, Francisco Cândido. Vinha de Luz, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1999, cap. 59
4 Lc 1.32
5 VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de janeiro: FEB, 2001, Cap. 10
6 Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1984, pergunta 60
7 1Tm 1.17
8 Mt 2.15
9 Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1984, pergunta 60.

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14 Comments to “Ideologia partidária X Doutrina dos Espíritos (Revista O Consolador)”

  1. GERALDO MAGELA MIRANDA diz:

    De acordo: a politicagem humana não tem a ver com a verdadeira essência da vida, que é espiritual, estado em que todos esses valores que tanto cultivamos aqui perdem o sentido.

    É de se deduzir portanto que os espíritas que se valem desse artifício estão cometendo um erro duplo, visto que tiveram oportunidade de compreender e separar um valor do outro.

    Geraldo Magela Miranda

  2. Maiche Gonçalves Jobim diz:

    Jesus já resumiu o assunto na frase: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

  3. Carlos Pacheco diz:

    Ola, prezado confrade. Bom Dia! Seu artigo me fez lembrar quando Jesus foi questionado pelos fariseus acerca do pagamento dos tributos que tanto incomodava o povo junto aos publicanos. O Mestre respondendo, fazendo uma análise de uma moeda que lho apresentaram, acrescentou: “Dai a Cesar o que é de Cesar e, a Deus o que é de Deus”. Judas, na sua ingenuidade que lhe era peculiar, da qual Jesus sabia de ante mão o seu fracasso, entendia que Jesus seria o grande líder que Israel necessitava para livrá-lo do jugo romano, ideia que jamais os sacerdotes do templo iriam concordar. O Messias estava a serviço de Deus e, a Doutrina Espírita é dos Espíritos a serviço de Jesus ao encontro de sua promessa como o Consolador Prometido há 1981 anos atras, se não me falha meus cálculos.

  4. PEDRO ILHO diz:

    O espíritismo é uma Doutrina esclarecedora, podemos observar que em lugar nenhum está escrito o que podemos fazer, ou deixar de fazer, é logico que, o que é lícito fazermos é a essência do aprendizado, mas a principio nada é errado. O estudo da Doutrina vai abrir os horizontes para que você mesmo seja o seu juiz, você é que vai julgar o que é certo e o que é errado, o que te convém ou não, e se você é um espírita consciente dos seus deveres vai saber separar o joio do trigo.

  5. KATIA COSTA diz:

    Muito bom e lucido o seu artigo, com o qual concordo plenamente. Acredito até que é impossivel um espírita se manter incólume dentro do meio politico, porque serão muitas vezes obrigado a fugir da ética em favor do partido, indo contra a sua própria personalidade, agredindo a filosofia ética e moral que abraçou. Acho que foi por isso que o dr. Bezerra se afastou da politica. É um meio muito, com o respeito da palavra, sujo e a “lama” na qual a maioria se vê envolvida acaba atingindo ao candidato honesto e honrado que tenta tudo mudar …. e chega uma hora em que ele se vê entre a cruz e a espada, ou seja, ou adere ou é afastado pelos proprios “colegas”. Acredito que um dia teremos uma politica que valha a pena, mas por enquanto é um meio muito sórdido para os propósitos espíritas. Aos politicos e candidatos que são espíritas, meus respeitos e orações para que não se corrompam, pois como o evangelho nos diz: muito se pedirá a quem muito tenha recebido.
    Politica e religião não se misturam. O que se mistura é ética , moral, bons costumes resultantes da reforma intima proposta por Jesus. Religião é de foro intimo e ali deve permanecer. Usar as tribunas espíritas para fazer politica é impensável, condenável mesmo e sou radicalmente contra. Se eu ouvir ou ver isso, não me envergonho de sair rapidamente da sala de palestra.
    Como Jesus mesmo disse: dai a César o que é de César … e a politica do mundo é de César e sempre foi.
    Katia Costa

  6. Sílvio Romero diz:

    Devemos apenas lembrar que tudo que existe na terra é obra do nosso Pais e a Política não deixa de ser sua criação, porém, temos o livre arbítrio de engajar ou não na política. As cadeiras destinadas aos cargos políticos estão livres e vazias para serem ocupadas por qualquer cidadão, seja ele espírita ou não. Se nós espíritas que temos vasto conhecimento das consequência dos nossas atos irresponsável não ocuparmos, seja qual for o cargo político, os oportunistas de ontem e de hoje ocuparam, e o que é pior, com os votos dos espíritas o que a meu ver estamos sendo conivente com a política que tanto combatemos.

  7. ELIANA MACEDO diz:

    Ola Jorge. ..gosto muito dos seus textos…mas se considerar que
    politicos…antes de assumirem seus partidos. ..São profissionais. ..do
    direito. ..da medicina. ..muito em moda por sinal. …administradores em
    geral. ..professores… até índios…etc todos frequentam alguma
    instituição religiosa…e conttibuem com o seu saber no
    mundo…Sinceramente poderiamos ter espíritas serios e comprometidos na
    política sim…zelando e incentivando s educação. ..cuidando da questão de
    saúde. .pesquisas ..sabemos que a questão moral é formada individualmente
    …e nem todos que se dizem ser espíritas e estar numa casa espírita.
    ..seriam multiplicadores e políticos responsáveis. ..observe o poder e o
    interesse coletivo de um grupo…Não andam de mãos dadas.. .todos nós somos
    influenciados e pressionados em qualquer atividade no dia a dia…por acaso
    não existe dentro das instituições espíritas. ..disputas e influências
    …nesse caso dos encarnados bem vivos…defendendo interesses próprios e
    pessoais? Bem não sou partidaria mas dou cidadã. ..voto..procuro saber um
    pouco da história dos candidatos …………….mas observo…o
    comportamento na casa em que trabalho por ex…a direção se isenta de ações
    que podem melhorar a divulgação da própria doutrina…os estudos e ate a
    exclusão de alguns trabalhos em nome do manter a harmonia da casa. ..e não
    criar difiuldades com os irmãos que estão a tanto tempo na casa …e não
    podemos ousar mudar qualquer coisa que eles não aprovem…
    abraço Eliane

  8. Heliete Coutinho Sampaio diz:

    Acho que seu artigo é bastante esclarecedor , principalmente quanto à política que estamos vivendo e o compromisso de nossas Casas Espíritas quanto ao assunto. O foco maior e prioritário da Doutrina Espírita, sabemos, é nos ajudar em nossa evolução espiritual e o homem desperto´para a sua melhoria espiritual, será naturalmente, no futuro, um homem de bem, um político consciente de suas responsabilidades.Mas…………..essa consciência sendo um trabalho individual e a longo prazo, acho que vai demorar ainda bastante e cuidar de política em nossas palestras espíritas não é o caminho nem a missão do Espiritismo. Que JESUS nos ilumine em nossas decisões políticas!…

  9. AMIGOS,
    O QUE CONCEBO SOBRE OS VÁRIOS TEMAS QUE ESCREVO SÃO CONCRETAMENTE DIVULGADOS NOS CANAIS QUE MO CONCEDERAM NA INTERNET. EM CADA ARTIGO (QUASE 600 ESCRITOS) SEDIMENTO E REAFIRMO CONVICÇÕES DOUTRINÁRIAS.
    OBVIAMENTE NÃO SOU “DONO” DA VERDADE TANTO QUANTO NÃO O SÃO OS QUE DISCORDAM DOS ARGUMENTOS.
    SOU APENAS E SIMPLESMENTE APENAS UM INEXPRESSIVO PENSADOR ESPÍRITA QUE APRECIA DIVULGAR IDÉIAS COM BASE NAS FONTES DOUTRINÁRIAS CONSAGRADAS.
    SÓ SUBSTITUIRIA UMA FONTE QUE DÁ BASE PARA MEUS ARRAZOADOS SE FOR APRESENTADO FONTE MAIS ROBUSTAS (O QUE CREIO SER MUITO DIFÍCIL OCORRER) MAS…..IDEIAS SÃO IDEIAS E NELAS TODOS CRESCEMOS OU ESTACAMOS NAS ESTRADAS DA VIDA.
    OBRIGADO PELOS COMENTÁRIOS,.
    LEMBRO A TODOS QUE ESTE ESPAÇO É LIVRE PARA COMENTÁRIOS DESDE QUE SEJAM PRESERVADOS A URBANIDADE.
    SEGE UM BELO AXIOMA VOLTAIRIANO: “POSSO DISCORDAR DE TUDO QUE ME DIZEIS MAS DEFENDEREI ATÉ A MORTE O VOSSO DIREITO DE DIZÊ-LO”.

    ABRAÇÃO
    JORGE HESSEN

  10. Jairo diz:

    A questão política partidária é uma verdadeira tormenta em qualquer ambiente. E no meio espiritista não é diferente. Sobretudo, porque as paixões ainda falam alto no “peito”.
    As pessoas encontram razões das mais estapafúrdias para justificarem os seus interesses.
    Concordo contigo e defendo postura semelhante.
    Agradecido.

  11. Domingos Cocco diz:

    Tenho acompanhado a trajetória doutrinária do ilustre companheiro, em especial com relação a
    elitismo que envolve os ambientes Espíirta, ( econômico, comércio, etc). Quando ao artigo em voga, registro o meu apoio. Abraço
    Domingos Cocco

  12. Irmãos W diz:

    Olá

    Caro amigo…

    Bem lembrado….

    As pessoas já estão cansadas de serem manipuladas…

    Em nome de Deus!!!

    Como se observa atualmente em grupos religiosos que usam as pessoas como curral político…

    Querem sim a Doutrina Espírita como libertadora da alma….

    E kardec vem lembrar conforme escreveu Jorge Hessen…

    O primeiro capítulo do Estatuto da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas estabelece a seguinte PROIBIÇÃO (isso mesmo, PROIBIÇÃO!): “AS QUESTÕES POLÍTICAS, DE CONTROVÉRSIA RELIGIOSA E DE ECONOMIA SOCIAL NELA [S.P.E.E.] SÃO INTERDITAS”.

    E isto ai amigos!!!

    Fiquem com Deus

    Irmãos W
    http://www.autoresespiritasclassicos.com

  13. Jorge Hessen diz:

    Comentário de Helaine Jamel Edim Laender 9 horas atrás

    Excelente artigo.Obrigada e que do Alto jorrem bênçãos de luz sobre você!

    Comentário de reginaceli salvador 18 horas atrás

    Exposição valiosíssima para compreender o papel do espirita e seu posicionamento para exercer a politica. parabéns Muitas bençãos para voce.

    Comentário de Emilio Carlos Leao Veloso 18 horas atrás

    As ideias bateram verdadeiramente com um texto que coloquei e que esta esperando liberação do moderador, abordei exatamente este tema, até parece que foi escrito pela mesma pessoa, a conclusão é:

    Todo espirita tem o DIREITO à pratica política, porém, todo espirita TEM O DEVER de abrir mão do uso da doutrina para exercer a política.

    Comentário de Edson Roberto Naccaratto ontem

    Concordo plenamente com a exposição de nosso irmão o senhor Jorge Luiz Hessen.

    Achei lúcido e coerente o posicionamento, pois infelizmente há quem tenha esteja com o gosto moral bastante deturpado e não compreenda bem como se posicionar nos tempos em que vivemos, às portas de nova eleição, onde não faltam oportunistas querendo subir às tribunas espíritas para utiliza-las como palanque eleitoral.

    Muito obrigado, prezado irmão, por compartilhar conosco seu pensamento lúcido e pautado nas diretrizes da doutrina.

    Muita paz a todos.

    Comentário de Alonso Bezerra Lima ontem

    Sou (ou fui, nunca me desincompatibilizei) filiado a um partido que dava esperanças de tempos novos na política. Toda vez que alguém fugia daquela cartilha era expulso. Isso me fazia acreditar que esse seria o partido das mudanças; o partido que de fato mudaria a maneira de se fazer política.

    Gastei sola de sapato, combustível, tempo e tudo mais que se possa imaginar. Consegui eleger meu primeiro candidato e com pouco tempo de gestão ele mudou de partido. Não desisti continuei até consegui eleger muitos deles dos proporcionais aos majoritários. As mudanças partidárias e comportamentais continuaram e o meu trabalho voluntário sendo jogado na lata do lixo. Me desculpem a expressão meia pesada, eu penso assim não com revolta mas é que a maioria dos políticos sejam de que partido for, que se apresentam nesse mundo que necessita urgentemente de reformas morais, são uns verdadeiros lixos humanos!… Eles desrespeitam suas próprias oratórias e ideologias partidárias, essa gente pra mim são assassinos de seus próprios partidos que são uma infinidade em número mas no real não existe nenhum.

    Quero parabenizar o Jorge Hessen que deu uma aula aos espíritas menos avisados (dos quais não me excluo)… Levar ao Centro Espírita as opções partidárias do nosso tempo, é levar lixo lá pra dentro da mesma. Quem sabe num futuro que me parece distante, possa se fazer… Agora, não.

    Comentário de Josue Oliveira ontem

    jorge hessana ideulogia pARTIDARIA DE PRINCIPIO SIM ME DEU VONTADE DE RIR FOI LENDO I NA VERDADE TEREMOS MESMO DE SERMOS APARTIDARIOS SIM PORQUE JESUS OLHAVA PELOS ESPIRITOS COM TODO AMOR I CARINHO HOJE ABESTENHAM-SE DESSA IDEULOGIA I PROCUREM FAZER AUS OUTROS O QUE GOSTARIAMOS QUE NOS FIZEM A NOS POLITICA PARA A NOSSA FILOSOFIA NAO DA NAO MUITA PAZ I LUZZ MUITO OBRIGADO VAMOS AGARRAR ESTA POLITICA QUE NOS CONDUZ ESSE NOME QUE E JESUSSSSS AGORA I SEMPRE

  14. Muito interessante a abordagem do confrade.
    Realmente a participação político-partidária cercada de paixões como temos percebido nos últimos anos, tanto no Brasil quanto em outros países do mundo, nos dificultaria a vivência dos postulados espíritas, nos exporia a dificuldades que podemos e, principalmente, devemos evitar.
    Evitemos, porém, a omissão ideológica e não furtemos a buscar nos candidatos que se apresentam (espíritas ou não) valores com os quais nossa trajetória pessoal/espiritual coaduna.
    Luz & Paz. Vou compartilhar o texto no meu blog, caso fira algum preceito dos Irmãos comuniquem-se comigo e retiro.
    Fraternalmente,
    Emerson Santos

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