O espírita não pode ser “miragaia de presépio”

Jan 20th, 2018 | By | Category: Artigos

00000000000002Será que Kardec algum dia imaginou que no futuro no Brasil surgiria um padrão de divulgação do espiritismo tão estranho e extravagante? Aqui os palestrantes vão se tornando cada vez mais santificados e adorados pela liturgia mística de ingênuos seguidores “espiritas”.

Tais idólatras espargem ares de ingenuidade e vão abarrotando os indigentes e onerosos congressos espíritas, realizados não por acaso nos amplos centros de convenções, a fim de que haja superávit financeiro tendo em vista a mantença do poder da liderança do movimento espírita tupiniquim.

O tema é recorrente. Empregamos aqui algumas expressões agudas, sabemos disso, porém a postura crítica é fundamental para o desenvolvimento da racionalidade espírita em sua difusão. Sabemos que jamais se aprenderá espiritismo por catequese como ocorre nas religiões tradicionais, nem mesmo por meio de espaçosos cursos (com o uso de apostilas intuído pela FEB) e palestras repetitivas onde o público “ouve” ou “escuta” passivamente.

Espiritismo se aprende pelo método ativo, através do amplo diálogo em que os diversos debates doutrinários, psicológicos, morais, científicos, sociais são discutidos e confrontados com as hipóteses propostas pelos espíritos nas obras de Allan Kardec. Aliás, um congresso espírita, para ser produtivo deveria ter este desígnio.

Basta de idolatrias! O espírita não deve agir qual “vaquinha de presépio”, aceitando “verdades” individuais elencadas por endeusados oradores, pois cada espírita precisa descobrir-se, conhecer a si mesmo e buscar estudar os conceitos que lhe chegam para depois compará-los com os princípios dos Espíritos.

Essa deve ser a postura zelosa do espírita prudente e racional, que busca compreender, para só depois aceitar, se assim o almejar (ou não) as “verdadesempacotadas pelos livros e compactadas pelos bramidos dos ilustres palestrantes.

Jorge Hessen

Jorgehessen@gmail.com

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3 Comments to “O espírita não pode ser “miragaia de presépio””

  1. Nazil Canarim Junior diz:

    Caríssimo Hessen!
    Leitor assíduo dos seus trabalhos, cujo conteúdo procuro, sempre, dar a conhecer aos que comigo convivem, sinto-me no dever moral de registrar, não apenas verbalmente, mas por aqui, também, a clareza do raciocínio acima exposto.
    Citando-o, destaco “Espiritismo se aprende pelo método ativo, através do amplo diálogo em que os diversos debates doutrinários, psicológicos, morais, científicos, sociais são discutidos e confrontados com as hipóteses propostas pelos espíritos nas obras de Allan Kardec”. Belíssima síntese!
    Abraço

  2. Giovanna Melo diz:

    Como sempre, muito bom e lúcido texto. Devemos usar sempre do livre raciocínio que a Doutrina Espírita nos recomenda..
    Adorei o artigo e concordo plenamente.

  3. Irmãos W diz:

    Olá
    Caros amigos

    Para mim… O modelo… De divulgação espírita.. Deveria ser o do Nosso Querido Chico Xavier… E que levou o Espiritismo ao ápice… Não deste formato suntuoso de agora… De palestrantes que são divinizados…. E Congressos Espíritas vultuosos… Que nada acrescenta ao Espiritismo..Muito pelo contrário.. Prejudica o Espiritismo…

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