PACTO ÁUREO?

Jan 12th, 2016 | By | Category: Artigos, Destaques

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Por que pretexto realizamos esta pesquisa?

Em verdade, recentemente fomos convidados escrever um texto e proferir palestra no centro dirigido por um amigo cujo tema proposto era “Os 66 anos do pacto áureo”. Admitimos que jamais tinha abeirado tal tema, nem para historiar, nem para interpretar. Acolhemos a solicitação e debruçamos nas diversas fontes disponíveis (orais, livros, jornais, revistas, vídeos etc.).

Entendemos ser importante informar, antes de expor qualquer juízo sobre o tema, que por longos anos exercemos as funções no cargo de assessor especial dos presidentes das federações espíritas de Mato Grosso e Distrito Federal, portanto, temos experiência e distinguimos relativamente bem algumas propostas de programação visando a organização do movimento espírita sob o ponto de vista da “unificação” do movimento e da “união” dos espiritas. Durante a escavação dos dados históricos,  procuramos avaliar  as minudências dos estatutos da FEB, a estrutura administrativa da direção, as ideologias individuais  de uns e outros administradores e diretores (antigos e atuais).

Conseguimos entrevistar o ex-presidente Antônio César Perri (vide entrevista na íntegra através do link http://aluznamente.com.br/luz-na-mente-entrevistou-cesar-perri-presidente-da-feb/ ). Ante as suas respostas e fraternal acolhimento ficamos entusiasmados, mormente  com a lucidez e consciência gerencial sobre a dinâmica federativa. César demonstrou nas respostas muita consciência, afetuosa paciência e insólita sapiência. Sim, o presidente da FEB demonstrou ótima retórica nas elocuções doutrinárias, competência de síntese nas explicações fornecidas aos questionários , sobretudo sobre o tema “Roustaing”.

Através da imprensa espírita fomos acompanhando a gestão do César na presidência da  “casa mãe” até o dia das novas eleições para a presidência.  Conversando com um ou outro da “casa mãe” deparamos que por motivos banais os diferentes membros do “conselho superior” febiano  foram previamente, segundo entendemos, contaminados de  subsídios negativos sobre o procedimento administrativo e a personalidade do presidente. Escutamos aqui e acolá alguns títulos atribuídos ao César , tipo: “arrogante”, “vaidoso”, “prepotente” e paradoxalmente quase todos disseram-me que o presidente era um excelente administrador. Resultado: foi  deliberada de maneira “fraternal e democrática” pela não reeleição do César Perri. Da disputa pelo cargo foi eleito para assumir a presidência  o roustanista Jorge Godinho, um desconhecido do Conselho Federativo Nacional.

Na oportunidade também entrevistamos o presidente recém eleito (vide entrevista na íntegra no link http://aluznamente.com.br/entrevista-do-recem-eleito-presidente-da-feb-na-integra/ ) e percebemos nas respostas “digitadas” a mim enviadas (via e-mail)  que o presidente designado era recruta nas questões federativas,  portanto sem maiores experiências para arrostar o compromisso federativo da autoproclamada “casa-mãe”.

Por causa das respostas enviadas a mim (via e-mail) , procedidas do presidente eleito e sabendo que na sede da FEB (em Brasília) há claras divisões e conflitos entre os eternos “donos da basílica”, os “autocráticos” e perenes diretores roustanistas  versus trabalhadores e frequentadores contrários à imposição das reuniões públicas das tradicionais terças feiras consagradas ao “estudo” (lavagem cerebral ?) dos quatro evangelhos do bordelense incauto. Ante esse panorama tão “fraternista” deliberamos catalogar os subsídios históricos sobre a trajetória do Espiritismo no Brasil. Na pesquisa esbarramos com inusitados fatos relacionados à autoproclamada “casa mãe” do “Espiritismo” e a cereja do bolo foi o episódio que culminou inexplicavelmente no tal “pacto áureo”.

Percorramos a seguir quais foram os caminhos que percorremos e que destino alcançamos.

Os primórdios do “Espiritismo”

De conformidade com as fontes compulsadas, identificamos os primórdios do movimento precursor do Espiritismo no Brasil nas experiências dos partidários do mesmerismo(). Dentre os seus adeptos, encontramos os médicos homeopatas Benoît Jules Mure (francês) e João Vicente Martins (português). Ambos chegaram ao Brasil em 1840. Havia mais apaixonados pela técnica de Mesmer, a exemplo de José Bonifácio de Andrada e Silva (o “Patriarca da Independência”), igualmente adepto à homeopatia, e Mariano José Pereira da Fonseca (Marquês de Maricá), este último publicou um livro de essência “pré-Codificação espírita” , em 1844.

O “Espírito” Humberto de Campos (2) explanou em “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”(*) que Benoît Jules Mure e João Vicente Martins “fariam da medicina homeopática verdadeiro apostolado. Muito antes da codificação espírita já conheciam os transes mediúnicos e o elevado alcance da aplicação do magnetismo espiritual. Introduziram vários serviços de beneficência no Brasil e traziam por lema, dentro da sua maravilhosa intuição, a mesma inscrição divina da bandeira de Ismael – “Deus, Cristo e Caridade”. Aplicavam aos doentes os passes como um ato religioso. Não o faziam por charlatanismo. Samuel Hahnemann recomendava esse processo auxiliar da Homeopatia. Foram os homeopatas que lançaram os passes, não os espíritas. Estes continuaram a tradição.

(*) Com atributos de historiador identificamos em “Brasil coração do mundo pátria do Evangelho” distintas e presumíveis interpolações, isto é, percebemos possíveis “adaptações” a partir da psicografia original, desta forma, identificamos um conjunto controlado de informações impostas ao texto de Humberto de Campos. Há indícios evidentes de inserções descontextualizadas nos capítulos, prejudicando inclusive os fatos históricos propostos pelo autor espiritual.

Dentre algumas interferências externas ao autor, há insofismável evocação da primazia injustificável de uma instituição espírita sobre todas as instituições coirmãs no Brasil. Nada, categoricamente nada, justifica tal hegemonia. O próprio Chico Xavier, que doou de boa-fé para a FEB as suas mais importantes produções psicográficas, mormente na gestão de Guillon Ribeiro,  deliberou  a partir da década de 1960, por livre iniciativa, nunca mais enviar suas psicografias para a “casa mãe”, afastando-se em caráter definitivo  da FEB. Até o ano de 2002 (ano da sua desencarnação) nunca mais o médium mineiro retomou os vínculos com a “cúria candanga”.

Tal circunstância fez-me recordar uma advertência de Emmanuel contido em A Caminho da Luz, capítulo 16, observemos a coincidência histórica: “A igreja de Roma, que antes da criação oficial do Papado considerava-se a eleita de Jesus, ao arvorar-se em detentora das ordenações de Pedro, não perdia ensejos de firmar a sua injustificável primazia junto às suas congêneres de Antioquia, de Alexandria e dos demais grandes centros da época. Herdando os costumes romanos e suas disposições multisseculares, procurou um acordo com as doutrinas consideradas pagãs, pela posteridade, modificando as tradições puramente cristãs, adaptando textos, improvisando novidades injustificáveis e organizando, finalmente, o Catolicismo sobre os escombros da doutrina deturpada. ” (Grifei)

Nas sondagens históricas houve os que me  afiançaram (na Av. L-2 Norte de Brasília) que o Chico jamais advertiu à FEB sobre as possíveis e alegadas  interpolações em “Brasil coração do mundo…”. Desconhecemos maiores detalhamentos dos bastidores desse intercâmbio entre o médium e a FEB. Há inclusive os que atestam a anuência do Chico sobre a inserção de Roustaing em “Brasil Coração do Mundo” citando supostas correspondências entre o Chico e o Wantuil de Freitas, contidas na obra “Testemunhos de Chico Xavier”. Todavia, descobrimos que foram repassadas para a autora da obra Suely Caldas Schubert apenas algumas fontes secundárias, fragmentos das cartas datilografadas e intencionalmente  selecionadas e elaboradas pelos roustanistas Zeus Wantuil e Francisco Thiesen.

E mais, forjaram a autenticidade da inserção do Roustaing no livro “bíblia do pacto áureo”, quando diretores da FEB foram ao Chico a fim de que  médium mineiro  “autenticasse” o livro ou a página do capítulo 22 de “Brasil Coração do mundo…” visando corroborar a autenticidade da psicografia original (incinerada pela FEB), porém Chico “autenticou” a possível  interpolação apenas com a “robusta” confirmação: “Com um abraço do servidor menor Chico Xavier”.

Tornemos aos primórdios do movimento espírita. Foi no Rio de Janeiro que se formaram os precursores do movimento espírita brasileiro, mormente pelo grupo fundado pelo médico e historiador Alexandre José de Mello Moraes, cujos integrantes eram Pedro de Araújo Lima (Marquês de Olinda), Bernardo José da Gama (Visconde de Goiana), José Cesário de Miranda Ribeiro (Visconde de Uberaba) e outros destacados personagens do Segundo Reinado. Há fontes que remontam ao ano de 1845, quando no distrito de Mata de São João, Província da Bahia, foram registradas as primeiras manifestações do “além-túmulo”.

Destaque-se que alguns fenômenos das mesas girantes que ocorriam especialmente nos Estados Unidos da América e na Europa foram noticiados pela primeira vez no Brasil entre 1853 e 1854 no Jornal do Commércio, Rio de Janeiro, no Diário de Pernambuco, Recife, e em O Cearense, em Fortaleza. Porém, somente a partir de “1860 que encontramos as primeiras publicações espiritistas.”.3

Na capital do Brasil, as primitivas sessões espíritas foram realizadas na década de 1860, por franceses, muitos deles exilados políticos do regime de Napoleão III de França.4 Desses precursores, mencionamos o jornalista Adolphe Hubert, editor do periódico “Courrier do Brésil”, o professor Casimir Lieutaud5, e a médium psicógrafa, Madame Perret Collard6. O primeiro periódico com trechos traduzidos das obras de Allan Kardec foi “A Verdadeira Medicina Física e Espiritual associada a Cirurgia”, um jornal científico sobre as ciências ocultas e especialmente de propaganda magnetotherapia, publicado de janeiro a abril de 1861 por Eduardo Monteggia.7

Em 1865 (mesmo ano do lançamento da obra “O Céu e o Inferno”), Luiz Olímpio Teles de Menezes (um amigo e distribuidor das obras de J.B. Roustaing , no Brasil) criou em Salvador o “Grupo Familiar de Espiritismo” (considerada a primeira instituição espírita brasileira). Em 1866, Teles de Menezes publicou o opúsculo “O Espiritismo – Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita”, contendo páginas extraídas e traduzidas de O Livro dos Espíritos. No mesmo ano, na cidade de São Paulo, a Tipografia Literária publicou “O Espiritismo reduzido à sua mais simples expressão”, de Allan Kardec (sem indicação de tradutor).

Em julho de 1869 (ano da desencarnação do Codificador), Luís Olímpio publicou o primeiro jornal espírita do Brasil – O “Eco do Além-Túmulo”. O “Eco” contava com 56 páginas e chegou a circular em Londres, Madri, Nova Iorque, Paris. Em novembro de 1873 foi fundada em Salvador a Associação Espírita Brasileira (extensão do “Grupo Familiar do Espiritismo”) e, no ano seguinte (1874), alguns membros dessa Associação fundaram o “Grupo Santa Teresa de Jesus”.

Torteroli , um italiano líder dos “científicos” no Brasil

Um dos divulgadores da Doutrina dos Espíritos no século XIX foi Afonso Angeli Torteroli, fundador do “Centro da União Espírita do Brasil”, instituição que tinha a intenção de coordenar o movimento espírita brasileiro. Para esse objetivo (união e unificação) Torteroli organizou em 1881, no Rio de Janeiro, o 1º Congresso Espírita Brasileiro. Sob sua influência e liderança, “ocorreu certa oposição ao trabalho da edificação evangélica [roustanista] no Brasil.”8 Torteroli, então líder dos “científicos” (anti-roustanista), investiu contra Bezerra de Menezes  tido como “místico” (neo-roustanista), e sob a liderança do genovês9 ocorreram discordâncias.

No século passado costumava-se denominar os espíritas que compartilhavam do aspecto científico (anti-roustaing) do Espiritismo de “científicos”. Os que encaravam o Espiritismo como religião ( roustanistas) eram denominados “místicos”. Chegou-se mesmo a denominar espíritas apenas os que aceitavam O Livro dos Espíritos como expressão da Doutrina Espírita, e Kardecistas os que se dedicavam com mais afinco ao estudo das demais obras escritas por Allan Kardec. Essas ramificações não mais existem, pois atualmente emprega-se o vocábulo espírita para identificar os que aceitam o Espiritismo ou Doutrina Espírita como um todo, em seu tríplice aspecto de ciência, religião e filosofia.

Após a desencarnação de Torteroli, este se manifestou pela mediunidade de Chico Xavier, expressando algum pesar pelas dissenções ocorridas por invigilância de todos [“místicos” roustanistas e “científicos”]. A carta foi psicografada no dia 4 de abril de 1950. Nela o italiano reconhece ter entendido o Espiritismo como ciência e filosofia10 [por causa das alucinações de “Os Quatro Evangelhos”]. Sobre isso, os simpatizantes do “academista” afirmam que a carta psicografada contém conteúdo anímico do médium de Uberaba. Para tais, a posição doutrinária assumida por Torteroli (estritamente “científica” e “filosófica”, portanto antiroustaing) não prejudicou sua militância espírita, tanto no que diz respeito à divulgação da obra de Allan Kardec quanto à prática do assistencialismo.

Grupo Confúcio

Reza as tradições do movimento espírita brasileiro que os “Benfeitores” supostamente “sugeriram aos espiritistas brasileiros a necessidade de criar, no Rio de janeiro, um núcleo central das atividades, que ficasse como o órgão orientador [federação] de todos os movimentos da doutrina no Brasil”.11 Tal instituição pioneira foi a Sociedade de Estudos Espiríticos – Grupo Confúcio, em 1873. Aliás, “Confúcio” aqui não era uma homenagem ao grande filósofo chinês, mas a um Espírito que comparecia há algum tempo nos trabalhos particulares do Dr. Sequeira Dias, sugerindo alguns princípios de moral. Conforme previsto nos estatutos do Grupo, devia seguir os princípios e as formalidades expostos em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns. A divisa da sociedade era: “Sem caridade não há salvação”. Suas atividades incluíam ainda o receituário gratuito de homeopatia e a aplicação de passes aos necessitados.

Entre os feitos do “Confúcio” providenciou-se a tradução das obras básicas de Kardec para a língua portuguesa, realizada por Fortúnio (pseudônimo do médico Joaquim Carlos Travassos); o lançamento da “Revista Espírita”12, organizada e dirigida por Antônio da Silva Neto, constituindo o segundo periódico espírita do Brasil e o primeiro do Rio de Janeiro. Na Revista Espírita foram publicados artigos doutrinários e de refutação aos oponentes da Doutrina, duramente atacada pelo “Jornal do Comércio”, nos anos de 1874/5, que tachava o Espiritismo de “epidemia mais perigosa que a febre amarela”, “verdadeira fábrica de doidos”13. Ao “Confúcio” deve o Espiritismo brasileiro os serviços de tradução das obras de Kardec e assistência gratuita homeopática.

Ainda sob o guante da tradição o “Grupo Confúcio” tornou-se o embrião da autoproclamada “casa-mãe” dos espíritas no Brasil, “constituindo [supostamente] a base da obra “tangível” do suposto “espírito” “Ismael” (nome criado animicamente e alcunhado pelo “médium” Frederico Junior), na terra brasileira”14. No grupo participavam, entre outros roustanistas”, Bittencourt Sampaio, Joaquim Carlos Travassos, Francisco de Siqueira Dias Sobrinho, Antônio da Silva Neto, Casemiro Lieutaud. Todos lutaram contra a opinião anti-roustanista, contra o insulto, sobretudo, contra as ondas de dissensões”.15

Diversos grupelhos espíritas

Ao “Grupo Confúcio” seguiu-se a Sociedade de Estudos Espíritas “Deus, Cristo e Caridade”, criado em 1876.16 “Sob a direção de Bittencourt Sampaio, que juntamente com Bezerra de Menezes17, tivera a sua tarefa previamente determinada no Alto. A ele se reuniu outro  roustanista, Antônio Luiz Sayão, em 1878, para a imposição do livro de Roustaing nas terras do Cruzeiro. Foram reorganizadas as energias existentes, para fundarem em 1880 a “Sociedade Espírita Fraternidade”, com a qual se carregava o lema do estandarte do emissário do Divino Mestre”.18 Nesse contexto (1880), Antônio Luís Sayão fundou, com os  roustanistas Frederico Pereira Júnior, João Gonçalves do Nascimento, Francisco Leite de Bittencourt Sampaio e outros, o chamado “Grupo dos Humildes”, popularmente conhecido como “Grupo do Sayão”, e posteriormente a confraria veio a chamar-se “Grupo Ismael”. A ele juntou-se Bezerra de Menezes, Frederico Júnior, Domingos Filgueiras, Pedro Richard e outros.

Naquela época, era uma verdadeira epidemia a criação de grupelhos espíritas. O confrade Pedro Richard descreveu que “no século XIX os espíritas, ou por discordância de ideias, ou por criminosa pretensão, criaram considerável número de grupos [facções], cujos membros, em sua maioria, desconheciam os preceitos mais rudimentares da Doutrina. Qualquer espírita formava um grupo, só para satisfazer a vaidade de dar-lhe por título um nome que ele venerava. De grupos produtivos apenas se contavam alguns, em número por demais reduzido.”.19

Federação espírita brasileira

Em 1883, Augusto Elias da Silva, fotógrafo português radicado no Brasil, lança, com seus próprios recursos financeiros, o informativo “Reformador”. No ano início do ano  subsequente, em reunião em que participaram Francisco Raimundo Ewerton Quadros, Manoel Fernandes Filgueiras, João Francisco da Silveira Pinto, Maria Balbina da Conceição Batista, Matilde Elias da Silva, Luis Móllica, Elvira P. Móllica, José Agostinho Marques Porto, Francisco Antônio Xavier Pinheiro, Manoel Estêvão de Amorim e Quádrio Léo, foi proposta a criação da Federação Espírita Brasileira. A partir desse projeto, “as divergências tenderam a diminuir , para que a fleuma voltasse a todos os centros de experimentação e de estudo.”20

A primeira diretoria da FEB foi composta por Ewerton Quadros (presidente), Domingos Filgueiras (vice-presidente), Silveira Pinto (secretário), Augusto Elias da Silva (tesoureiro), e Xavier Pinheiro (arquivista). Em 1895, Bezerra de Menezes assumiu a presidência e imprimiu à Instituição a orientação doutrinário-evangélica (lamentavelmente com ênfase nos quatros evangelhos). O “Grupo Ismael” acompanhou Bezerra, apoiando-o na direção da federação e integrando-se a ela. Paulatinamente, todos os grupos afinados com a filiação ideológica roustanista foram-se reunindo em torno da FEB.

Recordemos os nomes dos presidentes da FEB

À guisa de ilustração, registramos aqui na sequência os nomes dos presidentes da FEB (após Ewerton Quadros e Bezerra de Menezes) são eles: Dias da Cruz, Leopoldo Cirne (apresentou o trabalho “Bases de Organização Espírita em 1904”, estimulou a fundação de Federações Estaduais e em 1913 inaugurou a sede Histórica no Rio de Janeiro, na Av. Passos)21, Aristides Spínola, Manuel Quintão, Guillon Ribeiro, Luiz Barreto, Paim Pamplona, Antônio Wantuil de Freitas ( permaneceu 27 anos no cargo, formalizou o “pacto áureo”22, instalou o Conselho Federativo Nacional da FEB. Durante sua gestão foi efetivada a “Caravana da Fraternidade”), Armando de Assis (criou os Conselhos Zonais do CFN e inaugurou as dependências da FEB em Brasília), Francisco Thiesen (transferiu o Conselho Federativo Nacional e a sede da FEB para Brasília, transformou os Conselhos Zonais em Comissões Regionais),  Juvanir Borges de Souza, Nestor Mazotti e Cesar Perri, Jorge Godinho.

A arrumação de um “pacto”

No início do século XX surgiram vários líderes do Espiritismo, entre eles: Batuíra, Cairbar Schutel e Eurípedes Barsanulfo. No meado de século, Deolindo Amorim fundou o Instituto de Cultura Espírita do Brasil (ICEB) e atuou na Liga Espírita do Brasil (patrocinadora do II Congresso da CEPA), realizado no Rio, em 1949. Na década de 1940 o movimento espírita paulista começou a se organizar através de congressos e concentrações de mocidades espíritas. Leopoldo Machado foi um dos grandes incentivadores das mocidades espíritas. Toda essa movimentação doutrinária culminou com a criação, em 1947, da União Social Espírita (atual USE).23

As três primeiras décadas do século XX foram caracterizadas por abertas batalhas no âmbito do movimento espírita brasileiro  em busca de sua organização e ambição pela hegemonia do mesmo. Destacamos como grande exemplo das lutas deste período, os embates entre a FEB e a “Liga Espírita do Brasil” , fundada em 31 de março de 1926, durante o Primeiro Congresso Constituinte Espírita Nacional, realizado na cidade do Rio de Janeiro. Posteriormente denominada: Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro. Ambas instituições (FEB e a LIGA) com o desígnio de unificar o movimento espírita no território nacional. A FEB tinha mais instituições adesas e avançou mais nesse escopo.

O ponto instigante do processo unificacionista ocorreu na década de 1940,  caracterizado pelo crescimento em importância e influência por parte das federações dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Todas convocaram encontros e congressos buscando a unificação do movimento tanto a nível estadual como em domínio nacional. Com a consolidação da União Social Espírita, em São Paulo, a nova federativa convocou em 1948 o Congresso Brasileiro de Unificação Espírita, realizado de 31 de outubro a 5 de novembro, com a participação de 16 Estados, por conseguinte, 1 ano antes do “pacto áureo”. Portanto a consolidação do “pacto áureo” foi antecedida por vários eventos, a saber:  fundação da Liga Espírita (1926), fundação da USE (1947), Congresso Espírita Brasileiro de Unificação (1948), I Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil (1948) e o II Congresso da CEPA (1949).

Decorridos várias décadas do adventicíssimo “pacto áureo”, ainda hoje se ouvem vozes coerentemente discordantes, motivo pelo qual retrocedemos ao evento histórico , a fim de identificarmos o ideal que animou aqueles espíritas na busca da “unidade doutrinária”. E para descrever o “Pacto”, não há como esquivar de citar o episódio ocorrido no início de outubro de 1949. Realizava-se no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, o II Congresso Espírita Pan-americano – à revelia da Federação Espírita Brasileira. Participavam desse conclave vários confrades que no congresso da USE defenderam a proposta de fundar-se a Confederação Espírita Brasileira. Pois esses mesmos confrades, após uma reunião no Hotel Serrador com Carlos Jordão da Silva, dirigiram-se à Federação Espírita Brasileira – sem nada revelar aos demais companheiros que se encontravam no Congresso Pan-americano (com o objetivo de terem uma conversa sigilosa com Wantuil de Freitas). Lins de Vasconcelos fora incumbido de promover o encontro. Leopoldo Machado, que estava, casualmente, na porta da livraria da FEB, acompanhou-os displicentemente. Eram três horas da tarde (isso mesmo! 15 horas) do dia cinco de outubro de 1949.

Participavam desse evento alguns confrades que no congresso da USE defenderam a proposta da criação de uma “Confederação Espírita Brasileira”, pois se avaliava no contexto que as articulações doutrinárias da FEB nada mais eram do que de um Centrão-Laboratório, e não uma federativa aglutinadora. A propósito, sobre isso, a Federação Espírita do Rio Grande do Sul , a qual teve sustada sua adesão à FEB por aderir ao congresso espírita de São Paulo e apresentar uma tese propondo a criação da Confederação Espírita Brasileira capaz de ordenar e coordenar com eficiência os trabalhos de unificação do movimento doutrinário .

Quanto à FEB, na proposta gaúcha, restringiria sua ação apenas ao Rio de Janeiro. A ideia era vigente porque nesse mesmo congresso a União Espírita Mineira propusera a criação de uma Confederação Nacional do Espiritismo e a tese da USE apoiava a proposta da Federação Espírita do Rio Grande do Sul – proposta que não saiu do papel, morreu com o congresso, mas como a mitológica Fênix poderia ressuscitar de suas próprias cinzas. Tenho a convicção que um dia isso vai ocorrer, seja mais cedo ou mais tarde. Confesso que alimento um sonho de ver a criação de uma legítima COMISSÃO CENTRAL (alvitrada por Kardec) que fique bem afastada do atual e suntuoso centrão espírita localizado na Av. L-2 Norte.

A “Grande Conferência Espírita” imposta por Wantuil de Freitas foi muito embaraçosa e grotesca! O titular da FEB “ouviu” os confrades, um por um. Depois foi contundente ao tirar do bolso e infligir uma surrada agenda “áurica”, propondo um novo Conselho Federativo “Nacional”. Tal entidade (CFN), além de umbilicalmente ficar vinculado à Federação Espírita Brasileira, seria presidido pelo próprio “proprietário” da FEB. E mais, cada federação estadual deveria apresentar uma lista tríplice com o nome de candidatos para que  Wantuil de Freitas escolhesse um para representá-la no CFN. A Liga Espírita do Brasil deixaria de ser federativa nacional e sua atuação não ultrapassaria os limites do Estado do Rio de Janeiro e a sigla deveria sofrer alteração.

O patético da situação é que nenhum dos itens expostos por Wantuil de Freitas foi contestado pelos pactuantes que subscreveram a leonina ata da “Grande conferência espírita do Rio de Janeiro”: Wantuil de Freitas (FEB); Lins de Vasconcelos (Liga); Vinícius e Carlos Jordão da Silva (USE); Bady Cury e Noraldino de Melo Castro (União Espírita Mineira); João Ghignone e Francisco Raitani (Federação Espírita do Paraná); Oswaldo Melo (Federação Espírita Catarinense); e os confrades da Federação Espírita do Rio Grande do Sul: Felisberto Peixoto, Jardelino Ramos e os autores da tese propondo a fundação da confederação: Roberto Pedro Michelena, Marcílio Cardoso de Oliveira e Francisco Spinelli.

A proposta dessa agenda pré-elaborada com anuência sem maior amadurecimento dos compartes, foi firmada a 5 de outubro de 1949,24 e posteriormente Artur Lins de Vasconcelos Lopes (vice-presidente da Liga) batizou com o aparatoso título de “pacto áureo”.

Um livro, uma tática, uma paródia  histórica

O zurzido “Pacto não DISCUTIDO” foi uma agenda com dezoito itens, sendo que no primeiro constava: “Cabe aos espíritas do Brasil colocarem em prática a exposição contida no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”. Aqui abrimos um parêntese por entendermos que neste dispositivo houve uma proposição passível de consequência indesejável, considerando o foco da unidade entre os espíritas. Ora, o mais razoável seria constar no primeiro item que os espíritas colocassem em prática a exposição contida no Evangelho Segundo o Espiritismo, de maneira a acelerar e consolidar a marcha evolutiva do Evangelho.

Dizem que os pactuantes temiam a CEPA que suprimira o Cristo dos seus cânones ideológicos.  Há os que dizem que  a adoção do livro Coração do Mundo Pátria do Evangelho, pode ter dois pretextos, o primeiro porque um grupo dos que discutiram a questão queria adotar “Os Quatro Evangelhos”, o segundo porque os “partidários” da CEPA (Confederação Espírita Pan-Americana )  não aceitavam e nem aceitam o Evangelho Segundo O Espiritismo, nesse caso ,portanto,  o livro de Humberto de Campos estaria na linha de equilíbrio e colocava o Brasil uma posição central da expansão do Evangelho.

Será mesmo? Foi isso que os levou a assinar sem discussão o pacto do qual  Herculano Pires batizou de “bula papalina”? Ou será que o excesso de misticismo criara sentimento de culpa e os pactuantes passaram a admitir infalibilidade no presidente da FEB? Ou será que a presença autocrática de Wantuil (que foi uma espécie de “único dono” da FEB) teria entorpecido a consciência dos signatários ? Ou será que careciam todos os pactuantes de maior amadurecimento doutrinário? Uma coisa, porém, temos certeza absoluta: se Herculano Pires, Deolindo Amorim, Júlio Abreu Filho tivessem participado da “encantada” reunião febiana de 1949 outro teria sido o rumo das definições doutrinárias para o Brasil.

Pois é! Volvamos aos signatários do Pacto que concluíram sem melhor DEBATE e maturação de que o livro Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho continha dados interessantes e demonstrava qual seria a missão do Espiritismo no Brasil. Porém os pactuantes não se preocuparam com os detalhamentos ufanistas e controversos do livro, talvez aí o “X” da questão.

Não levantamos este ponto para contestar os conteúdo originais da obra (os que não foram alterados por agentes externo ao texto legítimo). Infelizmente é difícil provar fisicamente a interpolação porque a psicografia original foi incinerada pela FEB. Urge ressaltar aqui que amamos a literatura de Humberto de Campos (sem as inserções febianas, é óbvio!), e tem mais, urge apartar bem as coisas, pois a ingênua entronização de Roustaing pelo suposto “autor espiritual” contraria o pensamento de Kardec contido no Cap. XV da obra A Gênese.

Sobre Os Quatro Evangelhos, historicamente chegou ao Brasil muito cedo, (via Luiz Olímpio Telles de Menezes, que era amigo de Roustaing e encerrava um pacto de revenda da obra no Brasil) quase ao mesmo tempo que os livros de Kardec. Os espíritas “místicos” à frente dos quais se achava– Bittencourt Sampaio – tomaram “Os Quatro Evangelhos” como vade-mécum e o levaram à altura de última palavra sobre a doutrina de Jesus.

Considerando que inexistiam maiores quantidade de livros espíritas para serem lidos à época, o livro do advogado de Bordeaux apresentava para os neófitos de Kardec, o mesmo valor doutrinário de “O Livro dos Espíritos”, isto é, ambos atribuíam o que estava escrito a uma revelação ditada. Mas os  roustanistas concebiam ter sobre a obra de Kardec uma “vantagem”, ou seja, todas as explicações de “Os Quatro Evangelhos” eram dadas como advindas supostamente dos próprios “evangelistas”, assistidos pelos “apóstolos”, e estes, a seu turno, assistidos por “Moisés”. Os roustenistas dispensaram as provas, o bom senso, a lógica kardeciana. Contentaram-se com a presunção de boa-fé sob ausência de maior bom senso.

Se fossem mais prudentes perceberiam ,sem muito esforço de raciocínio, que o autor de “Os Quatro Evangelhos” , afirma na sua UNICA obra literária editada pela FEB , no  volume  III , na pág. 65 e 66 que “A  Igreja católica  terá a sua verdadeira significação, pois que ela estará em via de tornar-se universal, como sendo a Igreja do Cristo, o chefe da Igreja católica, dizemos, será um dos principais pilares do edifício. Quando o virdes, cheio de humildade, cingido de uma corda e trazendo na mão o cajado do viajante, podereis dizer: “Começam a despontar os rebentos da figueira; vem próximo o estio“.

Os Quatro Evangelhosque defende a tese da INVOLUÇÃO ou metempsicose (quando menciona um tal de criptógamos carnudos);  defende o PANTEISMO (uma espécie de monismo plotínico e ubaldiano) , Roustaing que afirma a absoluta DESNECESSIDADE DA REENCANAÇÂO, além de defender o caduco e antiquíssimo DECETISMO (a Gnose do Cristo APARENTE). Recordemos que  Kardec jamais admitiu tais miragens (Vide RE 1867, 1868 e 1869 e principalmente A Gênese Cap XV).

O rustanismo conseguiu assim, graças a pouca discussão mais inteligente, ganhar adeptos entre os “místicos”. Se jamais os prepostos, e muito menos o seu líder, afirmaram que na obra de Roustaing estava o verdadeiro sentido da vida e doutrina de Jesus, também omitiram assertiva em contrário. Acreditavam, talvez, se tal fizessem, perderiam o tempo e apagariam a leve chama de uma fé doutrinariamente insipiente, que cumpre alimentar cuidadosamente. A obra de Roustaing concorreu e ainda concorre para dividir os espíritas (pelos menos dentro da própria sede da FEB na Av. L-2 norte de Brasília) e criar dificuldades invencíveis à desejada harmonia de vistas.

Como vemos, foi uma estratégia precipitada do suposto autor espiritual, a nosso ver, citar o emblemático João Batista Roustaing como “organizador” do trabalho da “fé espírita” ao lado de um Léon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico; de Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica e de Camille Flammarion, que abriria a cortina dos mundos. Óbvio que não houve critério mais acurado, segundo cremos. E afirmamos isso de forma pacífica e bem à vontade, pois Humberto de Campos é o responsável espiritual do grupo mediúnico que dirigimos há muitos anos no Posto de Assistência Espírita (Vide) o link http://paespirita.blogspot.com.br/2016/01/roustaing-sob-otica-de-jose-passini.html

A questão é que o suposto “Humberto de Campos” evoca “as tradições do mundo espiritual”, conforme o próprio autor espiritual assevera na Introdução do livro “Brasil, coração do mundo…”. Obviamente esse argumento de “tradições de além” não esclarece, e sequer abona, as ingerências da obra. E isso fica claro se compararmos o livro “Brasil, coração.do mundo…” com “Crônicas de Além-Túmulo” e “Boa Nova” de autoria do mesmo Espírito, nos quais Humberto de Campos utiliza de algumas informações obtidas das chamadas “tradições do mundo espiritual”, mas sem cometer os vários lapsos presentes em “Brasil, Coração do Mundo…”. A propósito da obra “Crônicas de Além-Túmulo” no capítulo 21 intitulado “O Grande Missionário” , publicado antes de “Brasil, coração.do mundo…”, são citados como colaboradores de Allan Kardec somente os missionários Camille Flammarion, Léon Denis e Gabriel Delanne, sem nenhuma menção a Roustaing. Isso indica desconfiada interpolação ingênua na obra “Brasil Coração do Mundo…”

Mauro Quintella , um amigo de longa data, em “BREVE HISTÓRIA DA UNIFICAÇÃO – DE TORTEROLI A THIESEN”, afirma que logo pós o pacto áureo, dois periódicos assumiram posições contrárias ao evento: “O Poder” e “Almenara”. O primeiro fundado em Belo Horizonte por Arlindo Correia da Silva, no ano de 1947. Arlindo Silva foi um dos primeiros a criticar o Pacto, através de uma série de artigos contra o novo plano federativo em 1952, ficando conhecido no meio espírita, por ser o responsável pelo trocadilho “Pato Áureo” utilizado até os dias de hoje quando se quer subestimar o inusitado acordo. O Almenara foi fundado no Rio de Janeiro, em 1952, por Antônio Pereira Guedes e possuía uma linha editorial ainda mais combativa em relação ao pacto. Por cerca de oito anos, esse jornal advertiu continuamente contra a FEB, o CFN e a adoção da obra de Roustaing.

Duas entrevistas, dois presidentes, dois comentários desiguais

Há alguns anos entrevistamos o circunspecto  Cesar Perri, ex-presidente da FEB, e indagamos se diante da clara divisão que existe no Movimento Espírita, algumas vezes manifestada em posturas radicais, como a FEB deveria conduzir clara e publicamente o tema Roustaing. Que iniciativas faltavam para apaziguar ânimos? Perri respondeu o seguinte: “Nós já vivemos momentos bastante delicados no Movimento Espírita, que eu acompanhei muito de perto. Sobrevieram momentos muito complicados em algumas gestões. Houve nessa interconexão um momento em que o presidente Thiesen decidiu junto com o CFN que a base dos trabalhos federativos é a obra de Allan Kardec, e isso tem sido seguido até hoje. Nessas condições, fica muito claro que o CFN em termos de movimento nacional trabalha com a obra de Allan Kardec. Respeitamos perfeitamente e convivemos com pessoas que gostam e estudam a obra de Roustaing, mas não usamos isso como ponto de atrito ou desunião; procuramos buscar hoje o ponto de convergência, e esse eixo de estabilização do Movimento Espírita é a obra de Kardec. As obras de Roustaing, embora continuem sendo republicadas, e ainda constem do catálogo da FEB, não há mais sua divulgação, por exemplo, nas páginas da Revista Reformador, e essa foi uma decisão adotada em gestões anteriores, mas respeitamos aqueles que pensam ou que adotam as obras de Roustaing.25

Perguntamos ao atual presidente da FEB, o roustanista Jorge Godinho, se o “pacto áureo” ainda pode ser avaliado como o grande marco da Unificação. Godinho respondeu que o pacto áureo é a expressão mais lúcida de entendimento e concórdia entre os espíritas, que podem divergir nas discussões das ideias, mas que não devem fazer da divergência motivo de discórdia, intolerância e incompreensão. O pacto áureo veio compatibilizar a vivência da Doutrina dentro do princípio da liberdade, sem jamais deixar de considerar o amor fraterno, a união e a Unificação. Ele foi e será sempre o grande marco da Unificação que consolidou os esforços iniciais de Bezerra de Menezes.

Em seguida indagamos ao Godinho se o livro inspirador do “Pacto” -“Brasil coração do mundo…” conseguirá “UNIR” o Movimento Espírita Brasileiro ?

Godinho pronunciou que o Livro “Brasil coração do mundo, pátria do evangelho” veio esclarecer as origens remotas da formação da Pátria do Evangelho com informações colhidas nas tradições do mundo espiritual e se destina a explicar a missão do Brasil no mundo moderno. Dessa forma, quando folheamos suas belas páginas e verificamos que o Brasil está destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta e a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e fé raciocinada fica a dedução lógica de que essa tarefa não pode ser uma obra individual ou de personalismos incabíveis, mas daqueles que se propõem a estarem unidos e unificados no Evangelho do Senhor.

Naquele contexto inquirimos ainda se diante da clara divisão que existe dentro da sede da FEB e no Movimento Espírita, muitas vezes manifestada em posturas radicais, como a FEB deve conduzir objetiva e publicamente o tema Roustaing? Que iniciativas faltam para apaziguar ânimos?

Godinho alegou que não devemos esquecer que no Capítulo 22 do Livro “Brasil Coração do mundo pátria do evangelho”, o espírito Humberto de Campos narra que Jesus destacou um dos Seus grandes discípulos, Allan Kardec, para vir à Terra com a tarefa de organizar e compilar ensinamentos que seriam revelados, oferecendo um método de observação a todos os estudiosos do tempo e que o grande missionário, no seu maravilhoso esforço de síntese, contaria com a cooperação de uma plêiade de auxiliares da sua obra, designados particularmente para coadjuvá-lo, nas individualidades de João Batista Roustaing, que organizaria o trabalho da fé; de Léon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico; de Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica e de Camille Flammarion, que abriria a cortina dos mundos, desenhando as maravilhas das paisagens celestes, cooperando assim na codificação kardeciana no Velho Mundo e dilatando-a com os necessários complementos.

Em seguida questionamos ao atual presidente da FEB se as obras de Roustaing permanecerão sendo republicadas? O titular da FEB afirmou que sim e que jamais a FEB deixou de publicá-las, desde a sua primeira edição. Não podemos olvidar que Allan Kardec, dentro da lucidez e do espírito de grandeza que o caracterizam afirmou: proibir a leitura de um livro é dar mostras de que o tememos. A Doutrina Espírita é, por natureza, a doutrina da liberdade, da livre-escolha, nada impõe, nada proíbe. O apóstolo Paulo já recomendava em seu tempo: lede tudo e retende o que for bom.

Tornemos ao tal “pacto áureo”. Na cláusula segunda do “Acordo do Rio de Janeiro”  ficou decidido que a FEB criaria um Conselho Federativo Nacional permanente, com a finalidade de executar, desenvolver e ampliar os planos da sua Organização Federativa. Com efeito, em janeiro do ano seguinte instalou-se o Conselho Federativo Nacional (CFN), congregando os representantes das Federações Espíritas Estaduais signatárias com o objetivo de promover e trabalhar pela “união” dos espíritas e pela “unificação” do Movimento Espírita.26 Em verdade, Com a instalação na FEB do Conselho Federativo Nacional   houve a primeira eclosão dos instintos vaticanistas. O CFN começou a baixar bulas papalinas sobre questões doutrinárias, a conceder licenças para realização de concentrações e congressos e a negar aos jovens o direito de deliberar em seus movimentos, etc.

Caravana da “fraternidade”

Para a tentativa de união dos espíritas , durante a década de 1950, houve um trabalho de convencimento junto às entidades espíritas sobre a importância e as diretrizes da tarefa de organização e unificação do movimento espírita brasileiro. A tarefa coube ser realizada, principalmente, pela chamada “Caravana da Fraternidade”. Em 31 de janeiro de 1950, o grupo “fraternista” (27) partiu do Rio de Janeiro com destino a Salvador, e depois a todas as capitais dos 11 Estados do Nordeste e Norte do país. Dentre os planos da missão estavam as finalidades da maior “aproximação dos espiritistas”, visando o ideal da “unificação social” da Doutrina, da divulgação cultural do Espiritismo na sociedade laica e estímulo às obras de assistência social.

Entretanto, a rigor, o Conselho Federativo Nacional, como vimos alcunhado de “pacto áureo”, que, a bem da verdade , não passou e não passa de um  bucólico e inexpressivo   departamento da Federação Espírita Brasileira, sem maior significância, sem poderes sequer de compor o “conselho superior” da cúria candanga, sem autorização  para eleger o próprio presidente da “casa mãe”. Coisa de brasileiro mesmo! Hoje a burocrática reunião do CFN só serve para as populares palestras distritais do octogenário Divaldo.

Os espíritas estamos unidos?

Dez anos após o irrisório  “Pacto” foram realizados Simpósios Regionais e alguns congressos para endinheirados , na tentativa de “união” e “unificação” do Movimento Espírita Brasileiro. Atualmente o CFN reúne-se ordinariamente uma vez por ano na sede da “basílica” da FEB em Brasília, durante três dias, para tratar de assuntos burocráticos (leituras fadigosas de relatórios de atividades regionais). Como diria Herculano Pires , “o metro que melhor mediu Allan Kardec”, não há como deixar de reconhecer que firmado o pacto com a FEB, as federativas submeteram-se ao Conselho Federativo Nacional e através dele a “casa mãe” começou a baixar bulas papalinas sobre a Doutrina e decretos cardinalícios sobre a organização do M.E.B.

No princípio do processo “unificacionista” houve atritos sérios da FEB com Federações estaduais, contudo o pacto continua em vigor. Um contra-senso evidente. O movimento livre das federativas entregou-se à FEB, retornou ao jugo da carne, segundo expressão do apóstolo Paulo aos hebreus (cristãos judaizantes). As estruturas abalaram e as antigas federativas suicidavam-se num pacto imposto, entregando-se atualmente aos rabinos do templo candango, ou se desejarem, entregando-se aos bispos da cúria brasiliense.

Seguindo o pensamento herculanista urge reconhecer que para o verdadeiro trabalho de unificação espírita é indispensável a luta constante em favor do esclarecimento doutrinário dos próprios espíritas. Não alimentemos ilusões a respeito. Se cuidarmos apenas do aspecto externo da unificação, da reunião pura e simples de organismos menores em torno dos maiores, estaremos sujeitos a cair na arapuca do formalismo e do autoritarismo. Não é finalidade do Espiritismo criar na Terra uma nova igreja ou uma nova “ordem oculta”, com sacerdotes ou graus-de-iniciação. A tarefa do Espírito de Verdade é semear nos corações a semente do Reino de Deus e emancipar espiritualmente os homens de todas as sujeições inferiores, pois somente num clima de liberdade aquela semente conseguirá germinar, crescer, florescer e dar frutos.

O maior empecilho para uma verdadeira unificação do movimento espírita é a existência de uma série de numerosas interpretações pessoais da doutrina, formando pequenos quistos que prenunciam futuros cismas. A vaidade humana e a generalizada ignorância da verdadeira estrutura filosófica da doutrina alimentam sem cessar essas dissidências em gestação. Precisamos, por isso mesmo, estabelecer as linhas do pensamento doutrinário sempre de maneira bem clara, alertando os que realmente desejam ser espíritas, contra os atalhos do caminho.

As obras de Allan Kardec são o alicerce irremovível da III Revelação. O codificador desempenhou a sua missão terrena da maneira mais completa possível. O verdadeiro espírita deve ter, ou esforçar-se continuamente para ter, o conhecimento completo da codificação kardeciana, orientando-se por ela, no movimento espírita, como o marinheiro se orienta pela bússola em alto mar. Toda a estrutura da Doutrina dos Espíritos encontra-se nas obras de Kardec. Elas podem ser desenvolvidas, como o próprio codificador o disse. Denis, Delanne, Bozzano, Flammarion e outros fizeram em suas obras esse desenvolvimento. Outras verdades também podem ser reveladas, e Kardec foi o primeiro a nos advertir disso. Mas o ponteiro da bússola está nas suas obras. E assim como as velhas escrituras eram a única pauta para se verificar a legitimidade do Novo Testamento, assim como os Evangelhos são o único crivo pelo qual podemos legitimar a III Revelação, assim também a Codificação kardeciana é o único instrumento de que dispomos para nos orientar no desenvolvimento do Espiritismo.

E tem mais, o hilário da história é que o significado da palavra “pacto” apelidado no acordo de 1949 não faz jus ao evento.  Compulsando o dicionário para buscar o sentido do termo  “pacto” encontramos os seguintes significados: “ajuste, contrato, convenção entre duas ou mais pessoas; Etimologia: lat. pactum, i’ajuste, acordo, convenção”.  Ora, na significação aqui proposta pelos dicionaristas será que um pacto pode ser coercitivo, imposto, obrigado?

O que se observa no Movimento Espírita no Brasil  é um sistema federativo unilateral da FEB se impondo como a poderosa instituição possuidora da maior chancela doutrinária e procurando atuar no campo espírita como porta-voz autorizada (por Jesus ? por Kardec ? por Humberto de Campos ?) Em virtude desse grave equívoco histórico e daqueles  que são contrários a atual situação quando  todos se curvam à “supremacia” febiana, é que indagamos , até quando será imposta a hegemonia da FEB no Brasil? Precisamos de fraternidade, solidariedade, trabalho e tolerância e não de sujeição passiva a pretensas autoridades doutrinárias que se arrogam o direito de dirigir o movimento espirita brasileiro.

É justo informar que salvo engano todas as Entidades que, direta ou indiretamente integram o CFN (Entidades Federativas Estaduais, Entidades Especializadas de Âmbito Nacional, Centros e demais Sociedades Espíritas), não adotam as obras de Roustaing, mantêm a sua “autonomia vigiada”, independência restrita e liberdade de (re)ação ( meno male– menos mal).

Em síntese

P.S.    As advertências dos Benfeitores do além são evidentes.  Os Bons Espíritos  permitiram o fechamento do parque gráfico da FEB no Rio de Janeiro, e isso foi uma debacle econômica gigantesca (houve um prejuízo de alguns milhões de reais) . Esse aniquilamento financeiro  é , sem sombra de dúvida, uma intervenção do Cristo.

Resultado: Hoje em dia temos que ver as publicações das obras de Kardec e Chico Xavier através da ed. “Planeta”, uma editora recém contratada pela FEB. Para quem não sabe, a editora planeta não tem nenhum compromisso com o Evangelho. É uma empresa laica que visa exclusivamente o ganho financeiro (o lucro pelo lucro) e para isso publica qualquer livro, inclusive aqueles de apelos obscenos e pornográficos….

Que tristeza! Jesus, Kardec e Chico Xavier, Humberto de Campos não mereciam isso!  Oremos muito, mas muito mesmo!

Perdão , Jesus! Rogamos-Te Perdão…

 Jorge Hessen

 

Notas e referências bibliográficas

 

1 Técnica terapêutica criada pelo médico vienense Franz Anton Mesmer ( 1734-1815), que consiste em utilizar o “magnetismo animal” como fonte de tratamento de saúde. Assemelha-se, como técnica, ao hipnotismo.

2 Xavier, Francisco Cândido. Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito Humberto de Campos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1938

3 Idem

4 Sobrinho e herdeiro de Napoleão Bonaparte. Foi o primeiro presidente francês eleito por voto direto. Suas primeiras tentativas de golpe de Estado falharam, mas, na sequência da Revolução de 1848, conseguiu estabelecer-se na política, sendo eleito deputado e, em seguida, presidente da República. Finalmente, o bem sucedido Golpe de 1851 pôs fim à Segunda República e permitiu a restauração imperial em favor de Luís. Seu reinado, inicialmente autoritário, progrediu de forma gradativa após 1859 para o chamado “Império Liberal”. Implementou durante seu reinado a filosofia política publicada em seus ensaios Idées napoléoniennes e L’Extinction du Paupérismeele – mistura de romantismo, liberalismo autoritário e socialismo utópico.

5 Fundador e diretor do Colégio Francês no Rio de Janeiro, Em 1860, publicou a tradução, em língua portuguesa, das obras “Os tempos são chegados” (“”Les Temps sont arrivés”) e “O Espiritismo na sua mais simples expressão” (“Le Spiritisme à sa plus simple expression”).

6 Palmeira, Vivian. “Curiosas Histórias do Espiritismo”. in: “Universos Espírita”, nº 49, ano 5, 2008. pp. 8-12.

7 Eduardo Monteggia era um homem eclético

8 Xavier, Francisco Cândido. Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito Humberto de Campos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1938

9 Torteroli nasceu em Gênova(Itália) em 23 de setembro de 1849 e desencanado no Rio de Janeiro em 11 de janeiro de 1928, há pesquisadores que citam o seu nascimento no dia 2 de junho de 1849 no Rio de Janeiro.

10 O conteúdo da mensagem foi publicada no Reformador de julho de 1950 e republicada na mesma revista em novembro de 1977

11 Xavier, Francisco Cândido. Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito Humberto de Campos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1938

12 Publicação mensal de Estudos Psicológicos, nos moldes da “REVUE SPIRITE”, de AIIan Kardec

13 O Jornal do Commercio, tradicional periódico da então Capital brasileira, em artigo publicado em 23 de setembro de 1863 na seção “Crónicas de Paris”, abordou os espetáculos acerca dos espíritos então populares nos teatros de Paris e, em seguida, passava a tecer comentários em torno do Espiritismo. Esse artigo é citado pela “La Revue Spirite”, onde Allan Kardec comenta que o autor do artigo não se aprofundou no estudo do Espiritismo, de cuja parte teórica ignorava os processos.

14 Xavier, Francisco Cândido. Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito Humberto de Campos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1938

15 Idem

16 Em 1877 Um grupo de dissidentes da “Sociedade de Estudos Espíritas “Deus, Cristo e Caridade” funda a “Congregação Espírita Anjo Ismael”. Em 1878 outros componentes da mesma instituição reúnem-se no “Grupo Espírita Caridade”. Essas instituições, bem como o “Grupo Confúcio”, desaparecem em 1879.

17 Em 1875, Bezerra de Menezes lê, pela primeira vez, “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, que lhe fora oferecido por Joaquim Carlos Travassos, seu primeiro tradutor em língua portuguesa.

18 Xavier, Francisco Cândido. Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito Humberto de Campos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1938

19 Disponível em http://www.guia.heu.nom.br/no_rio_de_janeiro.htm, acesso em 22/08/2014

20 Xavier, Francisco Cândido. Brasil, Coração do mundo, Pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito Humberto de Campos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1938

21 A grande aspiração da quase totalidade dos espíritas brasileiros era a realização do congraçamento geral de todas as instituições espíritas do Brasil. Desde os primórdios da propaganda, manifestando-se em diferentes ocasiões, esse tema da união entre todos permaneceu na ordem do dia, sendo Bezerra de Menezes um dos seus paladinos.

22 A expressão “pacto áureo” é atribuída a Artur Lins de Vasconcellos Lopes

23 Resultado do acordo de união da “Liga Espírita do Estado de São Paulo”, “União Federativa Espírita Paulista”, “Federação Espírita do Estado São Paulo” e “Sinagoga Espírita Nova Jerusalém”.

24 Os protagonistas do “pacto áureo”foram: Antônio Wantuil de Freitas, presidente da Federação Espírita Brasileira; Arthur Lins de Vasconcellos Lopes, por si e pelo Sr. Aurino Barbosa Souto, presidente da Liga Espírita do Brasil; Francisco Spinelli, pela Comissão Executiva do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita e pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul; Roberto Pedro Michelena; Felisberto do Amaral Peixoto; Marcírio Cardoso de Oliveira; Jardelino Ramos; Oswaldo Mello, pela Federação Espírita Catarinense; João Ghignone, presidente e Francisco Raitani, membro do Conselho da Federação Espírita do Paraná; Pedro Camargo – Vinícius e Carlos Jordão da Silva, pela União Social Espírita de S. Paulo (USE); Bady Elias Curi, pela União Espírita Mineira; Noraldino de Mello Castro, presidente do Conselho Deliberativo da União Espírita Mineira.

25 Disponível em http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/2013/04/luz-na-mente-entrevistou-cesar-perri.html acesso 29/08/2014

26 Atualmente o CFN é composto pelas Entidades Federativas espíritas de todos os Estados do Brasil e do Distrito Federal , bem como de um quadro de Entidades Especializadas de Âmbito Nacional

27 Os caravaneiros foram Artur Lins de Vasconcelos (PR), que regressou de Recife, sendo substituído por  Luiz Burgos Filho (PE), Ary Casadio (SP),  Carlos Jordão da Silva (SP),  Francisco Spinelli (RS) e Leopoldo Machado (RJ)

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50 Comments to “PACTO ÁUREO?”

  1. Arnaldo Rocha diz:

    Prezado amigo Jorge Hessen, defensor da verdade dos postulados espíritas-cristãos!
    Ao fazer a leitura de tão rica pesquisa sobre a história do Espiritismo no Brasil, observo, com preocupação, o quanto o movimento espírita nas Terras do Cruzeiro se desviou do roteiro proposto por Jesus. Vemos hoje uma disputa pelo poder temporário na direção de federações que deveriam se utilizar da meritocracia, permitindo que existisse uma votação aberta de todas as entidades filiadas na escolha dos mais preparados e dedicados dirigentes para exercer cargos temporários em nome da Religião dos Espíritos. Lamentável que o chamado “Pacto Áureo” tenha se transformado em um “Impacto Áureo”, sendo ponto de discórdia e desunião, criando embaraços e constrangimentos na Seara Espírita, dividindo e afastando pessoas sérias e bem intencionadas de nossas fileiras. Por que não refazer esse documento? O que impede? Talvez o orgulho e o egoísmo, chagas difíceis de se extirparem dos corações humanos, quando centrados em interesses mesquinhos de egos inflados que desejam ter os seus nomes enaltecidos em detrimento da figura excelsa de Jesus.
    Porém, os homens passam e o Cristo permanece… independentemente, da cegueira daqueles que se desviaram dos ensinamentos Dele, tornando o Espiritismo uma religião de elite, haja vista, tantos eventos pagos, alguns com valores exorbitantes, além de livros tão caros, etc…Mas a essência permanecerá no íntimo daqueles que trabalham pelo bem comum em suas pequenas instituições sem buscarem o reconhecimento público, fazendo o bem pelo bem, divulgando o verdadeiro espiritismo por intermédio de suas ações desinteressadas e movidas pelo amor, pela fraternidade e solidariedade.
    É somente uma questão de tempo… esperemos e confiemos, pois só existe uma verdade, as demais são sofismas, por isso mesmo, não têm consistência, se esvanecerão como “fogos fátuos”.
    Forte abraço!
    Arnaldo de A. Rocha

  2. Eurípedes Kühl diz:

    Caro mestre Jorge Hessen
    Li atentamente seu monumental apanhado da História do Espiritismo no Brasil, em particular as notas sobre o famoso (?) Pacto Áureo.
    Na minha opinião, você esteve e está bem acompanhado por Amigos Invisíveis (alguns dos citados?…) que querem o bem da divulgação da Doutrina dos Espíritos, no Brasil e no mundo, máxime com base em Allan Kardec.
    Oremos a Jesus para que os atuais dirigentes da FEB leiam suas reflexões. Ela, FEB, é-me de tão grata história pela publicação da rica lista de obras espíritas que editou, por tradução ou pela psicografia, mais do saudoso Chico Xavier e outros médiuns não menos dedicados.
    Sou espírita “de berço” e estou sempre aprendendo. Por força profissional estive em vários Estados e em incontáveis Centros Espíritas. Lamentavelmente, em nenhum deles jamais ouvi notícia de alguma visita de alguém da FEB, nem que fosse para um cafezinho e batepapo…
    Repito que tenho imensa gratidão pela FEB pelos livros que ela editou e que consegui ler. Mas não posso concordar que nada seja feito por seus dirigentes no sentido de unificar tantos e tantos C.E. e Federações estaduais, seguindo o sábio conselho de que “amigos não são os que mostram o caminho, e sim, os que vão junto”. Como, aliás, procedeu Jesus e depois Kardec…
    Muita paz, sob as bênçãos do Divino Amigo.

  3. Roberto Cury diz:

    Querido amigo e irmãozão Jorge Hessen. Conhecendo o cabedal de conhecimentos que o nobilíssimo irmão e amigo Jorge, não poderia esperar outra obra que não essa magnífica exposição histórica do Espiritismo no Brasil, da mesma forma que a posição firme e coerente da brilhante mente hesseniana expõe, com clareza meridiana, que o Espiritismo nunca pode, nem jamais poderá ser ditado pelas incoerências dos rustenistas brasileiros, pois desconhecem-se se os há entre a verve estrangeira.
    Lamentavelmente, alguns bons espíritas, entretanto, descurados, ainda que ligeiramente, deixaram se envolver pela sereia ufanista “embrulhacionista” febiana que divinizou a obra de Roustaing em detrimento da IIIª Revelação vinda através de Kardec.
    Grandes luminares a exemplo de Herculano Pires, digladiaram com os “poderosos” febianos que jamais envidaram esforços para direcionar “pela força” os destinos do Espiritismo na Pátria do Evangelho.
    Vários outros movimentos tentaram e ainda tentam desvirtuar a obra Kardeciana, tentando encaminhar o Movimento Espirita goiano para plagas outras que não o ensinamento contido nas Obras da Codificação, mas o resultado ainda é positivo nas casas que não estão adesas à FEB e algumas até à Federação Goiana, porque escolheram seguir Jesus através de Kardec.
    Infelizmente, muito misticismo e outras quejandas ainda vicejam nas mentes desprevenidas ou pouco esclarecidas até mesmo entre os jovens que se dizem espíritas.
    Isso mesmo amigo, irmão, camarada, continue defendendo os princípios da Codificação conforme a origem Jesus/Kardec e, tenha a certeza absoluta, estamos e estaremos sempre contigo “sem quartel” na renhida luta pela pureza dos mesmos.
    Abração fraternal.
    Roberto Cury

  4. Li e vou reler.
    Oceano Vieira de Melo

  5. Leonardo Marmo Moreira diz:

    Caro amigo e mestre Jorge Hessen,
    Seu estudo histórico-doutrinário é de valor ímpar.
    De fato, é chocante perceber que o livro primeiramente citado no chamado “pacto áureo” é “Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho” e não uma obra de Allan Kardec. Existe uma frase, verdadeira porém usualmente deturpada, que é repetida no Movimento Espírita: “Não conseguiremos a unificação do Movimento Espírita sem a união dos Espíritas”. Acontece que a união dos espíritas não é obtida por decreto, resulta de um esforço moral e também de um esforço de educação doutrinária. Por mais que tenhamos afinidade espiritual e estima por muitos irmãos, não podemos levar todos para o centro espírita. Os irmãos católicos, evangélicos, budistas, ateus, entre outros, podem ser pessoas boas, mas não são espíritas. Enfim, não construímos uma casa pelo telhado. A qualidade do centro espírita depende de muitos fatores, mas um dos principais certamente é a qualidade doutrinária explanada e discutida na respectiva casa espírita.
    Parabéns pelo trabalho Jorge!
    Que Jesus ilumine seu trabalho hoje e sempre!
    Abração fraterno do confrade sempre atento às suas contribuições, Leonardo.

  6. CARLOS ALBERTO LIMA diz:

    Caro amigo Irmão,
    li seu artigo e homenageio a hercúlea tarefa de pesquisa e de apresentação, brindando todos os que almejam obter um panorama sobre o movimento espírita no Brasil, como você magistralmente o fez.
    A distância é visível entre fazer parte do movimento e ser Espírita. Com “m” e “E” propositalmente grafados.
    Os que se aferram ao “movimento” revelam infância espiritual pela irresistível atração aos valores mundanos de destaque e poder, sendo consentânea a ilação de uma vaticanização do movimento espírita.
    Creio não ser por agora que o estado da arte sofra modificações sensíveis a ponto de aproximar as vertentes do movimento com a Doutrina dos Espíritos conforme legado por Kardec.
    Vamos continuar vendo homens e mulheres falando do Espiritismo, com a suposição de representá-lo, como se fora obra meramente humana, precária como seus testemunhos que reclamam emendas quase a cada passo porque distantes da vivência dos ensinamentos do Cristo, eixo inafastável do conteúdo doutrinário.
    Oremos, com a fé ardente possível, para que todos nós nos elevemos aonde já poderíamos ter galgado se tivéssemos nos voltado de mente e coração ao Cristo de Deus, Jesus nosso Mestre e Condutor pelos rumos evolutivos!
    Com os meus agradecimentos pela generosa oferta de informação, fraternalmente,
    Carlos Alberto

  7. CARLOS MARTEL diz:

    Há diretores na FEB que não largam o poder nem que a FEB desapareça. Passam os anos, as décadas , sempre são os mesmos “donos” rustanistas da basílica candanga. Há um pacto sagrado para quem quiser comandar a FEB seja fiel a Roustaing. Para ser presidente tem que jurar fidelidade a Roustaing. Na realidade estamos diante de um grupo de obsedados, verdadeiros marionetes dos espíritos obsessores de alta hierarquia católica (ques estão fazendo um estrago irreparável no movimento espirita brasileiro) E que não deixam os invigilantes diretores e membros do “conselho superior” PENSAREM RACIONALMENTE.
    A vantagem de uma confederação seria a sua itinerância. M.E.B. seria coordenado pelas próprias federativas já existentes , com rodizio nas regiões hoje existentes. Ou seja: Por um período de 1 ano a responsável pela coordenação seria uma federação da região norte, no ano seguinte uma federação da região sudeste, no ano seguinte uma federação da região centro-oeste e assim para sempre, sem necessidade da visita clerical nos novembros de cada ano para jura de fidelidade à corte vaticânica e ultramontana de Brasília. E mais, a FEB conseguiu prestígio graças aos livros do Chico Xavier , mas falta pouco para que tais obras esteja em DOMÍNIO PÚBLICO e ai sim qualquer federativa poderá publicar livremente qualquer obra do médium mineiro e o equilíbrio de forças se fará mais harmônica e justa.
    Carlos Martel Santana

  8. FERNANDO ROSEMBERG diz:

    COM TODA CERTEZA: ESTAREI A PRECISAR DE MUITAS
    OUTRAS VIDAS PARA ESCALAR E ATINGIR AS CUMEADAS

    DO NOSSO GRANDE HISTORIADOR: JORGE HESSEN!!!

    Rosemberg

  9. MAURO QUITELLA diz:

    Eu sei que você escreveu um excelente estudo sobre o Pacto Áureo, pois estou inscrito para receber seus posts.
    Achei o meu “nominho” no seu excelente estudo. Que alegria não ter sido esquecido pelo meu estimado amigo Jorge Hessen!
    Mauro Quintella

  10. JORGE HESSEN diz:

    Estimado Jorge Hessen , em verdade Lins de Vasconcellos foi -foi um dos mentores da ideia do Pacto, ideia que teve, na sequência, o apoio incondicional de Leopoldo Machado, uma das mais fulgurantes inteligências que tivemos nas lides espíritas no Brasil. Porém o que se fez depois não pode ser debitado a esses dois vultos, nem desmerecer a ideia que deu origem ao advento do Conselho Federativo Nacional. Ocorria até então, em nível global, algo que se verificava também aqui no estado na década de 1960. A FEB era até então, no âmbito nacional, a voz soberana, absoluta. Com o Pacto Áureo abriu-se a possibilidade de os espíritas situados fora da capital do Brasil manifestar-se. Aqui no estado, até a década de 1960 a federativa era também soberana e, como tal, só lhe interessavam os problemas da capital. Com o advento do Conselho Federativo no estado, o movimento espírita do interior passou a ser reconhecido e, com isso, pôde expandir-se.
    Se usam mal as iniciativas, a culpa é dos maus dirigentes que têm estado à frente da FEB e das federativas. A rigor a pobreza moral do movimento espírita reflete a “pobreza” dos que o dirigem.
    Feitas estas ressalvas, no mais estamos, como sempre, de acordo com suas palavras, amigo Jorge.”
    Silas Ferreira

    Em face desses argumento lógicos advindos confrade acima , reafirmei que Lins de Vasconcellos e Leopoldo Machado são inigualáveis e jamais hesitaria sobre isso. Tenho razão para afirmar isso porque conheço a saga doutrinária dos dois e reconheço o calibre moral dos dois pactuantes através de pessoas que com eles conviveram. Um deles (meu paizão doutrinário) ainda está encarnado hoje com 99 janeiros de idade.
    Contudo os dirigentes da FEB jamais estiveram e nem estão à altura do compromisso assumido para coordenação do movimento espírita. Se fossem maduros, hoje já teriam suprimido Roustaing de lá e por que não o fazem ? Ao contrário! Todas terças-feiras celebram uma reunião pública a fim de divulgar as teses absurdas do incauto Bordelense (que nunca foi eixo de união entre os espirita) assim sendo, por que persistir?
    O complexo gráfico febiano de São Cristóvão foi aniquilado de maneira absoluta. Bebe-se hoje o líquido amargo do prejuízo de dezenas de milhões de reais. O pior da história é que em face dessa debacle econômica, agora se publica obras magníficas pela Ed. Planeta (uma editora que também publica livros de apelos lascivos obscenos e pornográficos). Estou aqui no DF assistindo tudo isso. Os eternos “senhores” (diretores vitalícios) da FEB são roustenistas e desfavorecem os trabalhadores da “casa mãe” aqueles que não rezam por suas cartilhas roustanistas.
    Tarefas federativas ou um “comitê central” imaginado por Kardec (lembrando aqui que o codificador jamais publicou seu projeto sobre o tema) seria composto por 12 componentes coordenado através de rodízio por um dos membros anualmente (para não haver dono de cargo ou a vitaliciedade como ocorreu com Wantuil que assenhoreou-se da FEB por quase 30 anos).
    Recentemente “expulsaram” fraternalmente o ex-presidente Cesar Perri (que nem é anti-rustanista). Creio que ele faria um bom trabalho de integração nacional , não tenho dúvida disso. Por isso, entendo sim e continuarei acreditando que há possibilidade da construção de uma “comissão central” itinerante (sem necessidade de uma sede fixa).
    O movimento nacional poderá ser coordenado por federativas das regiões (norte, sudeste, centro oeste etc…) sempre por um período não superior a um ano , para não haver disputas para eternização no poder de comando do M.E.B. Isso é mais democrático, é mais razoável, é muito mais inteligente e agregará espíritas com mais eficácia, pois todos dirigentes ,trabalhadores e frequentadores das casas espiritas se sentirão envolvidos na integração nacional do Espiritismo.
    Assim buscaremos mais opiniões equilibradas a fim de que um dia esse modelo federativo se transforme, aliás, os sinais de transformações já estão muito evidentes. O Cristo está atento a tudo isso, estejamos atentos com e para Ele.
    Está muito aquém do desejável o intercâmbio espírita no Brasil. Não será com milhões de congressos (quase todos excludentes) para manter na ribalta palestrantes semi-endeusados e conservação de shows de oratórias que iremos marchar concretamente rumo à união dos espíritas no Brasil. Mas não é mesmo!
    A formatação de congressos (gratuitos) deveria ser para se debater assuntos controversos, temas difíceis (Kardec lembra disso em Obras Póstumas). Se fizéssemos dessa forma, sem pendores idolátricos , sem alimentarmos a fama de um ou outro líder espirita (aqueles carismáticos que arrebanham multidões) o Espiritismo estará mais consolidado como mensagem de Jesus.
    Os Espíritas ou “neo-espirita” gostam de aplausos , de aglomerações. Parece até que os espíritas querem imitar os evangélicos nesse aspecto. Mas , o Edir Macedo , o R.R. Soares, o Silas Malafaia e outros ajuntam SEMANALMENTE muito mais pessoas , pois são dezenas e dezenas de milhares de seguidores para suas prédicas. Será que é exatamente isso que Jesus quer do Cristianismo? Será que Jesus que que sejam arrebanhados multidões para justificar que o Brasil é o país do Espiritismo ? O Espiritismo não sobreviverá em face da quantidade de aderentes, mas pela qualidade moral dos mesmos.
    Jorge Hessen

  11. livrariafcx@terra.com.br diz:

    21 de jan (Há 2 dias)

    para mim
    Sr. Jorge, este intelectuais que estão por ai, como líderes desta abençoada Doutrina de Jesus, que nasceu livre, do povo, para o povo com Jesus, conforme nos afirmava Chico Xavier, vão mudando os rumos do Movimento, mas, Chico Xavier me dizia sempre que os verdadeiros orientadores do Espiritismo, os nosso Mentores, jamais dormem e estão acompanhando todas nossas ações e que no momento certo eles vão colocar cada um em seus devidos lugares. Aguardemos as Bênçãos do Alto, por que se dependermos das referencias terrestres estamos fritos. Deus e o Filho Dele agirá no momento certo.
    Aguardemos e a paz estará com todos os que estiverem dentro da Humildade de Jesus.
    Euripedes

  12. Mauro Quintella diz:

    Olá, meu amigo Jorge Hessen.

    A FEB jamais se transformará numa confederação porque seus dirigentes sempre acreditaram que a teocracia espírita é o melhor regime para coordenar o movimento espírita brasileiro. A única possibilidade para o surgimento de uma confederação espírita brasileira é o CFN se desvincular da FEB, tornar-se independente e se transformar numa confederação. O problema é que os dirigentes das federações estaduais foram ensinados — desde muito tempo — a crer que questionar ou enfrentar a diretoria da FEB é sintonizar com as ditas “trevas”. Por isso, acho extremamente difícil, quase impossível, que isso venha a acontecer.

    Um abraço.

    Mauro Quintella

    • A ideia não é a transformação da FEB numa confederação espirita , muito pelo contrário…ela deve continuar sendo o luxuoso centro espirita que já é , sendo suas atividades restritas ao DF e PONTO. A ideia confederativa passa longe dessa transformação da “casa mãe”.
      A Confederação deve ser apenas uma sigla quanto às atividades confederativas que seriam atribuídas a todas as federações do Pais. A ideia é que a coordenação do movimento nacional ficasse sob a responsabilidade de cada federativa por um período de 1 ano. Exemplo: No centro oeste, digamos que a FEDF fosse a coordenadora do M.E.B. em 2016, pois bem ela assumiria essa função programando (com liberdade e criativamente) a propagação doutrinária conforme suas diretrizes (assumindo os ônus e bônus do sucesso) , em 2017 seria a FEERS, em 2018 seria a Federação espirita da Paraíba assim sucessivamente por regiões, depois retorna ao centro oeste . Os donos do poder deixariam de existir e lembremos que o Divaldo está com quase 90 e ele foi e ainda é referencia popular de arrebanhar multidões para as palestras. Isso vai acabar …. temos que pensar um modelo federativo mais enxuto , democrático , livra e produtivo. A interação , integração e unificação só ocorrerá quando a liberdade e não a opressão dominarem as mentes dos espíritas. Que Jesus nos ouça e Ele está nos ouvindo…Quem viver verá!

      • Mauro Quintella diz:

        Olá, amigo Jorge Hessen.

        A idéia da rotatividade de uma “confederação” virtual é excelente, mas nada disso será possível se o CFN não tiver a coragem de deixar de ser um órgão da FEB,

        Um abraço.

        Mauro Quintella

  13. Gilberto Amaro diz:

    Olá!

    Aguerrido SERVIDOR da Terceira Revelação,

    Não tenho o hábito de tecer comentários referentes aos teus lúcidos e educativos textos, em virtude das assertivas apresentadas por outros confrades, mais qualificados do que eu.
    Quero apenas agradecer a hercúlea pesquisa de resgate memorial dos passos que o MEB vem, a duras penas, realizando em nossa humílima pátria mãe, publicado pelo periódico eletrônico – Luz da Mente – sobre o “Pacto Áureo”.
    Justifico a minha gratidão pelo teu trabalho e explanações públicas,que esclarecem sobremaneira as inquietações de neófitos, da Doutrina dos Espíritos, como eu.
    Sou egresso do Protestantismo pentecostal, adentrando ao Espiritismo em 12 de março de 2005, para realizar uma pesquisa acadêmica sobre religiões reencarnacionistas.
    Para evitar delongas, fui “ARREBATADO” pelos ensinos dos irmãos do plano da vida maior, dedicando-me ao SERVIÇO do cristianismo redivivo desde então.
    Minha alegria em ler cada conteúdo publicado por ti, é a mesma de quando li o Livro dos Espíritos pela primeira vez.
    Descubro em cada missiva, dissertação, artigo ou palestras, que compartilhas,que a tua percepção em relação a D. E revivifica a chama flamejante que a nossa luminífera escola se propõe em seus postulados.
    A minha cultura espírita é frágil, em relação à tua e de outros confrades, mas, evito cometer os equívocos grosseiros e até infantis, que o MEB tenta introjetar, coercitivamente, nas mentes dos desavisados.
    Tens me auxiliado, sobremaneira, na edificação de um saber pautado na tríplice manifestação da Escola dos Espíritos.

    Avante!

    Nobre irmão de ideal.

    .”A seara é imensa, mas, os seareiros são poucos.
    Gilberto Amaro

  14. Mauro Quintella diz:

    Olá, pessoal.

    O saudoso confrade mineiro Noraldino de Melo Castro fez parte de toda a movimentação que antecedeu e culminou na assinatura do Pacto Áureo e escreveu um livro sobre o assunto, intitulado “DA UNIFICAÇÃO DOS ESPÍRITAS DO BRASIL”.

    Infelizmente, esse livro nunca foi publicado, mas o autor me presentou com uma cópia dos originais quando ainda estava encarnado.

    Esse livro inédito é uma das fontes bibliográficas da série “HISTÓRIA CRÍTICA DO PACTO ÁUREO”, que estou escrevendo e publicando no meu blog “ESPIRITISMO COMO EU VEJO”, cujo endereço eletrônico é http://www.espiritismocomoeuvejo.blog.br.

    Eu ficaria muito contente se vocês me dessem a honra de suas visitas.

    Um abraço.

    Mauro Quintella

  15. JARBAS LEONE diz:

    A MENSAGEM MAIOR VIVIDA COM JESUS E KARDEC (*)

    Estimado Chico Xavier; viemos de São Paulo, com dois objetivos:
    – O primeiro, trazer até você o abraço carinhoso de todos os nossos companheiros da USE, no momento em que você se encontra às vésperas de completar 50 anos de ati-vidade mediúnica, na Seara do Mestre;
    – E, em segundo lugar, levar conosco a sua mensagem a nossos irmãos de ideal que vibram amorosamente em sua direção.
    Assim sendo, caro Chico, por ordem perguntaríamos:

    – Processo de Unificação
    P – Como deverá agir o dirigente espírita, no Centro Espírita, para colaborar com o processo de unificação das sociedades espíritas?
    R – Não tenho qualquer autoridade para tratar do assunto, com a importância que o assunto merece. Creio, porém, que os companheiros responsáveis pela divulgação da Doutrina Espírita estarão em rumo certo, conduzindo a idéia espírita co coração da comunidade, envolvendo o conhecimento superior no trabalho, tão intenso quanto possí-vel, do amor ao próximo. O serviço aos semelhantes fala sem palavras e, através dele, os sentimentos se comunicam entre si.

    – Divulgação Doutrinária
    P – Como favorecer a cooperação dos Espíritos Superiores na planificação das idéias de propaganda da Doutrina Espírita?
    R – A resposta será mesmo: estudar sempre, com a aplicação dos ensinamentos nobres que venhamos a colher. Nesse sentido, sempre noto que o diálogo entre grupos re-duzidos de estudiosos sinceros, apresenta alto índice de rendimento para os companhei-ros que efetivamente se interessam pela divulgação dos princípios Kardequianos.

    – Unificação da Doutrina Espírita
    P – Por fim, caro Chico; gostaríamos de levar sua mensagem aos nossos irmãos da USE que prestam sua colaboração, em várias áreas de trabalho que o Centro Espírita nos oferece.
    R – Caro Amigo, o seu desejo muito me honra, mas sinceramente, a meu ver, não temos qualquer mensagem maior que o convite à divulgação e ao conhecimento da Doutrina Espírita, vivendo-a com Jesus, interpretada por Allan Kardec. Penso que, nesse sentido, deveríamos refletir em unificação, em termos de família humana, evitando os excessos de consagração das elites culturais na Doutrina Espírita, embora necessitemos sustentá-las e cultivá-las com respeitosa atenção, mas nunca em detrimento dos nossos irmãos em Humanidade, que reclamem amparo, socorro, esclarecimento e rumo. Integrar-nos na vida comunitária, vivendo-lhe as necessidades e as lutas, os problemas e as provas, com a luz do conhecimento espírita, clareando atitudes e caminhos; para nós, a meu ver, deveria ser uma obrigação das mais simples. Não consigo entender o Espiritismo, sem Jesus e sem Allan Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que os nossos princípios alcancem os fins a que se propõem. Não conseguindo pen-sar de outro modo, peço a Jesus a todos nos esclareça e abençoe.

    (* – Entrevista ao Jornal Unificação, de São Paulo/SP, e publicada em sua edição de julho/agosto de 1977, com o título: “Nosso jornal entrevista Chico Xavier”).

    DIÁLOGO FRATERNO (*)

    No exato momento em que as forças vivas da família brasileira lembram o aniversário de cinquenta anos de labor mediúnico do nosso querido médium espírita Francisco Cândido Xavier a ser verificar em julho próximo, é justo que recordemos nosso encontro com o citado médium, em termos doutrinários, e isto no mês próximo passado.
    Procuremos registrar aqui, com a maior fidelidade possível, o conteúdo desse encontro, o diálogo que mantivemos, com vistas ao mais perfeito conhecimento por parte de quantos se interessam pelo assunto, assumindo nós, todavia, a responsabilidade do pensamento traduzido, a fim de evitar aborrecimentos ao nosso querido médium.
    Inicialmente, nosso encontro foi uma resposta satisfatória a uma carta que lhe endereçamos em que fazíamos uma apreciação crítica do movimento espírita em geral e do de unificação em particular, confiando-lhe, assim, as nossas preocupações doutrinárias.
    Suas palavras ainda ressoam em nossa acústica doutrinária, convidando-nos a uma meditação, séria em torno do Espiritismo que revive o Cristianismo primitivo em sua simplicidade e que tem na máxima “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” a sua expressão máxima.

    – O Problema da “Elitização”
    – Jarbas, amigo, precisamos conversar desapaixonadamente sobre o nosso movimento. É preciso que nós, os espíritas; compreendamos que não podemos nos distanciar do povo. É preciso fugir da tendência à “elitização” no seio do movimento espírita. É necessário que os dirigentes espíritas, principalmente os ligados aos órgãos unificadores compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar. É indispensável que estudemos a Doutrina Espírita junto às massas, que amemos a todos os companheiros, mas sobretudo, aos espíritas mais humildes sociais e intelectualmente falando e delas nos aproximarmos com real espírito de compreensão e fraternidade. Se não nos precavemos, daqui a pouco estaremos em nossas casas espíritas apenas falando e explicando o Evangelho de Cristo, às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais e confrades de posição social mais elevadas. Mais do que justo evitarmos isso. (repetiu várias vezes) a “elitização” no Espiritismo, isto é, a formação do “espírito de cúpula”, com evocação de infalibilidade, em nossas organizações.

    Nesse sentido, ressaltou muito bem o nosso irmão Salvador Gentile em Anuário Espírita-1977:
    “Por mais respeitáveis os títulos acadêmicos que detenhamos, não hesitemos em nos confundir na multidão para aprender a viver, com ela, a grande mensagem”.
    Depois deste diálogo, penetramos mais profundamente nas palavras do Dr. Bezerra de Menezes em “Unificação, Serviço Urgente mas não apressado”:
    “É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos mensageiros divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios”.
    “Respeito a todas as criaturas, discriminações, evidências individuais, injustificáveis privilégios, imunidades, prioridades”.
    “Amor de Jesus sobre todos, verdade de Kardec, para todos”.

    Em essência esse pensamento é repetido pelo mesmo Espírito em mensagem que vai publicada noutro local de “O Triângulo Espírita”.

    Emmanuel também é incisivo em “Aliança Espírita”.

    Educarás ajudando e unirás compreendendo.

    Jesus não nos chamou para exercer a função de palmatórias na instituição universal do Evangelho, e, sim, foi categórico ao afirmar: “Os meus discípulos serão conhecidos por muito de amarem”.

    Cumpre-nos, dessa forma, meditar melhor a mensagem dos Espíritos, mas, sobretudo, aplica-la em nosso movimento espírita, em nossas casas espíritas, e, principalmente, em nosso movimento de Unificação, aplicação esta que vem sendo a tônica de toda a vida de nosso médium Chico Xavier. Aliás, ninguém mais do que ele viveu e vive o verdadeiro sentido da unificação e que é o retrato acima.

    (* -Entrevista concedida ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal ubera-bense: “Um encontro fraterno e uma Mensagem aos espíritas brasileiros”).

  16. Mauro Quintella diz:

    Estimado amigo Jorge Hessen.

    Queira relevar o fato de eu estar “pegando carona” na sua estupenda inserção no movimento espírita virtual e não-virtual para divulgar meu bloguinho “ESPIRITISMO COMO EU VEJO”, onde veiculo meus artigos.

    Grato.

    Mauro Quintella

  17. EMILIO diz:

    Que a paz de Cristo possa iluminar nossos passos aqui na terra.
    Após a leitura de vossas ponderações, acho pertinente fazer as colocações que julgo justas e pertinentes referente ao tema abordado. Sou da opinião que se Jesus por ventura não tivesse por aqui aportado, mesmo assim eu não abriria mão de ser cristão, uma vez que ser cristão verdadeiro, não é quem segue cristo e sim os conhecimentos que leva ao amor universal, que leva a fraternidade, que leva ao perdão incondicional, amar ao próximo como se nós mesmo fossemos amados, todos estes conceitos que apesar do Jesus de Nazaré eu sempre levarei comigo pelas as dobras do tempo.
    Dentro desta linha de raciocinio, eu carrego comigo as minhas convicções espiritualistas, com Kardec ou sem Kardec eu levarei sempre comigo as leis reencarnatórias, os principios da filosofia contidos na história da espiritualidade, dos conceitos que a ciência já conquistou dentro do mesmo âmbito da espiritualidade.
    Resumindo, com espiritismo ou sem espiritismo eu jamais deixarei de ser espirita,ser espirita não é apenas uma religião, mas uma forma de viver e de se relacionar com o meio social que nos rodeia. Seria muito bom e oportuno que estes nossos irmãos que se julgam estar no leme da Doutrina codificada por Kardec no Brasil, tivesse um segundo de reflexão e altruísmo , e que seja realizado um congresso espirita no Brasil, no intuito de recomeçar o que ai esta plasmado, este cenário que julgo triste, qual foi triste o cenário da igreja católica com o advento da santa inquisição, esta na hora de rever tudo, colocar o preceito básico que nada está pronto, tudo evolui , o próprio Kardec deixou claras alusões que tudo não estaria fechado no pentateuco do codificador.
    Está na hora de rever quesitos no ambito da fraternidade,diminuir as regras restritivas que impedem tantos a trabalhar na seara espirita………a minha opinião é que, guardando as devidas proporções, estamos precisando de um Francisco de Assis no espiritismo, assim como foi o farol da umbria para igreja católica nos primórdios da idade média.
    Vamos simplificar a doutrina , para que todos juntos com ela possamos evoluir.

  18. CAROS AMIGOS:

    SOMENTE VOLTO AO REFERIDO TEMA, PORQUANTO O DILETO AMIGO JORGE HESSEN ME RETORNARA AO MESMO POR SEU E.MAIL; O QUE, PARA MIM, É OBJETO DE IMENSO PRAZER SER LEMBRADO POR TÃO DESTACADA AUTORIDADE DO NOSSO MEIO.

    MAS ME SINTO UM INCOMPETENTE PARA TRATAR DE TEMA TÃO RELEVANTE.

    MESMO PORQUE KARDEC NOS DELEGARA POSTURAS DE LIVRES PENSADORES, HAVENDO, POIS, DENTRE NÓS, OS ESPIRITAS KARDECISTAS, CHIQUISTAS, UBALDISTAS, RUSTENISTAS, RAMATISISTAS, E ETC. ETC., SE É QUE PODEMOS ACATAR TAIS POSTURAS, POIS QUE: RECONHECE-SE O VERDADEIRO ESPÍRITA POR SUA TRANSFORMAÇÃO MORAL E NÃO PELOS SEUS PREDICADOS FILOSÓFICOS OU POLÍTICOS, ENTENDENDO-SE, ESTE ÚLTIMO OU ESTA ÚLTIMA: POLÍTICA, COMO CIÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO, DA DIREÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE NOSSOS ASSUNTOS INTERNOS; COISA QUE, ALIÁS, E, COMO JÁ DITO, ME SINTO INCOMPETENTE PARA TAL, POIS ME RECONHEÇO APRENDIZ DIANTE DE TANTOS PRONUNCIAMENTOS GABARITADOS, E, INCLUSIVE, EVIDENTEMENTE, DO AMIGO HESSEN.

    MAS É TAMBÉM RELEVANTE O PRONUNCIAMENTO DO QUERIDO CHICO XAVIER, COMO TAMBÉM DE EMMANUEL SUPRA DESTACADOS.

    E O QUE SOBRA, POIS, PARA MIM: TÃO PEQUENO COMO SOU DIANTE DE TANTAS AUTORIDADES DO TEMA EM QUESTÃO?

    SOU UM APRENDIZ BEBENDO EM FONTES ALTANEIRAS DO NOSSO ESPIRITISMO COMO O FAÇO AGORA COM TANTAS AUTORIDADES EM DESTAQUE.

    GRANDE ABRAÇO A TODOS:
    Rosemberg
    fernandorpatrocinio.blogspot.com.br

  19. Mauro Quintella diz:

    Talvez a solução para a estrutura absolutamente incoerente do sistema federativo espírita brasileiro seja a criação de uma confederação espírita brasileira por federativas estaduais menos submissas a FEB, que funcionaria em paralelo ao CFN da FEB até que esse, paulatinamente, perdesse sua razão de existir. Qual seria a destino/função depois disso? Funcionar como um grande e bem estruturado centro espírita.

  20. Mauro Quintella diz:

    Complementando: funcionar como um grande e bem estruturado centro espírita… que continuaria a defender suas históricas bandeiras: um Espiritismo ultra-religioso, a validade do binômio Kardec-Roustaing, a existência do Anjo Ismael, o Brasil como coração do mundo e pátria do Evangelho, etc, etc, etc.

  21. Mauro Quintella diz:

    Corrigindo e explicando melhor meus comentários feitos hoje: qual seria a destinação/função da FEB depois do esvaziamento do seu CFN? Funcionar como um grande e bem estruturado centro espírita, que continuaria a defender suas históricas bandeiras: um Espiritismo ultra-religioso, a validade do binômio Kardec-Roustaing, a existência do Anjo Ismael, o Brasil como coração do mundo e pátria do Evangelho, etc, etc, etc.

  22. Mauro Quintella diz:

    Comentando o comentário do Silas Ferreira…

    Considerando a narrativa do Noraldino de Melo Castro, em seu livro inédito sobre a “unificação” dos espíritas brasileiros, eu acredito que os maiores articuladores do Pacto Áureo foram Pedro Michelena, Francisco Spinelli e Lins de Vasconcelos.

    Leopoldo Machado estava “brigado” com Wantuil de Freitas e participou da reunião por pura coincidência (estava na livraria da FEB quando o grupo de confrades que defendia o acordo chegou).

    No entanto, depois, Leopoldo trabalhou intensamente a favor do Pacto Áureo, visitando os estados do Norte e Nordeste, defendendo o acordo, a pedido do próprio Wantuil, na jornada que ficou conhecida como Caravana da Fraternidade.

    • RAUL VENTURA diz:

      Embora Leopoldo Machado tenha trabalhado em favor do Pacto Áureo com a Caravana da Fraternidade, no livro de mesmo nome, ele não se mostrou verdadeiramente satisfeito com o pacto. Mas achava que era um avanço. Melhor o pacto daquela forma, do que nenhum acordo. Trabalhou mais por um ideal de união do que pelo pacto.

  23. Marcio da Cruz diz:

    para mim
    Caro Jorge Hessen, saudações !

    Muito importante o material que você construiu, a partir das entrevistas com duas expressões do movimento espírita no Brasil.
    Com efeito, são preocupantes algumas das afirmações do atual presidente, o confrade Godinho, no que diz respeito à obra de Roustaing. São afirmações que geram alguma apreensão, pois, na condição de conselheiro da Federação Espírita do Paraná e presidente de uma das suas Uniões Regionais, em Curitiba, posso dizer que mal conhecemos a obra de Allan Kardec.
    Entendo que devemos investir nossos esforços para enaltecer a obra Kardequiana, cuja profundidade e consistência, tiram qualquer possibilidade de valorização da doutrina roustanista.
    É o que temos feito em Curitiba, ao trazer e incentivar pesquisadores da obra de Allan Kardec ao diálogo com o público espírita, notadamente seus dirigentes.

    Deixo meu abraço de gratidão e os votos para que prossiga na tarefa de elucidação.

    Marcio da Cruz
    PS: sou muito amigo do Carlos Augusto de São José, que trabalha conosco na URE Norte de Curitiba.

  24. UNIVERSO ESPIRITA JORNAL diz:

    O grandiosíssimo amigo Jorge Hessen, profundo conhecedor da História do Espiritismo no Brasil, através de seu artigo em Luz na Mente, se não ensina ao menos esclarece os acontecimentos das terríveis décadas de conflitos. Recomendamos aos espíritas conhecerem a origem do Espiritismo no Brasil.

  25. Irmãos W diz:

    Olá

    Jorge Hessen…

    Penetrou nos bastidores do que esta acontecendo atualmente no Movimento Espírita…

    Não existem proposta firmes daqueles que organizam o Espiritismo…De se levar adiante os ensinamentos de Kardec…E somente fantasias de Roustaing e outros.. Que empanam… O entendimento…Das Verdades de Cristo…

    Esta faltando oxigênio.. E o oxigênio vital e o estudo das obras do Codificador da Doutrina Espírita (Allan Kardec)… Para se fortalecer o Espiritismo no Brasil e para exportar ao mundo…

    Urge… A cada espírita se aprofundar nos conhecimento das obras da Codificação Espírita…Para que se fortalecendo… Possa fortalecer aos seus…

    ESTE E A VERDADEIRA PEDRA DE TOQUE – NO DIZER DE HERCULANO PIRES

    Irmãos W

  26. Luminária Niogo diz:

    Prezado Jorge Hessen
    Li seu artigo em forma de pesquisa “Pacto Àureo” com profunda admiração de quem observa o esforço inaudito de um trabalhador devotado em preparar um terreno fértil adubado com extremo carinho confiando que no porvir frutificará bons frutos. Enxergo nesse trabalho esse olhar de quem clama por amadurecimento , por uma Doutrina Espírita livre dos ranços que desvirtuaram nos séculos a pureza do Cristianismo que deveria nortear a humanidade. Alguns dizem que sua escrita expõe as feridas de nosso movimento. Outros chamam-o de desagregador. No entanto vejo pessoas lúcidas respaldarem seu trabalho argumentando com bases naquilo que vivem e presenciam nesses cenáculos em que a luta pelo poder continua entrojetado nos corações humanos ludibriando a si e que seguem na ilusão do falsos missionários e insubstituíveis nas tarefas doutrinárias A Feb há muito trilhou caminho diferente dos postulados espíritas. Nota-se o pomposo edifício situado na L2 Norte. Ali não é uma casa convidativa democrática em que pobres e ricos se confundem. É bom lembrar que muitas palestras ali ocorrem para os escolhidos como se fossem os ungidos espíritas . Lembro-me que uma amiga queria muito ir ver Divaldo Franco mas não pode porque o nome dela não estava no rol dos prediletos que frequentavam o Centro Espírita , então, não pode ter acesso ao convite que viera da Feb. Isso cria até uma antipatia entre a convivência dos Centros mormente os da periferia por que quem são os escolhidos para assistir fulano ou beltrano? A moda agora é Haroldo Dutra Dias com seu jeito mineirinho arrebata multidões e vende igual água a bela mensagem consoladora de nossa abençoada Doutrina . Estamos mal das pernas prezado Hessen ninguém emitem um recado que possa contrariar as decisões tomadas nesses Conselhos quer por comodismo quer por medo de retaliações , pois muitos querem também os holofotes por compartilharem os palcos de eventos com nomes ilustres em que a vaidade predomina cuja finalidade distancia anos luz daquilo que Jesus espera das consciências cristãs em favor do crescimento espiritual de todos os homens. E o que dizer desses acontecimentos que lemos em seu artigo que ditaram rumos refletindo o presente como unificação e união nos quais os significados passam muito longe da realidade que vivenciamos.? Bezerra de Menezes ao escrever :Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.” ,nem sequer imaginou que sua a tão amada Feb solidificou um caminho incrustado na hierarquia eclesiástica faltando apenas os aparatos e os rituais da santa liturgia dos hostes católicos..É lamentável que venhamos a presenciar um Espiritismo infinitamente distante do apregoado pelo verdadeiro apóstolo de Jesus ,Chico Xavier, como ele mesmo enfatizou que ao unificar devemos evitar os excessos de consagração das elites culturais na Doutrina Espírita,. Integrar-nos na vida comunitária, Viver as necessidades e as lutas, os problemas e as provas, com a luz do conhecimento espírita, clarear atitudes e caminhos; para nós, a meu ver, deveria ser uma obrigação das mais simples. Não consigo entender o Espiritismo, sem Jesus e sem Allan Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que os nossos princípios alcancem os fins a que se propõem. Não conseguindo pensar de outro modo, peço a Jesus a todos nos esclareça e abençoe. Para quê falar mais. Despeço-me rogando aos céus que o proteja das vibrações delérias daqueles que amam os aplausos, os falsos sorrisos, a falsa alegria comum a esses encontros mas que criam barreiras àqueles que anseiam sentir o nascimento de uma nova era calcada na verdadeira fraternidade , no amor e na alegria dos verdadeiros cristãos
    Luminária Niogo

  27. CARLOS MARTEL diz:

    Ou O Espiritismo retorna à sua simplicidade ou o Espiritismo desaparece nas plagas do Brasil. Jesus dará basta! E já está fazendo. Esses shows de oratórias são muito cansativos , o “Pelé” da tribuna está nas portas dos 90 janeiros (não vai (sobre)viver por 300 anos), dos seus continuadores (hoje um deles não consegue verbalizar quase nada o outro Dr. do judaísmo não abre mão de captar dinheiro pela Internet). Chega de eventos pagos, basta de hierarquias. Basta de falsos purismos , das risíveis falas mansas, das estereotipadas bondades envernizadas, das contemporizações, dos membros das FEB olharem as pessoas de cima para baixo como se fossem donos da VERDADE…virou um circo essas mixórdias todas. Parebéns Hessen (Herculano Pires agradece penhoradamente)
    Com a Curia candanga , conseguiu-se enganar Kardece fizeram um ESPIRITISMO À MODA BRASILEIRA. QUE HORROR!A maioria dos espiritas (principalmente membros do inexpressivo CFN estão antolhados , porque ser for contra a FEB vai pro inferno (umbral). Esses atavismos católicos precisam ser erradicados urgente. Viva a liberdade de consciência!

  28. Não sou Espírita dos antigos. Vim pela dor, por volta de 1983. Na minha vida profissional trabalhei com muitos espíritas antes de me considerar um deles. Não posso dizer que sou Espírita, aspiro se-lo um dia, pois ainda carrego comigo o homem velho que volta e meia surge para me lembrar que devo trabalhar muito para que o homem novo se manifeste. Vejo com muita tristeza esta polêmica nos meios Espíritas. Frequento a FEB, e pelo que sei, não há atritos, como alguns afirmam, entre os que aceitam e os que não aceitam Roustaing. Há os que se declaram Roustenistas e os que não o aceitam, mas se respeitam e na intimidade são amigos fraternos e leais. Participo de grupo Espírita, trabalhamos com a desobsessão, e em nenhum grupo aqui existente se coloca Roustaing acima de Kardec. Aliás, nos grupos que eu conheço estudamos as obras de Kardec e não se menciona Roustaing. Nas sessões públicas, a de terça-feira é que se estuda Roustaing e, este estudo foi introduzido na FEB pelo Venerável Bezerra de Menezes. As outras duas sessões semanais são reservadas para as obras “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Livro dos Espíritos”. Além do estudo ter sido introduzido por Bezerra de Menezes, quando presidiu a FEB, Bittencourt Sampaio (Espírito) em mensagem no Grupo Ismael insistiu para que não se deixasse de estudar esta obra na FEB. Não há,como foi afirmado, imposição no sentido de que o Presidente tenha que ser um adepto de Roustaing. O nosso confrade, que muito respeitamos, fez uma comparação inadequada entre o ex-presidente Perri e o atual; Não foram motivos banais os que levaram o Conselho Superior a não reeleger o nosso irmão Perri. Por um imperativo de caridade cristã, não podemos divulgar as razões que motivaram a eleição do nosso confrade Godinho. O nosso irmão Perri, no intimo da sua consciência conhece melhor os motivos, restando-nos orar frequentemente para que o nosso irmão seja inspirado pelos bons Espíritos e retire do episódio os ensinamentos que nele estão contidos. Por orientação do nosso presidente Godinho não devemos comentar o assunto, embora recebamos injustos ataques daqueles que não conhecem os fatos (eu, por isto, com este comentário estaria contrariando a recomendação), muito pelo contrário, devemos exercitar os ensinamentos cristãos e pedir com humildade e sinceridade que os bondosos mentores Espirituais ajudem o nosso ex-presidente. Não posso, por motivos óbvios (pois sou apenas um modesto estudioso da Doutrina e durante toda a minha vida, mesmo antes de ingressar no Espiritismo, fui constantemente ajudado por um bondoso Espírito que não se fez conhecer, portanto um devedor que pouco fez para retribuir) intrometer-me na polêmica. Apenas reconheço que a migalha dos meus conhecimentos não me autorizam a colocar em questionamento a atitude de Bezerra ao introduzir o estudo da obra na FEB e a mensagem de Bittencourt Sampaio no Grupo Ismael solicitando que não se deixe de estudar Roustaing. O que lamento é que infelizmente, parece que se tem dado uma importância muito grande à polêmica, o que pode nos afastar do mandamento maior que é o AMOR QUE DEVEMOS CULTIVAR PARA COM O NOSSO PRÓXIMO. PERDOAR OS NOSSOS INIMIGOS E ORAR PELOS QUE NOS PERSEGUEM E CALUNIAM. TRABALHEMOS PARA DESENVOLVER MAIS O QUE NOS UNE, E ESQUEÇAMOS O QUE PODE NOS SEPARAR. Alguns podem ser Roustenistas, outros não, mas todos somos Kardecistas (no bom sentido da palavra) .Obrigado pela tolerância e pela paciência. Paulo Maurício.

    • Veja o que são as contradições humanas! Alguém publica aqui um comentário assinando como Paulo (sei que é conselheiro da FEB) e diz que não “gosta” de polêmica (imagine se gostasse!). Cada palavra que ele escreveu contraria cabalmente sua afirmativa de “neutralidade” , que se descreve possuidor, sendo frequentador da “venerável “casa-mãe roustanista”.
      Há roçaduras sim e das grandes entre os que acolhem e os que não abrigam Roustaing na FEB. Em verdade ao longo de sua trajetória, os dirigentes febianos (quase sempre roustanistas) impetraram uma ampla façanha, além do ultramontanismo espantoso, conseguiram persuadir uma gigantesca massa de “ex-católicos” (agora “espíritas”) que compõe o movimento espírita brasileiro a crer que os que criticam a FEB (como foi o caso de Herculano Pires e eu) estamos sob o manto denso das “trevas” ou seja, que vamos para o “inferno” (umbral dos espiritas). Os roustanistas (ou os não raros) impondo-se pelo medo, tornaram-se muito poderosos e fizeram essa lavagem cerebral nos espíritas mornos..
      Sou historiador e jornalista absolutamente livre desse ranço vaticânico, e se empreendi uma comparação entre os dois presidentes que entrevistei o fiz dentro do contexto em face da temática do artigo e o fiz repleno de estoicismo , senso crítico e liberdade que sobram em minha tarefa doutrinária.
      Não foi inadequada a comparação entre o ex-presidente Perri e o Godinho (que reconheço ser “boa praça”). Senhor conselheiro “superior” você que votou na notabilizada eleição diz que não foram motivos banais os que levaram o “sagrado e eudeusado” Conselho Superior a não reeleger o Perri. Ora, se você é um legítimo cristão deveria dizer com clareza (use a transparência cristã como eu uso sem medo de ninguém) e apresente-me as razões que motivaram a não reeleição do ex-presidente.
      Foram pérfidos boatos, pessoas ligando para os membros do conselho superior para macular a imagem do Cesar (isso eu sei por que sondei, pesquisei, entrevistei diversas pessoas antes de escrever).Ora, senhor conselheiro , você não sabe de nada sobre qualquer desvio de conduta de ex-presidente que eu não saiba, mas não sabe mesmo!!!! .
      Você se empanturrou “fraternalmente” com o “disse me disse” (fofoca, mexerico, boatos, falatório ) Ora senhor Paulo , você diz sem muita humildade que “o nosso irmão Perri, no íntimo da sua consciência conhece melhor os motivos, restando-nos orar frequentemente para que ele seja inspirado pelos bons Espíritos e retire do episódio os ensinamentos que nele estão contidos.” Que episódios são esses ? Só se existem na sua cabeça querido confrade.
      Já que você foi contrário à recomendação do Godinho, tem a obrigação de exercitar os ensinamentos cristãos e elencar as anormalidades que o Perri cometeu. Pelo menos consta alguma coisa em Ata ? Se não consta permita-me identificar nas suas palavras mais um ingrediente de infantilidade e MALEDICÊNCIA PURA!
      Batamos na mesma tecla querido conselheiro. Reflitamos aqui senhor membro do “sagrado” conselho superior da FEB, ora, senão foram motivos banais os motivos do afastamento do Cesar Perri, quais seriam eles ?. Afinal ninguém sabe e nem estaria registrado em Ata do Conselho Superior, distribuída a seus membros ? Verdadeiramente cheira a embuste os seus comentários.
      Em face de você no seu lamento ter dado importância à polêmica obviamente tem a obrigação ética de dizer aos meus leitores, o que conhece (o segredinho) sobre as graves insinuações esparzidas sobre o ex-presidente Cesar Perri, caso contrário, senhor conselheiro , você será visto como acriançado conselheiro que não sabe o que diz…Meus leitores perceberão em que nível se encontra os membros do conselho que estabelece os nortes do M.E.B. Que tristeza!.
      Sinceramente , No aguardo…….

    • Irmãos W diz:

      Olá

      Caros amigos…

      As ideias postadas são de vasto valor…SÃO IDEIAS SADIAS… QUE SERVEM PARA REVIGORAR O ESPIRITISMO NO BRASIL

      SOBRE A POSTAGEM DE PAULO MAURICIO GUIMARAES DE ANDRADE… OLHA O ESTATUTO DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA ITALIANA… E PASSA PARA OS CONFRADES DA FEB…

      E triste ver este estado de coisa…

      Mais…A FEB… Virou um elefante branco….

      Acredito que no futuro…. Cada estado vai se fortalecer…E vai ter um conselho deliberativo somente….

      Para gerir o futuro do Espiritismo… No Brasil….

      Pelo que se nota… E uma tendência… Muitos brasileiros estão fundando nos paises europeus…Centros espíritas de grande qualidade… Com o oxigenio de espíritas brasileiros clássicos com Chico Xavier e outros…E a NET FACILITA MUITO OS MATERIAIS…

      Por falar… Foi refundada.. A Federação Espírita Italiana….

      Veja como ficou o estatuto… Pelo que se nota e um facilitador somente…

      A espiritualidade não perde tempo… Assim como os vicios que ocorreram após o desencarne de Kardec… Em menos de 80 anos reencarnaram no Brasil centenas de espíritas que vieram do periodo de Kardec… O processo continua… Se o Espiritismo no Brasil não ter finalidade… Serão espalhados ou para um pais que ja foi semente do espiritismo no passado…

      Os estatutos são simples e objetivos… Porque não se usa A FEB????

      Caro PAULO MAURICIO GUIMARAES DE ANDRADE

      1 – Preserva e assicura la purezza dottrinaria

      Preserva e garante a pureza da doutrina

      ——————————————-

      2 – Con lo scambio delle esperienze rende il movimento spiritico omogeneo ed efficace.

      Com a troca de experiências faz com que o movimento espírita suave e eficaz.

      —————————————–

      3 – E’ efficace contro l’individualismo dei gruppi nel mezzo spiritico, facilitando lo sviluppo dell’umiltà e la rinuncia necessaria per la stabilità dei lavori collettivi per la convivenza armonica

      E “eficaz contra o individualismo nos grupos espiritualistas médio, facilitando o desenvolvimento de humildade e à renúncia necessária para a estabilidade das obras coletivas para a coexistência harmonios

      ————————————————————————————–

      4 – Rende il movimento Spiritico una forza sociale, nel senso spirituale e fraterno, ogni volta più utile ed efficiente per l’evoluzione umana

      Faz movimento espírita uma força especial, no sentido espiritual, fraterna, cada vez mais útil e eficiente para a evolução humana
      ___________________________________________________-

      Link: DA NOVA FEDERAÇÃO ESPÍRITA ITALIANA

      http://italiausi.com/

      Não esquenta amigo… Se faltar aqui… Em outra reencarnação estará em outro pais… A Espiritualidade esta alerta… E o consolador prometido por Cristo…Não é uma nova religião…

      Irmãos W

  29. carlos roberto de lima diz:

    agradeço ao prezado irmão Hessen,eu não possuia tais informações que foram de suma importancia,percebo que lamentavelmente no meio espirita existe uma ferrenha disputa ,disputa ao qual percebo somente contribui para denegrir a imagem da doutrina e causar transtornos entre adeptos serios,percebo que ainda sera necessario uma intervenção da espiritualidade MAIOR para que nos auxilie a de fato nos unirmos em prol da maxima do CRISTO AMAI UNS AOS OUTROS,tenho observado situações que nem no meu lar comento prefiro ficar calado e esperar que JESUS nosso governador nos ampare,abraço fraterno.

  30. Fernando Paulo Leal diz:

    Olá Amigo Hessen Muita Paz
    O livro “Brasil coração do mundo, pátria do Evangelho” colocava-me algumas questões.
    Depois de ler o seu artigo sustentado pela sua pesquisa vem trazer à minha mente.
    É sempre com muita tristeza que recebo estas informações. Felizmente que nada isto coloca em questão a minha certeza na Doutrina Espírita.
    Um Abraço e os meus agradecimentos pelos esclarecimentos que constantemente trás ao movimento espírita.
    Fernando Paulo Leal

    Muita Paz me Cristo Jesus

  31. Mauro Quintella diz:

    Na minha avaliação, a discussão sobre a obra de Roustaing é importante porque suscita questões muito relevantes para o movimento espírita nacional e internacional.

    A saber:

    1) Roustaing tinha direito de publicar uma obra que apresenta várias divergências importantes com o pensamento e a metodologia de Kardec?

    2) Roustaing pode ser considerado espírita?

    3) Roustaing pode ser considerado um espírita afinizado com Kardec?

    4) A tese da evolução espiritual sem necessidade de encarnação (evolução em linha reta) é passível de convivência com o pensamento de Kardec?

    5) A tese da queda (primeiro erro do espírito) — que se parece muito com a crença no pecado original da Igreja Católica — é passível de convivência com o modelo absolutamente encarnacionista/reencarnacionista de Kardec?

    6) É lógico acreditar que um espírito puro não pode encarnar/reencarnar num feto humano?

    7) A encarnação de um espírito humano num criptógamo “carnudo” é metempsicose ou não?

    8) Como um espírito considerado puro como Jesus de Nazaré pode mentir com a maior desfaçatez sobre a natureza do seu corpo?

    9) É lógico acreditar que o papa católico será a maior referência espiritualista na fase de regeneração do planeta Terra quando Kardec tem muito mais a oferecer?

  32. rogerio diz:

    Me parece que o movimento espírita vive uma guerra de poder e busca de ídolos que se sobrepõe a qualquer mais nobre tentativa de cunho moral ou caritativo, ao mesmo tempo que busca apropriar-se do termo espiritismo a todo custo.
    Ao mesmo passo, cria condições para que os vendilhões do templo enriqueçam com pseudo romances mediunicos, fruto de certo fanatismo junto com a oportunidade.

  33. Roger diz:

    Prezados irmãos, não li a obra “Os Quatro Evangelhos”, contudo lendo a revista espírita vi que Kardec fez referência ao seu autor e sua obra em alguns artigos, percebi que este assunto deve passar pelo controle universal dos espíritos e que nos posicionarmos contra ou a favor será no dizer de KARDEC “Opinião Pessoal” independente do nome que assina o artigo, segue abaixo também fragmentos da mensagem de Bezerra de Menezes na reunião do CFN 2015, seguem abaixo as referências:

    Revista Espírita – ROUSTAING, JEAN –BAPTISTE
    * Bouché de Vitray, médico, e – nov. 1861, p. 486
    * carta de – jun. 1861, p. 253; jan. 1867, p. 54
    * Quatro Evangelhos, Os, de – jun. 1866, p. 257; set.
    1866, p. 360
    * reencarnação e – jun. 1861, p. 254
    * retificação aos Evangelhos de – jan. 1867, p. 54

    E seguindo o raciocínio e a lógica de Kardec, que não validou nem condenou a obra, as informações ali contidas

    * Revista Espírita jun. 1866, p. 257;
    …Conseqüente com o nosso princípio, que consiste em regular nossa marcha pelo desenvolvimento da opinião, até nova ordem não daremos às suas teorias nem aprovação, nem desaprovação, deixando ao tempo o cuidado de as sancionar ou as contraditar. Convém, pois, considerar essas explicações como opiniões pessoais dos Espíritos que as formularam, opiniões que podem ser justas ou falsas, e que, em todo o caso, necessitam da sanção do controle universal, e, até mais ampla confirmação, não poderiam ser consideradas como partes integrantes da Doutrina Espírita.
    Quando tratarmos destas questões, fá-lo-emos categoricamente. Mas é que então teremos recolhido documentos bastante numerosos nos ensinos dados de todos os lados pelos Espíritos, a fim de poder falar afirmativamente e ter a certeza de estar de acordo com a maioria; é assim que temos feito, toda vez que se trata de formular um princípio capital. Já dissemos cem vezes: Para nós a opinião de um Espírito, seja qual for o nome que traga, tem apenas o valor de uma opinião individual; nosso critério está na concordância universal, corroborada por uma lógica rigorosa, para as coisas que não podemos controlar com os próprios olhos. De que nos serviria dar prematuramente uma doutrina como verdade absoluta se, mais tarde, devesse ser combatida pela generalidade dos Espíritos?
    Dissemos que o livro do Sr. Roustaing não se afasta dos princípios de
    O Livro dos Espíritos e de O Livro dos Médiuns.
    Nossas observações assentam sobre a aplicação desses mesmos princípios à interpretação de certos fatos. É assim, por exemplo, que ele dá ao Cristo, em vez de um corpo carnal, um corpo fluídico concretizado, tendo todas as aparências da materialidade, e dele faz
    Um agênere. Aos olhos dos homens que então não tivessem podido compreender sua natureza espiritual, deve ter passado em aparência, expressão incessantemente repetida no curso de toda a obra, para todas as vicissitudes da Humanidade. Assim se explicaria o mistério de seu nascimento: Maria não teria tido senão as aparências da gravidez. Este ponto, posto como premissa e pedra angular, é a base sobre a qual ele se apoia para a explicação de todos os fatos extraordinários ou miraculosos da vida de Jesus. Sem dúvida nada há nisso de materialmente impossível para quem quer que conheça as propriedades do invólucro perispiritual. Sem nos pronunciarmos a favor ou contra essa teoria, diremos que ela é, pelo menos, hipotética, e que se um dia fosse reconhecida errônea, faltando a base, o edifício desabaria.
    Esperamos, pois, os numerosos comentários que ela não deixará de provocar da parte dos Espíritos, e que contribuirão para elucidar a questão. Sem a prejulgar, diremos que já foram feitas sérias objeções a essa teoria, e que, em nossa opinião, os fatos podem perfeitamente ser explicados sem sair das condições da humanidade corporal.
    Estas observações, subordinadas à sanção do futuro, em nada diminuem a importância desta obra, que, ao lado de coisas duvidosas, em nosso ponto de vista, encerra outras incontestavelmente boas e verdadeiras, e será consultada com proveito pelos espíritas sérios.

    Perseverai no bem e não vacileis, mensagem de Bezerra de Menezes no CFN 2015

    …Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais. Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir….
    …Mantende-vos coesos com a Codificação Espírita, que um dia influenciará o comportamento da sociedade terrestre. O Espiritismo não é uma filosofia para determinado número de criaturas, é uma mensagem de vida eterna para todos os seres humanos….
    …Dai-vos as mãos em qualquer circunstância.
    Que a sensibilidade exacerbada, nascida na presunção ou nos dispositivos egóicos, não vos constitua impedimento ao trabalho de iluminar consciências….
    Não vacileis!
    Utilizai-vos dos sublimes recursos da Doutrina, especialmente as reuniões mediúnicas para, através dessa ponte sublime, que liga um ao outro plano da vida, deslindardes os aranzéis das forças negativas que muitas vezes vos envolvem, disseminando nos sentimentos amarguras e decepções.
    Não creiais que aquilo que não lograis seja negativa do Senhor; antes considerai que a dificuldade de agora é a melhor solução para as necessidades vigentes. Amanhã entendereis melhor o que hoje vos constitui incógnita.

    • Sugerimos aos leitores ao comentarista Rogério que acesse o link abaixo que propõe um estudo racional sobre Roustaing.
      Assinam os trabalhos os confrades José Passini, Astolfo Olegário e Leonardo Marmo

      http://paespirita.blogspot.com.br/2016/01/roustaing-sob-otica-de-jose-passini.html

    • Irmãos W diz:

      Olá

      Caro amigo…

      Sobre a questão de Kardec… E o seu posicionamento….

      Kardec era um grande estrategista… Não condenou ditetamente… Roustaing….E as suas fantasias…

      No Espiritismo nascente existia o centro espírita de Paris dirigido por Kardec… E outro agrupamento de Bordeux…Os maiores no periodo de Kardec…

      Se condenasse… Firmemente poderia dividir o já nascente movimento espírita…Mais nas revistas espíritas… Ocorreu diversas mensagens… Alertando a Allan Kardec… Sobre a questão Roustaing…

      Fica com Deus

      Irmãos W

  34. Mauro Quintella diz:

    Olá, Roger.

    Na minha avaliação, a idéia de “unificar” os espíritas (kardecistas) é um equívoco e uma consequente falácia, pois os espíritas (kardecistas) não estão obrigados a concordarem sempre uns com os outros, em todos os pontos da condução do movimento espírita e da própria sistematização kardeciana.

    No entanto, acredito que a UNIÃO dos espíritas (kardecistas) é possível, tomando Kardec como referência e a gentileza no divergir.

    Um abraço.

    Mauro Quintella

  35. Mauro Quintella diz:

    Como espíritas kardecistas, conceituo os espíritas sintonizados com Kardec. O que não quer dizer concordância absoluta com o sistematizador da doutrina espírita.

  36. Roger diz:

    Sobre a unificação e a união dos espíritas, na mensagem recebida na última reunião do CFN Bezerra de Menezes fez a seguinte referência:
    … Evocando o encontro de Jerusalém, quando as duas figuras exponenciais do Evangelho de Jesus, Pedro e Paulo, enfrentaram-se para debater paradigmas de alta relevância na divulgação do Evangelho límpido e cristalino que Jesus trouxe para todos, sem privilégios nem preconceitos, relembramos que foi o amor que venceu as opiniões divergentes e que em lágrimas fez que o primeiro concílio dos cristãos se transformasse na pedra angular da divulgação da verdade, depois que o Mestre retornou aos páramos divinos….
    Gostaria de dizer que o episódio está relatado no livro Paulo e Estevão na segunda Parte CAPÍTULO 5 = Lutas pelo Evangelho(vale a pena dar uma olhada). Acrescento que o embate entre Paulo e Thiago cada um defendendo seu ponto de vista, e a personalidade ímpar de PEDRO refletindo sobre as qualidades e valores dos irmãos e de suas respectivas propostas.
    Acredito que Bezerra está nos convidando a desenvolver em nós um pouco mais do “PEDRO” lembrando que o Mestre solicitou a ele “… Pedro se me amas, então apascenta as minhas ovelhas… (joão 21: 15,16e17).
    Façamos uma reflexão.
    Um abraço fraterno a todos

    • O exemplo de “unificação” e “união” deveria partir da experiência própria da autoproclamada “casa mãe” , porém nem “unificados” e muito menos “unidos” estão os frequentadores da corte ultramontana localizada na majestática “basílica” da L2 Norte de Brasília.
      Reflitamos , oremos e roguemos a Deus, a fim de haja uma interferência divina com vistas a pacificação da mente e do coração de alguns frequentadores e alguns diretores da cúria candanga.
      Oremos pois! inclusive exorando a possível fundação (num breve futuro) de uma Confederação Espirita no Brasil.

  37. Vinicius diz:

    Jorge, Sério… obrigado. Obrigado por ser franco de expor o que é Necessário. O comentário do conselheiro acima da feb explicita todo o mal que há no espiritismo: falsa humildade, casta de escolhidos que sabem o que é melhor, maledicência sem expor dados pra que possa ocorrer livre defesa. Eu aqui em Minas, sem frequentar casa espirita por causa desses desmandos, sei se tudo que o perri foi acusado e a casta ainda pensa que sao os

  38. MARDEM diz:

    Boa Noite,

    Jorge.
    Eu sempre leio com atenção tudo que Você escreve. Não lembro de divergir de forma importante de alguma coisa que Você tenha escrito.
    Sua posição em relação à D.E. é de proteção e a favor da pureza doutrinária. Nisto somos idênticos.
    Nos últimos anos deixei de lado o movimento espírita e o debate em torno de questões que sempre levantam divergências aqui, acolá.
    Pra mim chega, não vale mais a pena. E de verdade não acredito na unificação. Quando pra unificar ter que incluir Roustaing, eu desisto.
    De verdade uma grande parte dos espiritistas, não admitiram e não admitem despojarem de velhos conceitos, do orgulho e da vaidade. Gostam de holofotes, flashs púlpitos etc.
    Uma boa parte que se diz espírita, não passa de simpatizante….
    Louvo seu esforço no sentido de irrigar consciências, fornecer subsídios e continuarei te acompanhando como admirador que sou da sua sinceridade da sua visão, da minha parte encerrei com esta questão…
    Paz na Sua Alma.
    Marden.

  39. Boa Tarde, caríssimo Sr. Jorge Hessen,
    estou vindo da parte do Sr. Girofel Orestes de Sampaio Toledo, residente em Campo Grande MS. Ao fazermos algumas leituras dos vossos artigos, ele nos pediu para que conseguíssemos o vosso contato telefônico, após comparar vossos posicionamentos com os do companheiro de seara, o notável José Herculano Pires.
    S. Girofel Toledo tem 94 anos e foi fundador da Concentração de Mocidades Espíritas do Nordeste do Estado de São Paulo. Também acompanhou a USE em seu início, e participou de várias atividades junto em companhia de Herculano Pires.
    Foi por quase vinte anos presidente do ICEMS – Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul, tendo que se afastar do mesmo, pela idade avançada, mas continua firme nos trabalhos do Centro Espírita Caminheiros de Jesus, em Campo Grande, no Conselho Fiscal do mesmo, e também como sócio fundador do ICEMS.
    Por seu intermédio, está trazendo para nossa cidade, Francisco Cajazeiras já em abril.
    Após lermos para ele o artigo (pois ele é deficiente visual desde os 5 anos de idade), intitulado PACTO ÁUREO, S. Girofel nos pediu para que procurássemos alguma forma de entrarmos em contato com o caro confrade.
    Sendo assim aqui estamos, pedimos para que receba nosso pedido de desculpas pela nossa intromissão, mas porém ansiamos para que tenhamos êxito nos nossos propósitos de contato com o amigo.
    Nosso imenso obrigada. Elaine Queiroz
    1a. Secretária Dir.Executiva CE Caminheiros de Jesus
    email: elainelaka@uol.com.br/ girofeltoledo@hotmail.com
    (qualquer um deles)

    Muita paz, e nosso muitíssimo obrigada pela atenção, mas principalmente, pela vossa postura doutrinária, que acende nossos corações de esperança.

  40. JOAO AFONSO diz:

    ParaBoa tarde meu caro Jorge,
    Excelente seu trabalho.
    Realmente temos que ir nos estruturando visando rever junto com outros trabalhadores espíritas conscientes, uma nova formatação no Movimento Espírita Brasileiro.
    Infelizmente hoje estamos a observar uma tempestade agressiva de livros “espíritas” com aberrações generalizadas, e o pior, fazendo parte das bibliotecas, feiras de federativas e centros espíritas.
    Há também um excessivo apelo à música (nada contra, pelo contrário, adoro música), levando nossos jovens a se envolverem demasiadamente com a “arte” e esquecendo ou sem tempo para os estudos sérios sobre a Doutrina Espírita.
    Sem falar dos mega eventos, com custos altíssimos de locação e com isto, afastando nossos mais simples simpatizante, frequentador e trabalhador devido a suntuosidade dos locais e ainda a taxa de participação…
    Muita coisa precisa ser revista, muita coisa mesmo. A ideia de casa mater (?) está sendo também atribuída às federativas…absurdo…não existe isto…é uma ideia dos tempos católicos creio eu…
    Com isto, instituições que também tem lá seus “donos” se submetem aos desígnios da “mater” e também começam a cobrar por um curso de passe e etc….lamentável.
    Mas continuemos trabalhando juntos àqueles que paulatinamente estão a levar com carinho, determinação as tarefas de esclarecer, orientar os ensinos de Jesus de Nazaré à luz da Doutrina Espírita para os que frequentam suas instituições.
    Um abraço

  41. Sensacional esse artigo. Parabens deve ter dado um trabalhao reunir todo esse conhecimento em um lugar só

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